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Crítica: The Old Guard (2020)

The Old Guard Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE THE OLD GUARD!!!

Em anos recentes, Charlize Theron tem assentado cada vez mais nos filmes de ação, com os maiores destaques sendo claramente Mad Max: Fury Road Atomic Blonde. Dito isto, tínhamos grandes expectativas em redor de The Old Guard, a mais recente aposta da Netflix no que toca a adaptações de bandas desenhadas. Por isso, e ainda que o filme possua alguns pontos a seu favor, não podíamos deixar de ficar um pouco insatisfeitos com o resultado final.

O filme centra-se em Andy, que lidera um grupo de mercenários imortais. O seu estilo de vida sofre uma revés quando o grupo começa a ser o alvo de forças interessadas nos seus segredos, já para não falar de acolherem a jovem ex-fuzileira Nile Freeman, a mais recente imortal a surgir.

The Old Guard Crítica de Cinema

Está bem, posso estar a ser injusto em alguns aspetos. The Old Guard está a léguas de ser um verdadeiro marco de referência no catálogo extensivo da Netflix, ou no género de ação em si. Estamos a falar de uma obra cuja narrativa principal é do mais vulgar que se possa imaginar e previsível. Chega a roçar nessa mesma previsibilidade e na clara ausência de riscos palpável ao ponto de termos poucas surpresas pelo caminho, já para não falar de que o filme, no fim e ao cabo, procura estabelecer uma saga cinematográfica com algumas sequelas pelo caminho.

Apesar desses problemas da narrativa, o filme encontra uma espécie de alívio nas suas sequências de ação. Ainda que não possuam um risco mortal inerente (cortesia de os alvos em questão serem imortais), não deixam de encher o ecrã de forma generosa. Existe uma espécie de graciosidade na carnificina que The Old Guard nos mostra nos momentos-chave do filme, e muito desse impacto se deve à fotografia acelerada e uma coreografia de combate fluída, variando entre as sequências de corpo-a-corpo e o chamado gun-fu. Por outras palavras, acaba por ser mais uma forte indicação do quão longe os filmes de ação chegaram desde que se tornaram num género cada vez mais presente no grande ecrã.

The Old Guard Crítica de Cinema

The Old Guard também conta com um elenco maioritariamente sólido, com alguns claros destaques. Theron não desilude como uma guerreira imortal cansada do estado atual de um mundo cada vez mais imerso numa violência sem qualquer sentido, o que serve de contraste com KiKi Layne, que serve como ponto de partida para este novo e estranho mundo. Estas duas mulheres acabam por ofuscar a maior parte do elenco, que conta ainda com outros nomes sonantes da 7ª Arte (e outras caras familiares que, francamente, já nem nos lembrávamos de encontrar). Mas no fim e ao cabo, são estas duas que acabam por ser o grande destaque do filme.

The Old Guard pode contar com um elenco capaz e com algumas sequências de ação que exemplificam o crescimento da qualidade do cinema de ação, mas o facto de a narrativa seguir por caminhos familiares e muitos vagos na sua conceção acabam por impedir que esta se destaque por completo dentro da competição. Mesmo dentro da Netflix.

Podem ler outras das nossas Críticas aqui.

Título: A Velha Guarda
Título Original: The Old Guard
Realização: Gina Prince-Bythewood
Elenco: Charlize Theron, KiKi Layne, Matthias Schoenaerts, Marwan Kenzari, Luca Marinelli, Chiwetel Ejiofor, Harry Melling
Duração:
125 minutos

Trailer | The Old Guard

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