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BNA: Brand New Animal – Season Finale – 1ª Temporada

BNA: Brand New Animal season finale

PODE CONTER SPOILERS DE BNA: BRAND NEW ANIMAL!!!

Na indústria de anime, há várias produtoras que merecem todo o tipo de atenção dos fãs deste género. Uma dessas produtoras é a Studio Trigger que, apesar de não ter um catálogo capaz de rivalizar com tantas outras, já nos deu provas do que pode oferecer através de séries como Little Witch Academia ou Kill La Kill. O talento em criar conteúdo visualmente cativante certamente não passou despercebida pela Netflix, sendo esta a produtora escolhida para trazer Cyberpunk: Edgerunners (um anime baseado num dos videojogos mais antecipados do ano). E ao vermos BNA: Brand New Animal, pode-se dizer que podemos estar mais aliviados.

Michiro Kagemori era uma estudante normal, como tantas outras. No entanto, o mundo dela muda do avesso quando se transforma num cão-guaxinim humanóide. Em busca de uma possível cura, Michiro encontra refúgio em Anima-City, uma metrópole habitada por Beastmen, criaturas que, tal como ela, possuem traços animais e humanos.

O MELHOR:

BNA é uma maravilha em termos artísticos.

A Studio Trigger depressa se habituou a mostrar-nos um lado altamente criativo e bizarro no que refere à indústria da animação japonesa (tal como tinha mencionado acima, Little Witch Academia e Kill La Kill são os melhores exemplos que a produtora nos ofereceu), e BNA é mais um marco positivo. É impossível não ficarmos maravilhados com o mundo dividido entre humanos e Beastmen, que se assume tão bizarro como divertido. Nem todos os animes com que cruzamos têm de conter assuntos sérios a toda a hora; também nos dá vontade de rir de vez em quando. E nessa ideia, BNA cumpre bem com o seu objetivo!

Somos atirados de cabeça a este novo mundo através do olhar de Michiro, uma rapariga cujo mundo muda quando se vê transformada numa Beastman, uma com acesso a vários atributos diferentes. Mas ainda assim, voltamos a ter em mãos uma protagonista feminina bem desenvolvida. Inicialmente chocada com os eventos à sua volta, torna-se enternecedor esta jovem aos poucos abraçar esta sua nova realidade e, de forma gradual, a formar a sua própria perspetiva da sua situação: deverá rumar até voltar a ser humana, ou abraçar o seu novo estatuto como Beastman? É uma jornada pessoal que nunca envelhece no mundo dos animes.

Michiro não se encontra só nesta sua demanda, uma vez que as suas respostas começam a desenvolver-se ao longo das interações com os habitantes de Anima-City, e não há melhor exemplo disso do que a sua relação com Shirou Ogami, um meio-lobo que serve como protetor da cidade com um ódio fervilhante pelos humanos e todos aqueles associados com eles. Por um lado, temos direito a um odd couple delicioso, especialmente pela diferença entre a energia positiva de Michiro e o lado mais estóico de Shirou. No entanto, Shirou acaba por tornar-se um fan favourite quando descobrimos um pouco mais do seu passado (e um twist que, em retrospetiva, não é assim tão surpreendente).

Apesar da sua energia positiva, BNA também aborda alguns temas mais sérios. Tendo em conta o conflito social entre os humanos e Beastman, a série apresenta-nos mais um espelho à sociedade à nossa volta, especialmente no que toca aos preconceitos ligados às raças diferentes. Não deixa de ser relevante nos dias de hoje, ainda que se troque as vestes humanas por animais.

O PIOR:

Ainda assim, BNA está longe de ser uma série com ideias originais.

Não faz muito tempo que a Netflix lançou a série de anime Beastars. Embora existam algumas claras diferenças em termos de grafismo e história, os temas são severamente semelhante. Em Beastars, vimos os preconceitos numa sociedade animal entre as presas e os predadores; aqui, são os preconceitos entre humanos e Beastmen. Existem mudanças significativas mas, no fundo, ainda existem semelhanças.

E também fica a ideia de que a série não explorou totalmente as perspetivas desejadas. A maior parte da ação tomou lugar em Anima-City e na perspetiva dos seus habitantes sobre a situação social em mãos. Em contraste, só tivemos direito a um cheirinho sobre a perspetiva dos humanos num episódio em 12. Mesmo assim, não chega para nos dar a chamada bigger picture a este mundo bizarro.

Ainda assim, BNA não deixa de ser um produto que nos permita passar bem o tempo e nos ajuda a desligar o cérebro. Não explora tão bem os seus temas mais complexos (pelo menos, da forma como desejamos), mas não deixa de ter uma narrativa interessante, personagens carismáticas e um aspeto visual bizarro, hilariante e eletrizante. Pode-se dizer, então, que Cyberpunk: Edgerunners está em boas mãos!

Ainda se desconhece se BNA terá direito a uma segunda temporada. Até lá, podem espreitar outras das nossas criticas de Animes aqui. Ah, e deixamos abaixo o tema de abertura catchy do anime:

Estado da série: STAND-BY

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Average Rating

BNA pode não ser um dos animes mais complexos do ano, mas está no top como uma das melhores formas de passar bem o tempo!

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