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Crítica: The Night Clerk (2020)

The Night Clerk Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE THE NIGHT CLERK!

Michael Cristofer já não é um desconhecido do mundo da arte cinematográfica e regressa ao cinema com este The Night Clerk. A história é básica: um jovem com síndrome de Asperger, que trabalha num hotel no turno da noite (e um voyeur nato), dá de caras com um homicídio que acontece durante o seu turno e logo começa a ser uma pessoa de interesse para a polícia. Nisto, após ser mudado para outro hotel, Bart conhece uma jovem sedutora que tem também alguns mistérios no seu encalço.

The Night Clerk Critica de Cinema

The Night Clerk é aquela obra que, embora tenha alguns aspetos bons, é demasiado banal, previsível e fútil. É uma película tão básica e tão desprovida de emoção que, de alguma forma, torna-se impossível para o público conseguir criar uma relação próxima com ela. As prestações são bastante competentes, já que vemos um Tye Sheridan num registo singular (ainda que haja uma exploração desnecessária de uma doença séria, que é transposta de forma demasiado rebuscada para conseguirmos digeri-la da melhor forma) e uma Ana de Armas em constante crescimento.

No entanto, quase todas as personagens caem nos típicos clichés aborrecidos, tal como John Leguizamo, Johnathon Schaech ou mesmo Helen Hunt. Um desperdício de talento e uma abordagem muito superficial de personagens que deviam ter um destaque e impacto no filme bem maiores do que tiveram. A ação em si é regida por diálogos pobres, sem grande emotividade, ainda que os atores se esforcem para conseguir trazer alguma credibilidade.

The Night Clerk Critica de Cinema

A realização de Cristofer prefere dar destaque ao desenvolvimento apressado da narrativa, do que explorar um clima de tensão, mistério e dúvida que era requerido desde o início. As particularidades que regem The Night Clerk poderiam ser bem mais profundas do que realmente foram, optando por seguir o rumo linear (e extremamente vulgar) sem explorar as suas personagens convictamente, nem revelar as suas maiores dificuldades na vida. A verdade é que a síndrome de Asperger é utilizada meramente como uma tentativa empática de criar uma relação com o protagonista para projetar uma história sem interesse e demasiado conhecida. É uma exploração tanto ou quanto maliciosa e, acima de tudo, em nada contribui para que nós, enquanto espectadores, fiquemos sentidos ou investidos em querer saber mais sobre Bart e pelas dificuldades por que passou.

Portanto, The Night Clerk não é mais do que um filme pobre de espírito e manipulador que não consegue superar a mediocridade da sua realização, muito menos de solidificar as carreiras dos seus atores principais, por muito que estes se esforcem. Evitem The Night Clerk porque é 1h30 de tempo desperdiçado.

The Night Clerk Critica de Cinema

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Título: O Turno da Noite

Título Original: The Night Clerk

Realização: Michael Cristofer

Elenco: Tye Sheridan, Ana de Armas, Helen Hunt, John Leguizamo, Johnathon Schaech.

Duração: 90 min.

Trailer | The Night Clerk

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