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Baki – Midseason Finale – 2ª Temporada

Baki Midseason Finale

PODE CONTER SPOILERS DE BAKI!!!

A indústria da animação japonesa – ou anime, para os mais puristas – tem um vasto leque de géneros a ela associados. Existem animes de drama, de comédia, de ficção científica, de terror, de fantasia. O género de ação inserida em situações de combate é um dos géneros mais populares que existem, cortesia de animes de referência, com Dragon Ball a ser o campeão invicto, ainda que misture conceitos de ficção científica e fantasia. Baki, a série de anime da Netflix que dá seguimento às séries dos anos 90, é um desses casos. É também uma série que teve o seu muito aguardado regresso com a sua terceira parte, que corresponde à primeira metade da segunda temporada.

Devido aos eventos da segunda parte da primeira temporada – ou segunda parte, conforme preferirem – Baki Hanma encontra-se mais fraco e em risco de perder a sua vida por envenenamento. Apesar disso, Baki é convidado para participar no Torneio Raitai, um torneio de artes marciais que toma lugar a cada 100 anos na China, na esperança de enfrentar o seu pai, Yujiro “Ogre” Hanma pela última vez.

O MELHOR:

Para todos os efeitos e circunstâncias, Baki consegue redimir-se dos problemas do passado.

Um dos elementos que menos pude apreciar na temporada anterior foi o uso de CGI para poderem mostrar a crueldade dos combates presentes. Felizmente, esta terceira parte tomou nota desses problemas e sim, recorreu à animação em CGI, mas não da mesma forma de antes.

Por outras palavras, é bom ver os produtores finalmente a animarem estas sequências num estilo mais tradicional, sem descurar a violência (por vezes ridícula) e a velocidade estonteante desses mesmos combates.

Embora o Baki titular não esteja tão presente nesta temporada como nas anteriores, pelo menos esta deu um maior destaque a figuras que, anteriormente, estavam relegadas cameos. E não existem melhores exemplos desse maior foco do que em duas personagens-chave da temporada: Yujiro Hanma e Muhammad Alai Jr. (claramente inspirado no famoso pugilista afro-americano Muhammad Ali), que recebem maior tempo de antes desta feita.

O PIOR:

Ainda assim, Baki não é tão surpreendente como se poderia pensar.

Apesar de demonstrar algumas melhorias na sua animação dos combates, o resto está praticamente na mesma, o que não abona necessariamente a seu favor. A história é simples e direta, dando um maior foco nos combates em si do que propriamente às personalidades das personagens que habitam este universo de combates sangrentos e brutais. É uma tendência que, para o bem ou para o mal, mantém-se consistente do início ao fim.

E depois ainda temos os modelos exagerados das personagens lutadoras. Sendo um anime de ação, é aceitável que a lógica não tenha uma maior atenção. No entanto, é de rir vermos personagens como Yujiro ou Biscuit Oliva a exibirem corpos em que até os músculos normais parecem ter músculos nos mais variados feitios possíveis de imaginar.

Baki é uma daquelas séries de anime que nos suplica para desligarmos os nossos cérebros e “apreciarmos” a carnificina que nos está prometida. No entanto, está repleta de inconsistências que a impede de ser uma das referências do género de ação nesta era moderna. Resta esperar para ver – mas não contem muito com isso – se a quarta parte da série conseguirá resolver esse problema.

Podem ler as nossas críticas de anime aqui. Entretanto, deixamos abaixo a intro desta terceira parte de Baki aqui:

Estado da série: RENOVADA

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65%
Average Rating

Os combates sangrentos continuam a ser o destaque de Baki nesta terceira parte, mas não esperem daqui uma obra-prima da ação.

  • 65%

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