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Crítica: Rurouni Kenshin Part III: The Legend Ends (2014)

Rurouni Kenshin Part III: The Legend Ends Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE RUROUNI KENSHIN PART III: THE LEGEND ENDS!!!

Origins trouxe-nos uma amostra do que poderíamos esperar de uma adaptação live-action de Rurouni Kenshin, um dos mangás/animes mais populares da década de 90 que viria a ser conhecida em Portugal como Samurai X. Kyoto Inferno entregou-nos a primeira parte de um dos arcos mais importantes da série. E agora, The Legend Ends encerra esta trilogia (que entretanto foi expandida para dois novos capítulos que serão lançados ainda este ano, se tudo correr bem).

Passaram-se três dias depois dos eventos retratados em Kyoto Inferno. Com Makoto Shishio prestes a tomar Tóquio à força e tornar o Japão num autêntico inferno, Kenshin Himura reúne-se com o seu mestre com o intuito de aprender a técnica final do seu estilo de combate.

Os filmes live-action de Rurouni Kenshin sempre tiveram um desafio titânico de tentar oferecer uma aventura que respeitasse o material de origem para os fãs da série, ao mesmo tempo que tivessem de agradar a quem não está totalmente familiarizado com este conceito. E os dois filmes anteriores, valendo o que valem, conseguiram cumprir com esse objetivo. No entanto, nenhum deles teve de enfrentar o desafio proposto a The Legends Ends, ao conceder um final para esta primeira trilogia. Felizmente, essa é uma tarefa que sai igualmente bem sucedida nos seus esforços. Grande parte disso reside no respeito pela equipa técnica, que se tem mantido consistente desde Origins até agora.

A primeira parte deste filme pode ser melhor visto como uma espécie de setup para o que está reservado na segunda parte. É aqui que vemos algumas personagens a prepararem os seus corpos e mentes para o conflito decisivo para o que se avizinha. E embora ainda tenha algumas sequências de ação generosas, esta é uma primeira parte que pode ser vista como sendo mais introspetiva.

E não há melhor exemplo dessa mesma introspeção senão através das vivências de Kenshin Himura. Takeru Satoh tem sido consistente na sua interpretação de um guerreiro errante carregado de culpa e arrependimento por detrás de uma faceta amigável. The Legends Ends põe de parte essa veia mais leve em favor de um Kenshin mais determinado na sua missão quase impossível de derrotar Shishio sem pôr em causa o seu voto de não-violência. A adição do seu mestre, Seijuro Hiko, consegue trazer essa mesma mudança em Kenshin, além de o incutir algumas sabedorias mais do que necessárias. E por isso mesmo, Masaharu Fukuyama merece a nossa atenção, mesmo que por breves momentos.

No entanto, para os apreciadores da ação desta saga de filmes, a segunda parte será certamente do agrado de todos, com uma set piece atrás da outra que coloca as outras sequências de ação num canto. Todos os combates que testemunhamos nesta segunda parte continuam a ilustrar o melhor que estes filmes podem oferecer, o que inclui coreografias espetaculares e aceleradas, um trabalho de câmaras frenético e ainda uma banda sonora poderosa que conseguem pautar cada momento repleto de tensão e emoção. São sequências que quererão ver e chorar por mais e mais, mesmo depois do fim dos créditos.

Rurouni Kenshin é, de longe, uma das melhores adaptações live-action de um mangá ou anime que podemos encontrar de momento, e The Legend Ends serve como um final bombástico para um dos arcos mais influentes da indústria do entretenimento nipónico. Oxalá que os próximos dois capítulos consigam manter essa fasquia em alta.

Podem ler a nossa crítica anterior de Rurouni Kenshin Part II: Kyoto Inferno aqui.

Título: Rurouni Kenshin Part III The Legend Ends
Título Original: Rurôni Kenshin: Densetsu no saigo-hen
Realização: Keishi Ohtomo
Elenco: Takeru Satoh, Tatsuya Fujiwara, Emi Takei, Munetaka Aoki, Yu Aoi, Yosuke Eguchi, Ryunosuke Kamiki, Tao Tsuchiya, Masaharu Fukuyama
Duração: 134 minutos

Trailer | Rurouni Kenshin Part III: The Legend Ends

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