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Batwoman – Season Finale – 1ª Temporada

Batwoman season finale

PODE CONTER SPOILERS DE BATWOMAN!!!

Batwoman chegou no que pode ser visto como o pior dos timings. Chegando numa altura em que Arrow estava na sua temporada final, esta nova série foi vista como uma espécie de rip-off no pior sentido possível. A primeira metade da temporada mostrou potencial, mas ficou aquém do desejado. Portanto, é bom ver que, apesar de alguns problemas, a série conseguiu mostrar o seu potencial nesta segunda parte.

Decorrendo pouco depois dos eventos da Crisis on Infinite Earths, Kate (Ruby Rose) continua a manter a sua missão de proteger Gotham dos criminosos que a habitam, ao mesmo tempo que tenta evadir os esforços dos Cross de Jacob (Dougray Scott).

O MELHOR:

Esta segunda parte da primeira temporada de Batwoman revela-se como uma melhoria significativa.

Tirando a questão da narrativa – que iremos abordar mais tarde – Batwoman sai a ganhar no que refere às personagens que habitam este mundo. Nota-se claramente que os atores não só se encontram mais confortáveis nos seus papéis, como também conseguem escapar dos problemas que assombraram a primeira metade da temporada.

E exemplos dessa mudança estão em abundância. Nota-se que Ruby Rose está a demonstrar uma maior emoção nesta nova fornada de episódios – além de participar nas sequências de ação que vão variando em termos de qualidade -, Rachel Skarsten abandonou a faceta cartoonesca de Alice e mostra-nos uma mulher igualmente magoada e vingativa (o que a tornam ainda mais imprevisível), e mesmo outros personagens mais secundários como Luke (Camrus Johnson) e Mary (Nicole Kang) ganham mais para fazer e oferecer do que estar no espaço cénico sem fazer nada de relevante.

A componente romântica da série ainda precisa de sofrer alguns retoques, mas pelos menos não é tão enjoativo ou enfurecedor como nos episódios anteriores. Existem alguns momentos em que esta componente só está presente para nos dar drama desnecessário, como seria de esperar, mas não se torna num grande foco em si.

O PIOR:

Ainda assim, nem tudo o que Batwoman nos oferece consegue funcionar em pleno.

Ao contrário das outras séries que compõem a Arrowverse, Batwoman não exibe uma narrativa contínua importante. Ou seja, os episódios consistem em mini-arcos isolados com algumas influências a serem encontradas de vez em quando. Se a série não fosse serializada, não haveria problema; no entanto, esse não é o caso das outras, e por isso, o resultado final deixa bastante a desejar.

Os vilões da semana também não tiveram o devido destaque conforme o esperado. De todos, somente Alice recebe a maior fatia de desenvolvimento, enquanto o resto fica preso no papel de “antagonistas a serem espancados”. Existe uma ou outra exceção à regra, mas a grande maioria não tem ponta por onde pegar.

E depois há a questão do interesse renovado em Tommy Elliot (Gabriel Mann). Quando foi introduzido, este personagem estava a milhas do que os fãs esperavam. E embora este fosse alvo de algumas alterações, ainda está longe do Hush a que nos acostumámos. Se bem que, considerando aonde a série o deixou, podemos esperar algumas coisas interessantes com ele.

Assim sendo, Batwoman termina a sua temporada inaugural em melhor forma do que como começou, se bem que ainda está a léguas de mostrar o seu verdadeiro potencial. Oxalá a situação altere quando a série regressar para o ano que vem.

Podem ler a nossa crítica anterior de Batwoman aqui.

Estado da série: RENOVADA

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60%
Average Rating

Batwoman termina a sua temporada inaugural em melhor forma, ainda que continue a fracassar aonde é mais necessária.

  • 60%

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