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Crítica: Driveways (2019)

Driveways Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE DRIVEWAYS!

Nesta época de abundância de cinema por toda a internet, há certos filmes encantadores que nunca esperaríamos encontrar. Driveways é um deles. Uma pequena pérola bonita, simples e com o coração no sítio certo. Conhecemos Cody, que viaja com a sua mãe Kathy, para viver na casa da sua falecida tia. Sendo um rapazinho solitário e com dificuldades em socializar com outros meninos da sua idade, Cody desenvolve uma amizade com o seu vizinho, um idoso veterano.

Driveways Critica de Cinema

A premissa, como podem ver, é bastante simples. E isto tanto age a favor do filme, como o torna demasiado cliché. De facto, não é pelo argumento que Driveways se torna um filme bonito, mas sim pela forma como os atores conseguem trazer a doçura necessária através dos seus retratos. Esta é a canção de despedida de Brian Dennehy, que nos agracia a todos os momentos ao longo da película.

Perdendo a vida há pouco tempo atrás, Dennehy deixa em Driveways o seu melhor contributo à 7ª Arte, numa prestação digna de Óscar e que, esperemos vem, chegue aos ouvidos da Academia, ainda que póstuma. Mas Dennehy não está sozinho, já que Hong Chau e, em especial, o pequeno Lucas Jaye, trazem esta narrativa doce a um patamar emocional extremamente forte e acutilante.

A câmara de Andrew Ahn não tem grandes feitos, mas a simplicidade ajuda a envolvermo-nos com estas personagens e a sentir na pele as emoções que elas emanam. Mesmo que esta simplicidade seja absolutamente maravilhosa em trazer o melhor dos seus atores, Driveways não conquista totalmente por se manter, na sua história, simples demais. A emoção está lá, mas o filme é curto demais para provocar um impacto como Cinema Paradiso teve. As referências a este clássico estão lá, claramente.

Driveways Critica de Cinema

Talvez por ter optado por se focar tanto no jovem Cody, Driveways acaba por negligenciar outras personagens que poderiam ter contribuído para que a história fosse mais rica. Há um momento, em particular, durante o filme em que o nosso coração se derrete: quando Cody festeja o seu aniversário com Del e os amigos, num jogo de bingo, onde Lucas Jaye revela nos seus olhos e na sua terna atitude, que a amizade não tem limites de idade.

É, de facto, um dos melhores momentos do filme e um que nos enche o coração. A mensagem de Driveways não é ensinar nada de novo, mas de relembrar que alguém pode trazer um brilho maior numa vida de solidão. A ternura entre Del e Cody é precisamente isto. O brilho de uma amizade improvável que, embora genuína e bonita, não consegue salvar o filme da sua tremenda simplicidade.

Driveways Critica de Cinema

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Título: Driveways

Título Original: Driveways

Realização: Andrew Ahn

Elenco: Hong Chau, Lucas Jaye, Brian Dennehy, Christine Ebersole, Jeter Rivera.

Duração: 83 min.

Trailer | Driveways

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