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The Good Doctor – Season Finale – 3ª Temporada

CONTÉM SPOILERS!

The Good Doctor terminou a terceira temporada num episódio de nos partir o coração, mas nem toda a temporada foi assim. Entre altos e baixos, o drama médico continua a cativar, mas já não tem o toque distintivo que nos cativou.

O melhor

Pelo terceiro ano consecutivo, Freddie Highmore dá-nos uma performance brilhante como Dr. Shaun Murphy. A interpretação de Highmore é cativante e adorável, com o bónus de manter a personagem sempre em movimento para que esta não se torne monótona e aborrecida.

Todos os episódios vemos Shaun a crescer um pouquinho mais, a adaptar-se a um mundo que não está preparado para ele. No entanto, foi esta temporada que assistimos a uma grande evolução para o nosso cirurgião favorito, principalmente a nível romântico.

Outra personagem que surpreendeu, e continua surpreender, é a Drª Morgan Reznick. Depois de descobrir a doença degenerativa que a irá prejudicar a sua destreza manual, a residente mais ambiciosa do hospital San Jose St. Bonaventure passou a temporada a debater-se entre perseguir o seu sonho ou resignar-se a um futuro fora do bloco operatório.

A sua tenacidade falou mais alto e conquistou-nos. A sua honestidade bruta era já um ponto a favor da personagem de Fiona Gubelmann, mas com um problema deste nos seus ombros, Morgan fez-nos sorrir e chorar várias vezes durante a temporada. Bónus: a sua amizade com o Dr. Glassman não passou despercebida e foi bom ver o director do hospital a interagir com outro residente que não o Shaun.

Por fim, – e eu debati-me bastante tempo se este seria um ponto positivo ou negativo, mas acabei por pensar fora da caixa – a posição em que Lea foi colocada esta temporada, levou-a a uma atitude que não agradou a muitos fãs. No entanto, o seu medo de se comprometer com Shaun fez-nos perceber que Lea não é uma personagem tão unilateral como pensávamos.

Esperemos que na próxima temporada possamos ver um novo lado desta personagem, bem como uma possibilidade de se redimir das atitudes e palavras duras que disse nos últimos episódios.

O Pior

Algo que continua a ser o grande erro de The Good Doctor é o constante esquecimento de vários enredos que, apesar de terem sido desenvolvidos, não tiveram o final satisfatório que mereceriam. Como por exemplo, a depressão e atitude auto-destrutiva de Claire, ou a relação entre Melendez e Lim, ou a maneira como empurraram o Dr. Marcus Andrews para o background.

Parece que os produtores estão decididos a não explorar as melhores ideias que têm, ou então são demasiado preguiçosos para as desenvolver e encerrar como deve ser.

Por fim, temos de falar do momento mais chocante desta temporada que foi a morte de uma das melhores personagens da série: Dr. Neil Melendez.

Depois de três temporadas a servir como mentor de Shaun e Claire, Melendez disse o seu adeus à série da forma mais injusta e cliché de sempre. Esperava um final mais estrondoso para uma personagem tão valiosa. Aliás, esperava que Shaun estivesse lá para se despedir do seu mentor.

E, apesar de não termos assistido ao desenvolvimento da sua relação com Claire, podemos ao menos ter a satisfação de os ver confessar os seus verdadeiros sentimentos nos últimos momentos de vida do médico.

E foi de uma forma agridoce que nos despedimos da terceira temporada de The Good Doctor. Só podemos esperar receber os nossos médicos favoritos em outubro.

Estado da série: RENOVADA

Leiam a nossa Mini-Review anterior de The Good Doctor aqui.

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