Mini-Reviews TV TV

Brooklyn Nine-Nine – Season Finale – 7ª Temporada

CONTÉM SPOILERS DE BROOKLYN NINE-NINE!

Cada vez que vejo Brooklyn Nine-Nine não consigo deixar de imaginar os idiotas da FOX que decidiram cancelar esta série. A cada ano, a série da NBC apresenta-nos episódios hilariantes, mas que também conseguem puxar umas lágrimas.

O MELHOR:

Se tem algo que sempre me cativou nesta série foi a sua capacidade de abordar assuntos importantes, como o racismo, exclusão social, homossexualidade, etc., sem nunca perder o seu brilho cómico, o que sempre ajudou as pessoas a relacionarem-se e meditarem sobre a série, sem a tornar aborrecida e maçadora. Enquanto existem várias séries que abordam estes temas, Brooklyn Nine-Nine limita-os a um episódio, sem os tornar demasiado pesados.

Tem aqui vários momentos que quero apontar que provam, mais uma vez, que Brooklyn Nine-Nine é uma jóia preciosa que deve ser protegida a todos os custos.

Em primeiro lugar, vamos falar do primeiro episódios onde Amy confessa a Rosa e Jake que o seu período está atrasado. Normalmente, quando as mulheres se referem a este ciclo tão natural na televisão funciona da seguinte maneira: (voz baixa para não ferir susceptibilidades masculinas) estou atrasada… se é que me entendes… Pode parecer algo ridiculamente pequeno e desinteressante, mas, como mulher, é verdadeiramente refrescante ver uma personagem feminina dizer em voz alta, sem medo, sem preconceitos: O meu período está atrasado! Pois é, nós menstruamos uma vez por mês, minha gente!

De seguida… Rosa Diaz! Nos últimos anos, Stephanie Beatriz trouxe-nos alguns momentos memoráveis na pele da detective mais destemida da televisão e eu pensei que nada podia superar a temporada em que ela assume a sua bissexualidade perante os colegas e os pais. No entanto, esta temporada trouxe-nos alguns dos melhores momentos da Rosa: desde o seu apoio incondicional a Amy – seja quando ela pensa que está grávida, seja durante o parto – à sua tripla vitória durante o Assalto de Halloween. No entanto, existiu um pequeno momento que me chamou à atenção: Episódio 4 – The Jimmy Jab Games II. A meio de mais uma caótica competição na esquadra, Holt percebe que algo não está bem com Rosa e insiste para que ela revele o que a está deixar perturbada. Após revelar que a namorada Jocelyn terminou tudo com ela, a dupla abandona o jogo para conversar sobre o assunto. Quanto a vocês não sei, mas eu adoro ver a durona Rosa e o Capitão “Robô” Holt partilharem momentos destes.

Por fim, – e sim, vamos terminar por aqui que isto já parece uma tese de mestrado – Amy e Jake. Ao longo dos últimos sete anos, Jake e Amy foram couple goals. De rivais, a amigos, a namorados, a casados… Todas as etapas desde relacionamento foram foram verdadeiramente adoráveis e cativantes. Porque é que eu achava que a gravidez ia ser diferente?

O episódio em que o casal tenta, durante meses e meses, engravidar é sem dúvida um dos melhores da série e dá-nos uma pequena perspectiva de como é a vida para milhões de casais pelo mundo fora. Para Amy, que é uma overachiever, falhar num dos maiores testes da sua vida, acaba por a perturbar bastante, mas o apoio incondicional de Jake ajuda-a a perceber que nem tudo é uma competição. E é sem surpresas que uns episódios depois Amy anuncia que está grávida.

Toda esta gravidez foi inserida de forma bastante subtil na história e os saltos temporais ajudaram a lidar com a verdadeira gravidez de Melissa Fumero, levando a que as gravações decorressem de forma muito natural. Os escritores até tiraram um pouco do seu tempo para inserir uma piada de como Amy tentou esconder a barriga de maneira bastante óbvia, deixando assim uma breve menção às técnicas de filmagens usadas por outros colegas.

E, como seria de esperar, terminamos a temporada a receber McClane “Mac” Peralta. (I’m not crazy about the name) Mal posso esperar pela nova temporada e assistir a aventuras de Amy e Jake como pais. Acompanhados do tio Chi-Chi, obviamente.

O PIOR:

Se tem algo pelo qual sempre admirei esta série, é pela forma como tenta manter o nível de desenvolvimento e interesse igual para todas as personagens. No entanto, não pude deixar de notar que o enredo desta temporada esteve mais focado no Jake, Amy e Rosa, com uma pitada de Holt. Charles continuou a sua presença constante, mas basicamente secundária, enquanto Terry foi completamente esquecido. A minha esperança mantém-se e espero ver mais destas personagens nas próximas temporadas.

A história da despromoção de Holt e a sua rivalidade com Madeline Wuntch também foram rapidamente descartadas. Esperava ver mais de Wuntch esta temporada – os momentos entre os dois antigos parceiros são sempre hilariantes – e a morte da personagem foi como uma facada no estômago. Podiam ter desenvolvido a história de outra maneira, mas, infelizmente, Holt foi despromovido, tivemos um episódio sobre o assunto, Wuntch morre, Holt volta a capitão. Tirando isso, apenas meia dúzia de comentário dos Capitão em segundo plano e nada mais.

Outro exemplo de desperdicio foi a personagem de Debbie (Vanessa Bayer). Por uns episódios, tive a expectativa que adicionassem uma nova presença feminina ao elenco, mas sofri rapidamente a desilusão de ver Debbie tornar-se numa criminosa idiota e viciada em cocaína. Um final decepcionante para uma outrora promissora personagem.

Por fim, McClane “Mac” Peralta? Todos nós somos conhecedores do amor de Jake por Die Hard, mas tudo tem limites. Pelo menos vamos ver a Rosa ser chamada de tia Ro-Ro.

No geral, foi uma temporada muito bem conseguida. Brooklyn Nine-Nine continua a surpreender pela positiva, cativando-nos episódio após episódio. O que não é difícil com um elenco tão diversificado e talentoso, apoiado de episódios bem estruturados.

Fermulon, my friends!

Estado da Série: RENOVADA

Leiam a nossa Mini-Review anterior de Brooklyn Nine-Nine aqui.

0 88 100 1

88%
Average Rating
  • 88%

Comments