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Crítica: Mortal Kombat Legends: Scorpion’s Revenge (2020)

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PODE CONTER SPOILERS DE MORTAL KOMBAT LEGENDS: SCORPION’S REVENGE!!!

Quando pensamos na saga de vídeojogos de Mortal Kombat, o mais certo e sabido é que os nossos pensamentos pairam diretamente sobre Scorpion, o famoso ninja infernal, dono das fatalities mais icónicas da saga, além de uma catchphrase que, ainda hoje, continua a agradar aos fãs. Portanto, com um filme animado com o nome dele no título, esperava-se uma película que fizesse juz ao personagem. Não podia estar mais enganado!

Tal como o título indica, Scorpion torna-se a estrela deste filme, ainda que, na sua base, seja uma recriação da história do primeiro jogo, em que um trio de humanos entra no famoso Mortal Kombat, um torneio de artes marciais que decidirá o destino do planeta Terra e de tantos outros reinos paralelos.

Mortal Kombat Legends: Scorpion's Revenge Crítica de Cinema

Valendo o que vale, Mortal Kombat Legends: Scorpion’s Revenge faz um trabalho aceitável ao demonstrar um pouco da vida de Hanzo Hasashi antes dos eventos dos videojogos, ainda que não faça muito para explorar um pouco mais do seu passado. Não há muitos projetos ou meios que ilustrem o seu passado, mas este filme faz-nos um favor a todos ao entregar-nos um prólogo violento, mas não menos esclarecedor. 

Aliás, violência é o que mais reina neste filme. Sendo um título inserido nesta saga, o R rating concedido ao filme assenta que nem uma luva. Claro que se tem direito a uma linguagem mais forte, mas mesmo isto é meramente secundário quando o filme nos oferece sequências de tirar o fôlego. Adiciona-se também sangue a jorro, desmembramos e, numa clara alusão aos jogos mais recentes, ataques de raio-X e Mortal Kombat Legends: Scorpion’s Revenge torna-se numa espécie de prenda para os fãs dos videojogos. 

Mortal Kombat Legends: Scorpion's Revenge Crítica de Cinema

No entanto, esses mesmos elementos de nada valem quando a história, que se baseia maioritariamente no primeiro jogo, não inova por completo. Claro que a mesma é reestruturada de forma a incluir Scorpion sempre quando possível, mas essas mesmas alterações não são drásticas ao ponto de alterar o rumo final. Claro que até se torna ideal para quem nunca ouviu falar desta saga (e sejamos sinceros: quase toda a gente ouviu falar desta!), e também dá-nos amplas oportunidades para apreciarmos Joel McHale como Johnny Cage, que se assume tanto como o comic relief num filme hiper-violento e também o scene stealer de serviço, mas no fim e ao cabo, Mortal Kombat Legends: Scorpion’s Revenge é previsível do início ao fim. 

E também o filme teima em oferecer-nos cliffhangers atrás de cliffhangers com o intuito de dar a entender que uma sequela poderá estar a caminho. Nada está garantido, mas considerando os resultados aqui demonstrado, esta é uma saga que deveria estar bem enterrada. 

Em suma, os fãs de Mortal Kombat encontrarão aqui a violência já habitual da saga e um brevíssimo olhar a um dos personagens mais icónicos da área dos videojogos. Fora isso, a história do filme é bastante previsível, repleto de cliffhangers plot holes e não possui uma clara emoção. Duas recomendações pessoais: ficarão melhor servidos com os videojogos (especialmente o reboot moderno) ou com a webseries Mortal Kombat: Legacy, cujas duas temporadas estão disponíveis gratuitamente no YouTube. 

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Título: Mortal Kombat Legends: Scorpion’s Revenge
Realização: Ethan Spaulding
Elenco: Joel McHale, Jennifer Carpenter, Steve Blum, Robin Atkin Downes, Jordan Rodrigues, Darin De Paul, Patrick Seitz, Ike Amadi, Dave B. Mitchell, Artt Butler
Duração: 80 minutos

Trailer | Mortal Kombat Legends: Scorpion’s Revenge

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