Cinema Críticas

Crítica: Vivarium (2020)

Contém spoilers!

Vivarium é um filme sobre a misteriosa origem dos agentes imobiliários. Ok, não. Mas bem poderia ser. Ou não? Talvez sim. Se calhar não. Confusos? Pois bem, foi assim que me senti durante os quase três dias que demorei a ver este filme. A adorável cara de Jesse Eisenberg atraiu-me durante o trailerer, mas rapidamente percebi que isto era apenas um isco para ver algo que me iria dar pesadelos.

Vivarium não é propriamente assustador. É um simples filme de mitério e ficção científica que conta a história de Gemma (Imogen Poots) e Tom (Eisenberg), um casal no auge da vida e que decide comprar uma casa. A dupla contacta Martin (Jonathan Aris), um agente imobiliário, que afirma ter a casa perfeita para os dois. É então que Gemma e Tom acabam presos no número 9 em Yonder, uma comunidade, perfeitamente desenhada, que se estica até ao infinito.

Gemma e Tom tenta várias vezes fugir de Yonder, mas terminam sempre presos na mesma casa. O desespero de ambos chega a níveis tão altos que Tom pega fogo à habitação, apesar de no dia seguinte esta reaparecer intacta. É neste momento que aparecer uma misteriosa caixa com um bebé no interior e a mensagem é clara: se criarem o bebé, Gemma e Tom recebem a liberdade.

O casal dedica-se à educação da criança, que cresce a um ritmo alarmante. Ao fim de três meses, o rapaz já tem a aparência de uma criança de sete anos e exige atenção constante, está sempre a observar o casal – seja em que situação for – e adora olhar para os estranhos padrões na televisão.

Enquanto Tom fica cada vez mais elouquecido e desesperado, Gemma dedica-se totalmente ao rapaz, provocando um afastamento do casal. No entanto, à medida que o rapaz cresce e se torna mais misterioso, a saúde física e mental de Tom e Gemma piora e os dois unem-se através do medo.

Não podemos dizer que Vivarium era o tipo de fime que tinha tudo para ter sucesso e falhou redondamente. Não. Este é o tipo de filme que tinha tudo para ser um desastre e foi. Quando vemos o tipo de filme que tem mais perguntas que respostas, gostamos de chegar ao fim e, apesar de ainda nos restar algum tipo de dúvida, ficar com a sensação de compreendemos algo e chegamos uma conclusão minimamente pausível.

No entanto, ao ver Vivarium perguntei, perguntei e perguntei, e no fim não obtive qualquer tipo de resposta. Cheguei ao fim com as mesmas perguntas e, por mais que me tenha esforçado para compreender e escrever esta critica, continuo na mesma. O que é o Rapaz? Uma espécie de extraterreste que se alimenta dos humanos? Se existiam outras pessoas a morar em Yorden, porque é que nunca viamos ninguém? Porque é que existiam túneis a passar por baixo das casas? Porque é que vimos aquelas imagens dos cucos no ínicio do filme?

Se Eiseinberg e Potts não fossem tão brilhantes em qualquer papel que se dedicam, Vivarium seria um desastre de proporções épicas. Nem a banda sonora conseguiu de alguma forma cativar. E os efeitos especiais… Vamos mesmo falar sobre isso?

Mas, pessoal, estamos de quarentena. Temos 97 minutos para desperdiçar, certo?

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Título: Vivarium

Realização:  Lorcan Finnegan.

Elenco:  Imogen Poots, Jesse Eisenberg, Jonathan Aris, Danielle RyanMolly McCann.

Duração: 97 minutos

Trailer | Vivarium

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