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Crítica: The Night Comes for Us (2018)

The Night Comes For Us Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE THE NIGHT COMES FOR US!

Já andava há algum tempo à procura de um bom filme de artes marciais para me fazer recuperar a nostalgia de The Raid, que é dos filmes de ação que mais preenchem as minhas medidas. Através do sucesso deste filme e da sua sequela, encontrei a minha estrela de ação favorita: Iko Uwais. The Night Comes for Us é um dos filmes mais recentes do ator e combina The Raid com um gore que mete qualquer filme da saga Saw num bolso bem remoto.

The Night Comes For Us Critica de Cinema

Apesar de não ser perfeito e ter alguns aspetos que, de alguma forma, o fazem perder um pouco do realismo, The Night Comes for Us é extremamente violento e uma montanha-russa de adrenalina que entretém do início ao fim. A coreografia de ação é soberba, diria até, do mais alto nível. E, apesar dos defeitos óbvios, a realização de Timo Tjahjanto capta com mestria todas sequências frenéticas que envolvem as artes marciais que desfilam no ecrã.

Há planos interessantes, acompanhados de personagens simples e sem necessidade de grandes apresentações, ainda que caiam no cliché óbvio e, muitas vezes, surgem sem um background propriamente elucidativo. No entanto, elas passam para segundo plano, já que a história (na sua integridade) é toda ela vocacionada para as artes marciais desfilarem na passerelle.

Ito é um dos Six Seas (assassinos profissionais, treinados pelas tríades mafiosas da Indonésia) e que, numa das suas missões, decide salvar uma jovem de uma aldeia piscatória, cuja população foi aniquilada pela máfia à qual Ito pertence. Virando as costas aos seus empregadores, Ito e os poucos dos seus colegas tentam a todo o custo proteger a criança que assistiu ao massacre.

The Night Comes For Us Critica de Cinema

Os pontos mais positivos de The Night Comes for Us é precisamente na junção das sequências de ação e da violência com que expõe o seu mote. Os olhos chegam a um ponto que só conseguem ver vermelho de tanto sangue que é derramado. Os exageros justificam o esforço, atenção. É um gore que é bem aplicado dadas as circunstâncias. Alguns planos aproveitam os cenários que rodeiam os atores e Tjahjanto brinca com os tons constantemente, trazendo ainda mais imersão às sequências.

No entanto, The Night Comes for Us entra num estado caricatural por vezes e, essa decisão, faz com que o filme perca um pouco da sua seriedade e realismo. Não chegando aos calcanhares de The Raid, mas também não ficando muito atrás, este é um filme que, se tivesse ligeiramente a duração mais reduzida, teria mais impacto e permitiria condensar todos os prolongamentos desnecessários que, por vezes, se apresentam. Há também imensos goofs que até o mais desatento consegue apanhar, o que revela alguma preguiça na direção de fotografia. Outro aspeto algo estranho é a inclusão de várias línguas estrangeiras colocadas um pouco propositadamente para dar um look mais “americanizado” que não era, de todo, preciso.

The Night Comes For Us Critica de Cinema

Mas, ainda assim, The Night Comes for Us é absolutamente insano, com ação vertiginosa e, de facto, não necessita de uma história complexa. É um gore fest que vai deliciar os fãs do cinema asiático de ação e as artes marciais sobrepõem-se a todas as falhas, trazendo um festim visual que, mesmo com os seus erros, não deixa de entreter.

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Título: The Night Comes for Us

Título Original: The Night Comes for Us

Realização: Timo Tjahjanto

Elenco: Iko Uwais, Joe Taslim, Julie Estelle, Zack Lee, Salvita Decorte, Sunny Pang, Hannah Al Rashid.

Duração: 121 min.

Trailer | The Night Comes for Us

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