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How to Fix a Drug Scandal – Series Finale – 1ª Temporada

CONTÉM SPOILERS DE HOW TO FIX A DRUG SCANDAL!

Acabadinha de sair, How to Fix a Drug Scandal é a nova mini-série da Netflix que conta a história de dois escândalos no sistema judicial de Massachussets, onde duas químicas (Sonja Farak e Annie Dookhan), responsáveis por testarem drogas apreendidas pelas forças policiais (sejam elas provenientes de tráfico, venda ou consumo), que forjaram os seus relatórios.

How to Fix a Drug Scandal Series Finale

O MELHOR:

A apresentação dos factos é feito de forma interessante, na medida em que explora, não só os culpados, como também o sofrimento que estes crimes causaram a muitos reclusos que foram encarcerados em detrimento destes relatórios falsos.

Entende-se a mensagem que How to Fix a Drug Scandal pretende transmitir, e a série tenta, por vezes, perceber a dimensão que estes dois casos em particular tiveram ao longo dos anos e das consequências que surgiram após as condenações das duas químicas.

How to Fix a Drug Scandal Series Finale

O PIOR:

Apesar de expor claramente o seu mote, How to Fix a Drug Scandal é bastante ambicioso. Ambicioso demais e termina por ser aborrecido a certo ponto, porque prefere focar-se na escala do escândalo, do que reduzir a quantidade de informação que é exposta, permitindo que o espectador tenha uma versão mais limpa e factual.

As recriações ficcionais eram também desnecessárias, sendo que empanturram os episódios com informações que filmagens reais dariam um impacto totalmente diferente. Mas o maior problema é que a série mastiga uma construção muito burocrática e teórica de algo que é extremamente credível e palpável.

Há também uma tendência em tentar exonerar as pessoas que cometeram estes delitos de “ficarem mal na figura” utilizando a família para apelar ao bom senso do público. É uma jogada um pouco arriscada, na medida em que a série fica sem um porto seguro onde se apoiar a longo prazo na posição que quer manter.

How to Fix a Drug Scandal Series Finale

Portanto, How to Fix a Drug Scandal é evitável e envolta em demasiado “paleio judicial, científico e burocrático” em vez de expor com claridade tudo aquilo que pretende e deixou-se levar demasiado pelas suas ambições, tornando-se um registo documental que custa a absorver.

A verdade é que não é fácil abordar uma temática que é tão delicada como a análise de drogas que podem determinar que alguns reclusos (dentro de milhares) estão injustamente a cumprir pena. Isso mexe com todo o sistema, mas as condições e o estado mental de quem tem essa missão é também igualmente importante. Portanto, talvez focar-se mais nas condições destes espaços e nos objetivos das criminosas.

A realização de Erin Lee Carr, responsável pelo recente Mommy Dead and Dearest que, por conseguinte, serviu de inspiração para a série The Act, podia ter sido mais preocupada em entregar ao público aquilo que ele procura quando vê documentários criminais.

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52%
Average Rating

How to Fix a Drug Scandal infelizmente não conquista como deveria, ainda que procure expor claramente os factos que adornam a sua narrativa. Os recursos é que não são propriamente os mais indicados e tenta absorver demasiada informação e condensá-la com um claro abuso de terminologia burocrática que se torna aborrecido.

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