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The Seven Deadly Sins: Wrath of the Gods – Season Finale – 3ª Temporada

The Seven Deadly Sins: Wrath of the Gods season finale

PODE CONTER SPOILERS DE THE SEVEN DEADLY SINS: WRATH OF THE GODS!!!

Estou a ser gentil ao dizer que The Seven Deadly Sins – conhecido também no seu título original como Nanatzu no Taizai – é um gosto que nem todos conseguirão apreciar. Claro que contou com uma primeira temporada mais ou menos e uma segunda que elevou a fasquia em mais do que uma maneira possível, mas não deixa de ser um gosto adquirido que raramente consegue ser apreciado. É pelo menos essa a ideia que tiro após ter testemunhado esta terceira temporada – intitulada de Wrath of the Gods – e chego a esta simples conclusão: é, a meu visto, como o ponto mais baixo da série até agora!

Esta temporada arranca pouco depois dos eventos decorridos na segunda temporada, com os Seven Deadly Sins espalhados e a prepararem-se para o eventual confronto final contra os Ten Commandments, desconhecendo que um novo partido, o Clã dos Deuses, prepara-se para concluir a Guerra Santa que tomou lugar 3000 anos antes.

The Seven Deadly Sins: Wrath of the Gods season finale

O MELHOR:

O mundo de The Seven Deadly Sins continua em expansão, e esta temporada preenche algumas lacunas desse aspeto.

De uma forma sucinta, a primeira temporada encontra uma maneira diferente – pelo menos, de acordo com as regras estabelecidas dentro deste mundo – de nos mostrar um dos eventos mais importantes desta mitologia: a Guerra Santa. Este foi tido como um evento que colocou seres como humanos, gigantes, fadas e Deuses contra um inimigo em comum: o Clã dos Demónios. As temporadas anteriores deram algumas dicas dos eventos ocorridos nesta época, mas esta temporada, pelo menos na sua primeira metade, encontra uma maneira inteligente de nos retratar esses eventos sem sacrificar o avanço da narrativa principal.

Este evento também permitiu-nos rematar algumas ideias que já estávamos à espera que tomassem lugar. Por um lado, tivemos direito a reencontrar Meliodas e Elizabeth num contexto diferente e que toma uma forma que evoca uma versão ainda mais trágica de Romeu & Julieta. Além disso, também conseguiu desenvolver melhor alguns dos seus antagonistas que, mais tarde, seriam pintados não como vilões, mas como algo mais.

The Seven Deadly Sins: Wrath of the Gods season finale

O PIOR:

Infelizmente, The Seven Deadly Sins desperdiça todo o seu potencial na segunda metade da temporada.

Por favor, não me entendam de forma errada. A segunda parte da temporada conta com alguns momentos deveras surpreendentes, tais como o aparecimento do verdadeiro potencial de Elizabeth, ou o momento em que Meliodas troca os seus camaradas pelas suas intenções pessoais que o levam para uma rota mais negra, ou então o constante tease sobre Estarossa  do seu potencial como um vilão a ter em conta.

No entanto, estes elementos não conseguem salvar uma segunda temporada que, além de desinteressante no panorama geral, consegue a proeza rara de arruinar alguns momentos mais esperados pelos fãs. Um desses casos é o confronto entre Meliodas e Escanor, dois dos personagens mais poderosos da série. O que podia ter sido um combate que fizesse juz ao hype acaba denegrido por um péssimo estilo de animação que consegue o feito raro de irritar quem está a tomar atenção.

Mas o grande inimigo de The Seven Deadly Sins: Wrath of the Gods é um aspeto que, infelizmente, não parte da narrativa ou do estilo de animação. Uma boa porção da temporada foi alvo de censura cerrada, ao ponto de alguns momentos mais sangrentos não terem o impacto devido, tudo por alterarem a cor do sangue. É compreensível que se censure algumas sequências mais pesadas, mas não até este ponto.

Desconhece-se ainda se The Seven Deadly Sins terá uma continuação. Até lá, podem conferir a nossa crítica à temporada anterior aqui.

Estado da série: STAND-BY

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Average Rating

Esta terceira temporada de The Seven Deadly Sins tinha o seu potencial, mas acabou por desperdiçar tudo no seu panorama geral.

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