Black Lightning Frame by Frame TV

Black Lightning – 3×12 – The Book of Markovia: Chapter Three: Motherless ID

PODE CONTER SPOILERS DE BLACK LIGHTNING!!!

Por vezes, Black Lightning consegue funcionar através de dois pólos opostos: ora oferece-nos ação ao sacrificar o trabalho humano dos personagens, ora oferece-nos o inverso. O episódio desta semana é, precisamente, o segundo caso: não conta com muita ação, mas compensa nos momentos mais calados.

Ao descobrir que Lynn (Christine Adams) fora raptada pelos markovianos, Jefferson (Cress Williams) trava uma aliança frágil com a ASA. Ao mesmo tempo, Jennifer (China Anne McClain) tenta fazer tudo por tudo para salvar Khalil (Jordan Calloway) da sua situação.

Black Lightning 3x12

Com uma clara falta de foco na ação, seria de esperar que Black Lightning começasse a atar algumas pontas soltas deixadas durante o decorrer da temporada. E para todos os efeitos e circunstâncias, o episódio consegue ser relativamente eficaz nalgumas revelações, seja Anissa (Nafessa Williams) a ficar a par com a toxicodependência da mãe ou Jennifer a descobrir que quase todos sabiam da situação de Khalil. São pequenas cenas, claro, mas o facto de não explodir em discussões sobre-dramáticas acaba por ilustrar o trajeto que alguns dos intervenientes acabou por testemunhar até agora.

Mas é claro que o episódio tem os seus destaque, e a aliança tremida entre os Pierces e a ASA é precisamente uma delas. É mais do que inevitável que a ASA está pronta para trair os benfeitores da série (algo bem patente num ponto mais adiante no episódio), mas esta aliança não deixa de tecer algumas linhas interessantes, nem que seja pelos jogadores que estarão presentes quando o resgate em solo markoviano ocorrer muito em breve.

Black Lightning 3x12

A narrativa secundária do episódio centrou-se no muito esperado regresso de Khalil Payne tal como os fãs de Black Lightning o conhecem bem. Tirando alguns conceito sci-fi saídos diretamente de uma mente claramente fã de bandas desenhadas ou de literatura dentro do género, é bom ver que este processo toma uma abordagem diferente ao do esperado numa narrativa dominada por um elenco quase ele todo infanto-juvenil.

Em algumas ocasiões, Jordan Calloway ofereceu-nos algumas surpresas bem agradáveis, especialmente no que refere à sua evolução como personagem. Embora a sua conversão para Painkiller possa ser vista como “um passo para a frente, um salto para trás”, Calloway consegue oferecer-nos aqui uma performance em dose dupla, seja como um Painkiller frio, calculista e assustador ou como um Khalil fragilizado. É possível que possamos ter aqui uma espécie de redenção para o personagem, mas para já, o resultado até consegue ser bastante agradável.

O mesmo não podemos dizer sobre Grace (Chantal Thuy), que se prepara para um papel mais importante durante este mini-arco de Markovia. No entanto, e apesar das claras intenções dos guionistas, não tivemos necessariamente boas coisas para dizer sobre a sua inclusão, que parece um tanto ou quanto forçada neste contexto.

Podem ler o Frame By Frame anterior de Black Lightning aqui.

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Um episódio francamente razoável de Black Lightning é uma verdadeira raridade. E, fora algumas chatices, este é um desses mesmos casos.

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