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Doctor Who – 12×06 – Praxeus

Doctor Who 12x06

PODE CONTER SPOILERS DE DOCTOR WHO!!!

Os novos antagonistas de Doctor Who têm-se revelado como um pouco hit or miss, muitas vezes não superando a iconografia de alguns dos oponentes mais clássicos. Isso não implica necessariamente que algumas criaturas modernas não consigam auto-catapultar-se para um estatuto invejável, mas é de louvar alguns esforços feitos pelo caminho. Praxeus introduz-nos um novo oponente, claro, mas não na mesma veia como poderão esperar.

A Doutora (Jodie Whittaker) e os seus companheiros de viagem viajam pelo planeta Terra quando começam a ocorrer eventos bizarros no Perú, em Madagáscar e Hong Kong.

Doctor Who 12x06

A série não é propriamente nova em apresentar-nos oponentes difíceis de tocar ou, pior ainda, impossíveis de se chamar à razão. É por isso mesmo que o oponente em questão, Praxeus, é uma introdução refrescante nesta era de Jodie Whittaker. Aqui, Praxeus é um bactéria alienígena que se propaga e se alimenta à base de plástico, seja na sua forma mais física ou mesmo na microscópica, que se encontra mesmo em nós próprios! Ajuda também que nos mostra alguns dos resultados mais chocantes de que há memória nesta era. Por isso, perdas e shock value andam claramente de mãos dadas.

Se há algo que liga este episódio ao resto da temporada reside na teimosia de nos vender a ideia que nós, os seres humanos, seremos os arquitetos da nossa própria desgraça num futuro próximo. Se Orphan 55 abordou o holocausto nuclear devido aos crescentes níveis de violência entre países e comunidades, Praxeus não guarda a sua abordagem ao tema delicado da poluição, com o plástico e os seus efeitos nefastos sobre a vida animal no centro das atenções. Valendo o que vale, não tem o mesmo problema que Orphan 55, que se revelou como uma espécie de lição de moral; simplesmente ilustra um facto inegável nestes tempos modernos.

Doctor Who 12x06

Infelizmente, a maior chaga do episódio pode encontrar-se precisamente por se assentar nos moldes que Chris Chibnall estabeleceu para a sua nova era. Ou seja, além de ignorar algumas das revelações apresentadas no episódio anterior, apresenta-nos precisamente mais do mesmo. Um dos maiores problemas que esta temporada tem demonstrado é a crescente onda de companions, e o lote desta semana não foi grande espingarda. Entre a vlogger Grabiela (Joana Borja), o casal composto pelo astronauta Adam (Matthew McNulty) e pelo ex-polícia Jake (Warren Brown) e a cientista Suki Cheng (Molly Harris), eles bem tentam trazer algo diferente, mas acabam por fracassar nas mais variadas formas e feitios.

Também não ajuda que o episódio se torne um tanto ou quanto previsível e, por vezes, desnecessário. Previsível quanto à sua estrutura já familiar dentro da era de Chibnall, retirando um pouco da previsibilidade já bem necessária neste ponto (e Doctor Who já demonstrou, nesta mesma temporada, que consegue arrancar verdadeiras surpresas!), e desnecessário por nos oferecer potenciais dicas que, no fim e ao cabo, não levaram a lado nenhum.

Podem ler o Frame By Frame anterior de Doctor Who aqui.

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Depois de um episódio anterior deveras surpreendente, é uma pena vermos Doctor Who voltar a oferecer-nos um novo episódio bastante morno.

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