Arrow Frame by Frame TV

Arrow – 8×10 – Fadeout

Arrow 8x10

PODE CONTER SPOILERS DE ARROW!!!

Em 2012, Arrow chegou de rompante nas televisões de muita gente, para sempre definindo o conceito de super-heróis no pequeno ecrã. Pessoalmente, é uma das poucas séries que mais tempo (e alguma paciência) me tem consumido desde a sua estreia (encontrava-me na universidade naquela época). Volvidos oito anos, é impossível vermos a série com os mesmos olhos que outrora. Por isso, custa-me pessoalmente acreditar que é hoje que a série encerra a sua jornada televisiva. Mas alas, aqui estamos nós. Esta é, para todos os efeitos e circunstâncias, o nosso Frame By Frame final de Arrow. Vamos a isto?

Todos se preparam para o vindouro funeral de Oliver Queen (Stephen Amell), tanto do passado, do presente e do futuro. No entanto, em verdadeiro Arrow fashion, algo corre terrivelmente mal.

Arrow 8x10

Fadeout, tal como o resto da oitava temporada de Arrow, está pautada por um sentido de despedida definitiva. E não é difícil de ver o porquê: a equipa técnica (leia-se produtores, guionistas e afins) trouxe de volta alguns dos melhores elementos destas oito temporadas num único local, e o efeito é deveras emocional.

É impossível enumerar as caras conhecidas que reapareceram neste episódio, tanto do presente da série como do seu passado, mas, se há um destaque a ter em conta, é o regresso de Felicity Smoak (Emily Bett Rickards) ao ecrã. Uma personagem controversa? Claro, mas é uma das surpresas que se tem mantido consistente até à sua saída na temporada anterior. No entanto, sendo este um series finale, era inevitável que esta regressasse para um final hurrah, e Rickards encontra-se deveras competente nesta área, seja a interagir com os seus velhos aliados ou mesmo o seu primeiro encontro com a versão adulta de Mia (Katherine McNamara).

Arrow 8x10

Sendo um jeito de homenagem ao legado que Arrow deixa para trás, seria de esperar que o episódio marcasse o regresso dos flashbacks depois de um maior foco nos flashforwards. E revela-se como um capítulo importante, leia-se, o momento em que Oliver, graças aos conselhos de Diggle (David Ramsey), contempla a ideia de renegar a sua ideia inicial de “justiça” em favor da atual. Também ajuda que este flashback nos apresenta uma das melhores sequências de ação que a série nos ofereceu até agora (uma espécie de tributo vinda diretamente de James Bamfordque nos apresentou alguns dos melhores episódios da série, em termos de ação).

No entanto, Fadeout está longe de ser o melhor episódio que a Arrow nos ofereceu. Claro que estamos perante uma despedida, mas não existe nenhum resquício de narrativa por onde pegar, exceto no conflito central do episódio, que é concluído de uma forma bastante facilitada. E quando essa mesma narrativa desaparece, começam a aparecer algumas gaffes bem espalhadas ao longo do episódio, especialmente com o rescaldo da Crisis on Infinite Earths ainda fresca na memórias dos fãs.

E depois existe a questão do chamado fan service. Além de uma despedida emocional, parece que o episódio fez o humanamente possível para oferecer alguns desfechos “felizes” para alguns dos veteranos da série, ao mesmo tempo que nos dá alguns teases para o futuro – entre uma possível nova série e uma nova relocalização – e ainda a resolução de um teoria bastante popular entre os fãs.

Apesar disso, não posso deixar de reconhecer o impacto que Arrow deixou, não só no mundo da televisão mas para a forma como vemos o género dos super-heróis nesse mesmo meio. Um impacto inegável que deixará certamente uma grande sombra por superar. E por causa disso mesmo, vai deixar aquela saudade, não importa se teve temporadas geniais ou medíocres.

Podem ler o Frame By Frame anterior de Arrow aqui. E um conselho pessoal: dêem uma vista de olhos a Arrow: Hitting the Bullseye, o especial da The CW centrado no legado da série.

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Apesar de algumas imperfeições, Arrow entrega-nos um episódio final que respeita o seu próprio legado.

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