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Marvel’s Runaways – Series Finale – 3ª Temporada

PODE CONTER SPOILERS DE MARVEL’S RUNAWAYS!!!

É complicado ser-se fã da Marvel neste momento. Foi em 2013 que a gigante das bandas desenhadas se aventurou no pequeno ecrã com as séries live-action pelo canal ABC, o que levou a outros canais e serviços de streaming como a Freeform, a Netflix ou a Hulu a aventurarem-se com as suas próprias séries separadas da continuidade estabelecida dentro do grande ecrã. Até aqui, tudo bem. No entanto, com a recente chegada da Disney+, e a promessa de séries live-action que agora fazem parte da continuidade, a maior parte das séries ou terminou ou foi cancelada (pelo menos para já). E isto sem mencionar a recente extinção da Marvel TV, que entretanto foi absorvida pela Marvel Studios. E Runaways, a série YA da Hulu, é a mais recente vítima desta nova onda.

Esta terceira e última temporada arranca imediatamente depois dos eventos da temporada anterior da série, com os jovens a tentarem encontrar uma solução para derrotarem os Gibborim, que tomaram conta dos corpos de três parentes (e um dos adolescentes). Enquanto procuram por novas soluções, Nico (Lyrica Okano) abraça cada vez mais a sua herança Wiccan, o que a leva a entrar em contacto com a misteriosa Morgan le Fey (Elizabeth Hurley).

Runaways

O MELHOR:

Valendo o que vale, esta temporada de Runaways apresenta uma maior variedade.

Claro que a primeira metade da temporada volta a reforçar os confrontos dos jovens contra os Gibborim, mas este elemento finalmente chega ao fim em perto de cinco episódios. Com ainda uma metade, a série decide que está na hora de investir em outras áreas por explorar. E é aqui que entra o mundo da magia, o que nos traz Morgan le Fey, a vilã de serviço.

Valendo o que vale, Hurley faz o melhor que pode dentro do que pode fazer como vilã, revelando-se quase tanto ou mais carismática que Jonah, o Gibborim que tem atormentado os jovens desde a primeira temporada. Embora essa mesma faceta não consiga esconder alguns defeitos (more on that later). E se temos magia pela mistura, isto significa que temos um foco renovado em Nico e no seu trajeto como maga Wiccan e dos custos que esse mesmo trajeto traz consigo.

Runaways

Esse mesmo mundo traz uma justificação um tanto ou quanto plausível para trazer Olivia Holt Aubrey Joseph para um mini-crossover entre Runaways e a também recém-cancelada Cloak & Dagger, que, por mais surpreendente que possa parecer, consegue ser uma verdadeira surpresa repleta de humor, especialmente no conceito do contacto entre dois mundos tão diferentes um do outro.

O PIOR:

Infelizmente, Runaways permanece igual a si mesma quando comparada com as temporadas anteriores.

A inclusão do mundo da magia traz uma certa variedade de ameaças, claro, mas nem isso esconde os problemas do costume dentro da série: melodrama a mais. Claro que este tipo de drama faz parte das séries inseridas no género YA. No entanto, enquanto há séries que aproveitam a deixa para explorar novos horizontes (The 100 é, de longe, um dos melhores exemplos), Runaways recusa-se a sair da “cepa torta”, voltando a dar-nos mais do mesmo, o que só nos faz querer revirar os olhos com força.

Não ajuda também que a segunda metade não aproveita bem o vasto leque de personagens ao seu dispor, colocando figuras importantes com uma importância meramente cénica. E o final, bem, consegue servir como um series finale ideal para uma série que se revelou enfurecedora logo de início, embora tenha o mau hábito de nos mostrar um pouco mais sobre um futuro que, infelizmente, nunca mais tomará lugar.

Portanto, a partir de agora, Agents of S.H.I.E.L.D. é a last one standing dentro das séries live-action antes da chegadas das futuras séries da Disney+. Mas esta, pelo menos, vai deixar saudades graças à sua vontade de explorar novos territórios fora da continuidade cinematográfica. Já Runaways? Não nos vai deixar tantas saudades!

Podem ler o que achámos da temporada anterior de Runaways aqui.

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Average Rating

A temporada final de Runaways revela-se como um ponto final semi-ideal para uma série que, logo de início, foi difícil de receber.

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