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The Good Place – Midseason Finale – 4ª Temporada

PODE CONTER SPOILERS DE THE GOOD PLACE!!!

Num mercado televisivo cada vez mais saturante de comédias que tendem a repetir o que a concorrência faz, há que apreciar aquelas pérolas que conseguem mostrar o seu toque de originalidade e oferecer algo de diferente. The Good Place é uma dessas séries, com um humor bem catita e que foge aos tropes do costume, um elenco bastante competente, uma vontade de mudar a sua fórmula vezes e vezes sem conta e, claro, algumas aulas filosóficas que nos fazem pensar momentos depois de absorvermos um episódio. No entanto, tudo o que é bom tem o seu fim, e esta quarta temporada é a sua última!

Depois de uns precalços da temporada anterior, Eleanor (Kristen Bell) e companhia limitada vêem-se com um novo desafio: gerir um novo bairro e provar, de uma vez por todas, que os seres humanos podem mudar para melhor. E isto sem contar com o peso da Humanidade dos seus ombros.

The Good Place

O MELHOR:

Depois de duas temporadas a mudarem de fórmula, The Good Place fecha-se num círculo perfeito, com alguns twists pelo meio.

Se bem se recordam da primeira temporada, The Good Place centrou-se em quatro humanos – Eleanor (Kristen Bell), Chidi (William Jackson Harper), Tahani (Jameela Jamil) e Jason (Manny Jacinto) – a tentarem tornar-se pessoas melhores, sob o olhar atento do demónio Michael (Ted Danson). Desde então que a série tem passado por uma metamorfose, mudando o seu estilo e missão, mas retendo o humor e dinâmicas adoráveis que nos aliciaram desde o primeiro minuto.

Considerando que esta temporada é a sua última, seria de esperar que a série regressasse às suas origens, o que nos traz uma certa nostalgia referente à primeira temporada. No entanto, o facto de os humanos – retirando Chidi, por razões que não precisam de ser explicados – estarem agora a cargo de melhorar humanos – sendo eles Brent (Benjamin Koldyke), John (Brandon Scott Jones) e Simone (Kirby Howell-Baptiste) – acaba por ser um twist delicioso e que faz com que estes coloquem em prática tudo o que aprenderam nesta e nas 800 (!!!) vidas passadas.

The Good Place

Apesar desta mudança no status quo, as qualidades da série continuam bem fortes. Entre os vários problemas que o grupo vai enfrentando – que podem vir tanto deles próprios como das tramóias arquitetadas por Shawn (Marc Evan Jackson) e os demónios – o humor continua bem presente e eficaz. E isto sem mencionar outros elementos que regressam, como as performances adoráveis – Bell e Danson continua a ser os chamarizes da série -, as lições preciosas de filosofia que nos faz pensar sobre a nossa própria visão sobre a vida à nossa volta. Ou seja, apesar da mudança de statusThe Good Place continua igual a si mesma e não podíamos pedir por mais.

O PIOR:

Não há muito de negativo para apontar a The Good Place.

É uma série deveras adorável, engraçada e também que pode ser tema de discussão na mesa com os amigos. Se calhar a pior parte seja o simples facto de esta temporada ser a sua última. Mas ainda assim, mais vale a série encerrar o seu percurso nos seus próprios termos do que alongar desnecessariamente.

Mas ainda há mais episódio de The Good Place a chegar no próximo ano, por isso, até lá, podem recordar o que achámos da temporada anterior aqui.

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The Good Place dá início ao seu fim, mas não deixa de apresentar argumentos de peso para continuarmos a segui-la com fidelidade.

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