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Watchmen – 1×04 – If You Don’t Like My Story, Write Your Own

Watchmen 1x04

PODE CONTER SPOILERS DE WATCHMEN!!!

Sempre soube, desde o início, que Watchmen seria uma das séries mais bizarras e desafiantes para acompanhar, em vários aspetos que não se encontram ao mero olho nu.  If You Don’s Like My Story, Write Your Own é um desses episódios mais desafiantes que nos foi oferecido até agora.

Neste episódio, Angela (Regina King) investiga a sua árvore geneológica, cruzando caminhos com Laurie (Jean Smart) e, no processo, uma nova personagem misteriosa. Entretanto, Adrien Veidt (Jeremy Irons) começa a treinar dois novos servos.

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Até agora, Watchmen tem feito menções generosas sobre uma misteriosa Lady Trieu. Nada se sabia sobre quem esta era, o que ela fazia com o seu tempo ou, acima de tudo, o que a motivava. Pois bem, este episódio introduz-nos finalmente Trieu, interpretada por Hong Chau e, embora finalmente possamos encontrar uma cara para colocar no meio de tanto burburinho, a verdade é que continuamos a saber tanto quanto antes. Sabemos que esta passou a ser a sucessora de Adrien Veidt, e que não tem medo de usar as fraquezas das pessoas para atingir os seus fins. Esta última vertente está captada no prólogo do episódio, em que Trieu suborna um casal de agricultores (uma espécie de paralelismo com a história de Superman; será isto propositado?) com uma criança em troco das suas terras. Ou, de certa forma, legado de sangue vs. legado ancestral.

Ficamos logo com a ideia de que estamos uma espécie de versão feminina de Adrien Veidt das bandas desenhadas, mas ainda pouco ou nada sabemos sobre o que a motiva de verdade. A sua relação com a sua filha, Bian (Jolie Hoang-Rappaport), também é uma grande incógnita neste episódio, com uma natureza um tanto ou quanto bizarra. No entanto, o episódio também faz menção da sua presença na conspiração a nós apresentada, mas também não nos adianta muito. Enfurecedor? Talvez. Mas aliciante e que nos dá vontade de ver aonde Damon Lindelof – que escreveu o episódio em conjunto com Christal Henry – nos quer levar com tanto mistério.

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Uma das maiores surpresas do episódio anterior residiu na interação tensa entre Laurie e Angela, o que nos trouxe alguns momentos um tanto ou quanto desconcertantes, mas que nos deixou a desejar por mais e mais ainda. Pois bem, dizem que “em fórmula vencedora não se mexe” e Watchmen volta a apresentar-nos várias instâncias em que as duas mulheres interagem uma com a outra. Se no episódio anterior pareceu-nos que Laurie esteve bastante perto de descobrir os “podres” de Angela, aqui tivemos uma espécie de debate ideológico do uso de máscaras como forma de mascarar os traumas de uma pessoa. Neste momento, quem leu a banda desenhada ou viu o filme sabe bem o trauma que Laurie passou. Mas Angela? Embora a série não tenha sido explícita a essa ponto, é certo dizer que o seu trauma se encontra ligado à supremacia dos brancos. Seja no atentado à sua vida pessoal ou do seu passado ligado ao Black Wall Street Massacre de 1921, essa parece ser a prova mais viva dos seus traumas. Se bem que, bem ao estilo da série, não nos espera uma explicação concreta durante alguns tempos.

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Aliás, explicações concretas também não podemos esperar de Veidt. Está bem, pelo resolve o mistério em redor de tantos Phillipses (Tom Mison) e Crookshankses (Sara Vickers) – que, spoiler alert, é horrendo! – mas também eleva questões sobre a sua posição neste mundo. O facto de mencionar palavras como “paraíso” e “prisão” deixam o seu estado bastante vago. No entanto, somos capazes de unir as pontas soltas e ter uma leve ideia do que este está a tramar. Poderá ser algo satisfatório ou algo imprevisível (e o facto de estar divorciado da conspiração moderna deixa-nos apreensivos, mas ainda vamos no quarto episódio da temporada; ainda temos os restantes cinco para decifrar o significado de tudo o que estivemos a testemunhar até agora.

Podem ler o Frame By Frame anterior de Watchmen aqui.

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Watchmen volta a oferecer-nos mais perguntas do que respostas, mas o que vimos não deixa de nos proporcionar uma certa intriga.

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