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Crítica: Terminator: Dark Fate (2019)

Terminator: Dark Fate

Como já devem estar mais do que a par, a saga Terminator já teve os seus melhores dias. Claro que os primeiros dois filmes foram verdadeiros marcos para a história do cinema, mas é mais do que certo que os filmes que daí seguiram – inclusive um reboot – simplesmente falharam em trazer o que definiu os filmes anteriores: ficção científica de loucos e ação sem rodeios! Portanto, tínhamos grandes expectativas quanto Terminator: Dark Fateque contaria com o regresso de algumas personagens clássicas dentro e fora do ecrã, e que contaria com Tim Miller, realizador de Deadpool, na realização? Não necessariamente; mas isso não nos iria impedir de ver o filme na mesma!

Dark Fate arranca algumas décadas depois de Terminator 2: Judgment DayDani Ramos (Natalia Reyes) é uma jovem rapariga que vive uma vida simples no México. No entanto, a sua vida sofre uma reviravolta quando esta torna-se alvo de um Rev-9 (Gabriel Luna), um Exterminator enviado do futuro. Felizmente, a jovem encontra ajuda sob a forma de Grace (Mackenzie Davis), uma super-soldado do futuro, e uma Sarah Connor (Linda Hamilton) veterana.

Terminator: Dark Fate

Verdade seja dita, Terminator: Dark Fate consegue triunfar onde os filmes anteriores falharam. Claro que a saga sempre foi definida pela sua vertente mais virada para a ação, e mesmo os filmes mais fracos da saga tiveram sempre algo diferente para adicionar à tabela, mas sempre foram ou aborrecidos ou simplesmente replicaram as outras cenas icónicas da saga. Pois bem, Dark Fate também replica alguns dos greatest hits, mas não deixa de colocar o seu próprio spin nelas de forma a dar uma espécie de originalidade.

Se bem que a maior força que se pode encontrar no filme reside no seu elenco. E este não desilude nem por um minuto. Mackenzie Davis não é, necessariamente, uma novata dentro do género de ficção, mas revela-se aqui como uma verdadeira atriz de ação, com direito a algumas cenas épicas de ação, mas também revela o seu lado profundo quando o momento assim o exige. O mesmo se aplica a Reyes, que faz uma transição entre uma rapariga doce até se tornar numa líder decidida pelo o que quer fazer. E ainda temos Gabriel Luna, que se mostra aterrorizante como um Rev-9 que não olha a meios para atingir os seus fins.

Mas claro que o filme também reúne dois veteranos também eles com performances únicas. Temos o exemplo de Linda Hamilton, que mostra um lado mais negro, mais pessimista, muito por causa dos traumas que esta enfrentou e que definiram o seu estado de espírito. Mas é claro que isto não seria um filme da saga Terminator sem a presença de Arnold Schwarzenegger, e mais uma vez, o ator torna a surpreender com o seu T-800, mais conhecido como Carl.

Terminator: Dark Fate

No entanto, e embora conte com cenas de ação interessantes e alguns momentos memoráveis para os seus personagens principais, além de contar com efeitos especiais que podem variar entre o bem feito e o menos bem feito, a verdade é que, no fim e ao cabo, Terminator: Dark Fate é, para todos os efeitos e circunstâncias, uma cópia exata dos filmes anteriores. Muda-se o elenco, os tempos, e outros tantos elementos, e consegue ser bem melhor que os filmes anteriores, mas não deixa de ter uma certa familiaridade para com o que veio antes, tanto nos seus melhores momentos como nos piores.

Será desta que a saga Terminator terá uma nova vida? Nunca se sabe, mas para já, não deixa de ter um travo amargo por ter potencial para mais e não sair da área da “homenagem” ao melhor.

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Nome: Exterminador Implacável: Destino Sombrio
Título Original: Terminator: Dark Fate
Realizador: Tim Miller
Elenco: Linda Hamilton, Arnold SchwarzeneggerMackenzie Davis
, Natalia Reyes, Gabriel Luna
Duração: 
128 minutos

Trailer | Terminator: Dark Fate

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