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Pennyworth – 1×10 – Marianne Faithful

Pennyworth 1x10

PODE CONTER SPOILERS DE PENNYWORTH!!!

Bem, digam o que disserem sobre Pennyworth, mas esta temporada inaugural soube como deixar um final explosivo. Um final que encerra as várias tramas deixadas em aberto durante o curso da temporada, mas que também deixa algumas portas abertas para uma possível segunda temporada.

Após o rapto da Rainha Isabel II (Jessica Ellerby), Lord James Harwood (Jason Flemyng) dá início ao seu golpe de estado. E somente Alfred (Jack Bannon) e os seus aliados se encontram no seu caminho.

Pennyworth 1x10

Como já deve ser de “praxe” numa série, o episódio final de uma temporada tem o dever de encerrar algumas das portas deixadas em aberto de uma forma semi-satisfatória, ao mesmo tempo que deixa as portas certas abertas para uma temporada seguinte bastante interessante. É essa a ideia que Pennyworth transmite com este seu episódio final da segunda temporada, em que o conflito principal – ou seja, a guerra civil entre a Raven Society e a No Name League – obtém a sua conclusão inevitável, e isto sem esquecer algumas das portas abertas para um possível regresso quando menos se espera.

Mas no fim e ao cabo, são as personagens que compõem a série que têm de estar à altura do desafio. E Marianne Faithful encontra-se repleto de momentos pelos quais os fãs podem ter interesse em testemunhar, seja Alfred a interagir novamente com a jovem Rainha de Inglaterra, ou mesmo Thomas (Ben Aldridge) e Martha (Emma Paetz) a caminharem um pouco mais perto ao seu destino como um futuro casal (como se o bickering constante já não fosse uma bela de uma dica para o futuro).

Pennyworth 1x10

Como tinha mencionado anteriormente, um season finale tem o dever de encerrar algumas linhas narrativas deixadas em aberto, mas também deve deixar algumas pontas soltas para renovar o interesse aquando do regresso eventual da série. Posto isto, Pennyworth consegue o feito de finalmente encerrar a guerra civil deixada em aberta (cortesia pelo interesse renovado na figura da Rainha de Inglaterra), mas também deixa algumas pontas misteriosas em aberto de certa forma intrigantes, seja por um evento que ocorre perto do final do episódio ou mesmo no seu final. É todo um novo status quo que a série vê-se obrigada a cumprir aquando da sua renovação.

No entanto, pode um episódio redimir toda uma série? Nem por isso. De facto, Pennyworth tem alguns momentos a seu favor que a tornam aliciante de ver (ainda mais do que Gotham, por exemplo); no entanto, a série perde pontos por ter uma duração bastante exagerada (1 hora por episódio, algo que já começa a tornar-se comum dentro das séries dos serviços de streaming), mas também grande parte do seu tempo podia ser melhor empregue em momentos que fariam mais sentido no grande esquema da série do que propriamente os deslizes demonstrados (leia-se, o mini-arco relacionado com o sobrenatural).

Mas no geral, Pennyworth até que se revelou como uma verdadeira surpresa, com personagens carismáticas, versões de eternos conhecidos que jamais imaginaríamos encontrar, um elemento de espionagem diferente do habitual e, claro está, o espaço cénico, que nos atira para uma Inglaterra mergulhada nos anos 60.

Podem ler o Frame By Frame anterior de Pennyworth aqui.

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Ainda que não redima por completo as falhas demonstradas na temporada, Pennyworth encerra a sua temporada de estreia com um episódio explosivo que serve de conclusão para algumas linhas narrativas deixadas em lume-brando, mas também abre as portas para novos mistérios reservadas para uma possível segunda temporada.

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