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Preacher – 4×08 – Fear of the Lord

PODE CONTER SPOILERS DE PREACHER!!!

Se achavam que Deus (Mark Harelik) tinha um esquema secreto na sua mente que poderia evitar o Apocalipse, este episódio de Preacher conseguiu retirar todas as teimas possíveis.

Acompanhados por Humperdoo (Tyson Ritter), Tulip (Ruth Negga) e Cassidy (Joseph Gilgun) preparam-se para se vingar de Deus. Ao mesmo tempo, Jesse (Dominic Cooper) continua a ser tentado – e torturado – a sentar-se no trono de Deus.

Preacher 4x08

Sim, os elementos narrativos de Jesse, Tulip e Cassidy podem compor alguns dos melhores momentos do episódios (que abordarei mais à frente), mas também tivemos direito a acompanhar um pouco mais da miséria de Herr Starr (Pip Torrens). Como se uma fissura no topo no crânio e uma orelha desfigurada não bastasse, o Allfather da Grail começou a perder cada vez mais, tornando-o numa criatura cada vez mais ridícula, mais acabada (e não falo apenas de uma prótese óbvia, mas de uma bastante tresloucada, mesmo para os termos de Preacher).

No entanto, só agora é que a série se aventurou em explorar o passado do personagem, e tem tanto de ridículo como difícil de ignorar. Testemunhámos o seu passado como um vencedor invicto de um show de beleza bem ao estilo americano em plenos anos 70 até ao momento em que recebe a primeira das suas mutilações. Não só obtemos uma visão diferente de Starr, como também redefine o personagem não como um vilão a sério, mas sim como uma vítima cada vez mais ridicularizada.

Preacher 4x08

Felizmente, o trio protagonista também teve as mãos ocupadas, por vezes de formas surpreendentes. Um desses casos foi o de Tulip e Cassidy, que tomaram conta de Humperdoo como uma espécie de maneira de atrair Deus e fazer com que Ele sofra, tal como eles sofreram. Em vez disso, o que tivemos direito foi a uma espécie de “comédia familiar”, com Tulip e Cassidy a assumirem os seus papéis de parentes e Humperdoo o de filho. Deu os seus momentos mais dramáticos, claro, mas também teve direito a momentos de claro humor e emocionais, por vezes revelando lados ocultos que jamais imaginaríamos encontrar no duo.

E Jesse? Bem, este ficou resignado à contínua tentação e tortura (algumas delas bizarras, outras bem chocantes, e mais outras ainda imprevisíveis). Seria inevitável que este mini-arco tivesse a sua inevitável resolução, mas também seria de esperar que o pastor eventualmente pagasse um preço demasiado alto. E assim, Jesse Custer aproxima-se cada vez mais da sua versão das bandas-desenhadas. E com este de “regresso”, Preacher aproxima-se do seu final de proporções bíblicas.

Podem ler o Frame By Frame anterior de Preacher aqui.

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Com o Apocalipse à porta, Preacher continua a investir nas suas personagens e, de certa forma, acaba por triunfar.

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