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Fear The Walking Dead – 5×12 – Ner Tamid

Longe de ser o pior episódio de Fear The Walking Dead, Ner Tamid, está longe de ser aquilo que volta a levantar a série. No entanto não deixa de ser um bom episódio, em que a religião e a fé são adicionados ao mix.

Ner Tamid

Luz Eterna, é o que significa o título do episódio. Ner Tamid é a luz que existe na sinagogas e que tem que estar sempre acesa. É precisamente essa uma das preocupações diárias do Rabbi Jacob Kessner (Peter Jacobson), o único ocupante do templo B’Nai Israel. Charlie (Alexa Nisenson) encontra o local quase por acaso quando decide afastar-se do grupo e procurar um local para poderem assentar. A jovem está farta da vida em caravana sempre a mudar de lugar. Ainda que esta seja a grande premissa do episódio, a maneira como ele se desenrolou nunca nos consegue convencer de que isso vai realmente acontecer.

Charlie decide contactar o seu grupo para ajudarem o Rabbi, fazendo com que John (Garret Dillahunt) e June (Jenna Elfman) cheguem até eles.

A Sinagoga

Sempre que o Universo Walking Dead se envolveu com a religião, fê-lo com o cristianismo, como é o exemplo de Gabriel (Seth Gilliam) em The Walking Dead. Portanto acaba por ser refrescante ter uma perspectiva do Judaísmo sobre os eventos da série. No entanto, o Rabbi Kessner tem uma backstory radicalmente diferente de Gabriel. Ainda que tenha tentado seguir os princípios básicos da religião em pleno Apocalipse, a nível alimentar, a usar o seu yarmulke e manter o Ner Tamid aceso, a verdade é que o Rabbi admite que a sua fé desapareceu. Desapareceu principalmente porque foram as suas dúvidas sobre a existência de Deus que o levaram a afastar-se do templo o tempo suficiente para que toda a sua congregação tenha morrido e ele tenha sobrevivido… Salvo pela falta de fé. Paradoxal. Um Rabbi salvo por não acreditar em Deus. Talvez o único ponto narrativo decente passado pela série nos últimos tempos.

Em termos de ação, o episódio também tentou. A escapada do templo teve de ser feita através de uma ponte improvisada a partir do mais instável dos escadotes. Era óbvio que ia correr mal, mas também foi sempre demasiado óbvio que John e June, os executantes do plano, não iam sofrer nada. Portanto só falta saber como é que ia correr mal e como se iam safar, porque ambas as situações eram certas dada a actual previsibilidade de cada episódio da série.

A Caravana

Noutra localização, acompanhamos a caravana, algo que é novo no Universo Walking Dead. Estamos acostumados a acompanhar grupos que procuram um local para se fixar, agora temos um grupo com o objectivo exactamente oposto. Dada a supostas escassez de recursos do mundo pós-apocalíptico isto é algo que desafia a própria lógica, mas que para já até estou disposto a encarar com entusiasmo se for isso que salve a série.

Dwight e Sarah são descobertos pelos homens de Logan e são afastados do resto do grupo até que são aparentemente salvos pelo regresso de Jon e June com o carro blindado. Usei o termo “aparentemente” porque plano de Logan era exatamente esse: afastar o camião cisterna do grupo e atrair o carro blindado.

Conclusão sobre Ner Tamid

Aqui chegados, a 75% da 5ª temporada, Fear The Walking Dead está tão sem rumo como nas temporadas anteriores. É frustrante ver o estado de uma série que começou tão bem apesar de ser olhada com desconfiança. Com 3 temporadas iniciais mais “dark”, a mudança na direção criativa da série, com a chegada de Andrew Chambliss e Ian Goldberg na temporada 4 trouxe grandes mudanças na temática e no elenco que tiveram um reflexo radical no produto final.

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