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Young Justice: Outsiders – Season Finale – 3ª Temporada

Young Justice: Outsiders

PODE CONTER SPOILERS DE YOUNG JUSTICE: OUTSIDERS!!!

Wow. Simplesmente… Wow!

Quando a DC Universe, o serviço de streaming da DC, anunciou que iria trazer de volta a série animada Young Justice, uma das séries mais amadas tanto pelos fãs como pela crítica, nada fazia prever que Outsiders, o mais recente capítulo da série, fosse ter o impacto que teve. E ainda assim, o regresso dos fan-favourites, a aparição de caras novas e o foco em temáticas relevantes – como o tráfico humano ou as questões à volta da imigração – colocaram a primeira parte da temporada num patamar acima do esperado. Pois bem, aqui estamos nós, para a segunda parte desta terceira temporada, e os resultados acabam por ser surpreendentes… até um certo ponto.

Nesta segunda parte, a batalha entre os heróis da Terra e as forças da Light e dos exércitos de Apokolips tornam-se o centro das atenções. Ao mesmo tempo, um novo grupo de jovens heróis fazem o melhor que podem para continuar a salvar vidas sem estarem restringidas por regulamentos aborrecidos.

Young Justice: Outsiders

O MELHOR:

O foco nas forças de Apokolips tornam esta segunda parte de Young Justice: Outsiders mais action-packed que a antecessora.

Isso pode ser um facto inegável, mas por sua vez, num mundo em que novas ameaças pairam a cada esquina e os heróis sofrem um maior escrutínio por parte dos políticos, do público e dos media, é necessário a chegada de um novo grupo de heróis, não presos por regulamentos e que se preocupam mais por fazer a coisa certa.

Entra os Outsiders, um novo subgrupo de heróis, agora liderados por Beast Boy (Greg Cipes). Normalmente um personagem ligado mais ao comic relief (muito por causa do seu legado de Teen Titans), esta foi uma oportunidade de ouro para Garfield mostrar o que realmente vale. E os resultados são mais do que satisfatórios, não só por termos uma visão diferente de um personagem já conhecido (e muitas vezes amado), mas também por esta equipa contar com algumas caras bem conhecidas da série em específico (ou da vasta biblioteca da DC, o que nos faz pesquisar incessantemente pela Internet pelas referências). E isto mantendo também o comentário sobre o tráfico de meta-humanos e imigração bem vivos (acoplados com uma espécie de paródia às redes sociais, mas um pouco mais sobre isso mais à frente).

Aliás, não é apenas Beast Boy que recebe um boost nesta segunda parte; cada um dos grandes intervenientes da série ganham um pouco de tempo de antena para gozarem e serem melhor desenvolvidos. E isto aplica-se mais a Victor Stone (Zeno Robinson) que, após ter sido apresentado na primeira parte e ter-se transformado em Cyborg, enfrenta o seu próprio trajeto que se revela surpreendentemente satisfatória. O mesmo se aplica aos sentimentos conflituoso com Tara (Tara Strong), despoletando uma espécie de pseudo-adaptação de The Judas Contract, ou mesmo à transformação que Brion (Troy Baker) também sofre já perto do findar da temporada (shhhhno spoiling).

Young Justice: OutsidersUm dos maiores ditados do género do entretenimento de super-heróis dita que “um herói só é tão bom ou melhor consoante os inimigos que enfrenta”. Com essa retórica em mente, Gretchen Goode (Deborah Strang) pode muito bem ser a maior ameaça que os Outsiders enfrentaram nesta temporada. Gretchen Goode (e o seu alter-ego) são a junção dos conceitos de “avozinha afeiçoada” e de “torturadora experiente” e que resulta, não só naquela função de “gostar de odiar”, mas também como uma das ameaças bem palpáveis. Portanto, kudos a Strang.

Mesmo que os personagens estejam no centro, de nada vale se a narrativa não ter o acompanhamento necessário. E nesse caso, esta segunda parte de Young Justice: Outsiders pode não ser uma grande vencedora, mas oferece alguns twists & turns que conseguem captar o nosso interesse (o facto de a DC Universe ter optado por um lançamento semanal em vez de “três de uma assentada só” da primeira parte e do início e fim desta ajuda a alcançar esse mesmo objetivo) e ansiar pelo o que vem a seguir.

Young Justice: Outsiders

O PIOR:

No entanto, nem tudo resulta da melhor forma para esta segunda parte da temporada.

Por um lado, testemunhámos mais e mais de Gretchen Goode (o que nos concedeu alguns dos melhores momentos da série, verdade seja dita); por outro, o foco em outros elementos vencedores do passado acabaram por não ter o impacto desejado. Um desses casos é o uso das redes sociais e de termos já tão conhecidos e esgotados como o chamado trending. Faz sentido para o tipo de história que nos pretende contar, mas overall, serve mais como uma espécie de paródia ao mundo real do que propriamente uma mensagem claramente pertinente da nossa atualidade.

Também é verdade que a série sofreu um grande boost agora nos episódios finais, o que implica que os anteriores, embora tenham os seus charmes inerentes, não deixem de ter um travo amargo numa retrospetiva. O mesmo se aplica aos três últimos episódios da temporada, que conseguem o impressionante feito de conseguir atar imensas pontas soltas, mas não deixa de ser uma coletânea de três histórias separados do que propriamente uma história coesa.

Com isto tudo dito, Young Justice: Outsiders torna a provar o seu lugar dentro do seio dos super-heróis, conseguindo entreter para todas as idades possíveis. Algumas pontas foram deixadas abertas propositadamente (e ainda tivemos um tease do que poderemos esperar para a frente). Oxalá não tenhamos de esperar outros 6 anos para a quarta temporada da série.

Podem reler o que achámos da primeira parte aqui.

Estado da série: RENOVADA

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Average Rating

Apesar de algumas fraquezas aqui e acolá, estas não conseguem denegrir o espanto visual e narrativo que foi esta segunda parte de Young Justice: Outsiders.

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