Fear The Walking Dead Frame by Frame

Fear The Walking Dead – 5×11 – You’re still here

Fear The Walking Dead - You're Still Here

Com “You’re Still Here Fear The Walking Dead começa a posicionar-se para o final de mais uma temporada. Temporada essa que teve até agora todos os traços característicos de uma temporada de Fearmuitos altos e baixos, episódios pouco conseguidos intervalados com uma mão cheia de episódios geniais e uma tremenda demora em fazer as coisas acontecer em termos narrativos.

A chegada de Wes (Colby Hollman) para esta fase final da temporada vem acrescentar objectividade à história. Para além disso, o optimismo desmedido do grupo colide com a personalidade mais cínica de Wes para quem “pessoas são apenas pessoas”.

Fear The Walking Dead – You’re still here

!spoiler!

Neste episódio vemos mais walkers a actuar na sua natureza original do Universo da BD: vagueiam alimentando-se do que encontram, enquanto que os vivos passam praticamente despercebidos e desimpedidos, salvo honrosas excepções. Uma das coisas que esta série faz muito bem, talvez melhor que a original, seja mostrar-nos tipos de walkers que ainda não tínhamos visto. Já esta temporada tínhamos visto os walkers radioactivos, agora vimos um através de quem a vegetação cresceu com erva, heras, musgo e tudo mais.

Wes, o novo personagem que conhecemos em “Channel 4“, viu-se inadvertidamente enrolado no duelo entre Logan (Matt Frewer) e o grupo de bem-feitores. Afinal, Wes tem também as suas próprias contas a ajustar com alguém, e é aí que Alicia (Alycia Debnam-Carey) e Strand (Colman Domingo) entram, aparecendo mesmo a tempo de lhe dar uma mãozinha. Longe de ser um santo, Wes manipula os protagonistas, testando as suas verdadeiras intenções. Wes não é um verdadeiro crente na filosofia altruísta do grupo. Tem até uma visão altamente cínica da mesma. É este o ponto forte deste episódio. A cassete do grupo, que vimos no episódio inicial da segunda metade da temporada, teve o efeito inverso em Wes. Ao invés de o convencer e iluminar, deixa-o descrente e desconfiado.

Wes não quer ser arrastado para a linha moral do grupo. Apenas quer aquilo que é seu e lhe foi roubado e tem uma visão mais pragmática da situação: “Isto é o que somos agora. Disparamos e matamos.” A morte é inevitável. Apenas chega mais cedo para uns do que para outros.

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