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The 100 – 6×13 – Blood of Sanctum

Contém spoilers!

Depois de uma temporada cheia de emoções – passei a segunda parte da mesma lavada em lágrimas honestamente -, The 100 parte para uma merecida pausa. Mas enquanto nos preparamos para a sétima, e última, temporada, vamos rever este season finale.

Clarke está na nave a fingir que é Josephine ao lado de Russell e Simone e, com a ajuda de Gaia, consegue que Indra não ataque os primes. O grupo é preso numa sala e Raven, Jackson e Indra rapidamente decidem retirar Sheidheda da cabeça de Madi.

Enquanto isso, Russell decide que o grupo vai andar a saltar de planeta em planeta até encontrar um local seguro para viver. – Como assim existem outros planetas e outras equipas de exploração? – No entanto, mantém-se o problema de que estão presos numa nave com um exercito que obedece unicamente a Madi. Simone decidem apagar a mente de todos os que ainda estão no sono criogénico, para pânico de Clarke. Quando o grupo se aproxima da sala e Simone tenta prepara as coisas para inserir o sérum que vai apagar as consciências dos adormecido, Clarke, incapaz de convencer os primes a tomar outra posição, acaba por revelar finalmente que Josephine está morta e que é ela que está em controlo do seu próprio corpo.

Era um momento que se podia ter prolongado mais um pouco. A dor no olhar de Russell é palpável e gostava de ver uma reacção mais explorada. Mas Simone, mais fria do que eu esperava, manda Russell encontrar Madi enquanto ela e os restantes primes vão atrás de Clarke.

Enquanto isso, Raven descobre como apagar Sheidheda do chama, mas isso vem com um preço: apaga Sheidheda e destrói a chama. Não existe muito que discutir na verdade. Ou eles avançam e salvam a vida de Madi ou ficam à merce do comandante mais sanguinário da história. O download está quase concluído quando Russell chega e leva Madi consigo para usar como refém.

Simone e os outros primes encontram Clarke junto a uma das saídas da nave e ela consegue que eles parem após ameaçar abrir a porta e flutuá-los a todos. Simone pega nas armas e ameaça os restantes primes, admitindo ser Abby e ter sobrevivido. É possível ver a esperança no olhar de Clarke, afinal, tal como ela, também Abby teve Allie na cabeça e poderia ter escondido a sua consciência na massa cerebral. No entanto, Clarke recorda-se de Russell ter dito que eles tinham usado o EMP em Abby antes de colocarem o chip para evitar que isso acontecesse. A pergunta de Clarke é muito simples: “Como se chamava o meu pai?”. Simone hesita e Clarke puxa a alavanca – porque não seria um final se não existe uma escolha difícil e uma alavanca. – e Simone e os primes são enviados para o espaço.

Vou ser sincera, o final de Abby foi emotivo para mim. Apesar de nas duas últimas temporadas a personagem ter perdido o fogo que a caracterizava, a mãe de Clarke foi uma presença significativa na série. A verdade é que Abby morreu como consequência de todos os seus erros, mas não sem antes conseguir perdão de todos os que amava.

Russell vê a família a flutuar no espaço e rapidamente decide matar Madi para se vingar de Clarke, mas é Sheidheda que está no controle e convence-o que o ajudará a conseguir vingança.

The 100 — “The Blood of Sanctum” — Image Number: HU613a_0200b.jpg — Pictured (L-R): Jessica Harmon as Niylah and Eliza Taylor as Clarke — Photo: Sergei Bachlakov/The CW — © 2019 The CW Network, LLC. All rights reserved.

Os dois, junto do exercito, encontram Clarke com Raven, Indra, Gaia e o resto do grupo que estava prisioneiro e, num momento de desespero, Clarke ameaça matar-se. Ao ver a mãe adotiva em perigo, Madi recupera o controlo sobre o seu corpo e manda prender Russell, abraçando-se a Clarke. Mas Sheidheda ainda não desistiu e tenta matar Madi na própria mente, fazendo a jovem comandante entrar em convulsões.

Numa corrida contra o tempo, Raven consegue fazer destruir a chama e Jackson retira o chip de Madi, fazendo a jovem acordar. Raven e Clarke abraçam-se finalmente, exaustas e a partilhar a dor da morte de Abby. Um momento que eu momento esperava. Raven sempre foi um raio de luz e energia e vê-la com tanta mágoa e raiva esta temporada desiludiu-me bastante. No entanto é bom ver que uma das minhas duplas favoritas está pronta para colocar o passado nas costas e seguir em frente.

Num momento de suspense, Indra chama atenção de todos para o computador e o grupo perceber que Sheidheda escapou através da rede. Para onde é uma questão que terá de ser respondida na próxima temporada.

De volta ao Sanctum, Bellamy, Octavia e Echo, junto dos filhos de Gabriel são capturados. O grupo é levado a uma sacerdotisa que exige que este bebam o sangue dos primes para serem purificados. A irmã de Xavier recusa-se e é assassinada, fazendo com que Miller beba o sangue. É quando Murphy e Emori entram, fazendo-se passar pelos primes, e conseguem retirar o grupo das mãos dos crentes, excepto um dos filhos de Gabriel.

Ah, e kudos para o momento em que Murphy é beijado. Foi o alivio cómico que precisávamos este episódio. A sua reacção e a dos amigos é algo de outro mundo, impossível de ficar indiferente apesar da tensão do episódio.

Junto de Gabriel, o grupo encontra Jordan – Nem acredito que os produtores se lembraram da personagem -, que está a passar por um ritual de purificação. Miller colapsa e, apesar do pânico, Gabriel insiste que ele irá ficar bem e que eles precisam de ir salvar os filhos de Gabriel que foram capturados. Murphy recusa-se a ir e Octavia oferece-se para ajudar. Bellamy insiste que o assunto não é com eles, mas a irmã afirma que não pode deixar aquelas pessoas morrer. Os irmãos tem um momento, em que se vê que Bellamy começou a encontrar lugar no seu coração para perdoar a irmã.

Ok, todo o latim em cima para dizer que: os Blake estão de volta! Já sentia saudades deste duo e é tão bom ver aquela cumplicidade de volta, mesmo que tenha sido por pouco tempo.

Agora, um pouco de fastforward, Gabriel e Murphy acabam fechados dentro uma das casas do Sanctum com o resto dos considerados infieis, enquanto cá fora Bellamy, Octavia e Echo observam em pânico uma das sacerdotisas regar a casa com gasolina. Apesar das probabilidades de serem de 3 contra 30, Octavia e Echo trocam um olhar e é o caos. O trio luta no exterior, enquanto no interior Murphy e Gabriel lutam pela própria vida.

E é o fim do reinado dos primes. 

O grupo que estava no espaço reeencontra-se com os restantes que estavam no Sanctum. Clarke e Bellamy abraçam-se e Clarlke questiona-o se terão feito o que Monty queria. Óbvio que o nós queriamos era uma beijo entre os dois com aquele nascer do sol de pano do fundo, mas teremos de esperar pela próxima temporada.

Mas o episódio não acaba aqui.

Octavia, Bellamy e Echo – que agora são uma família feliz – acompanham Gabriel de volta à anomalia após ele ver umas tatuagens nas costa de Octavia. Eles pressionam os mesmos simbolos na chamada pedra da anomalia e aparece um clarão verde. Uma Hope adulta surge, esfaqueia Octavia, que se dissolve em fumaça nos braços de Bellamy – uma cena muito à Avengers: Infinity War.

Ok. Onde está Diyoza? Como assim a Hope já é adulta? Para onde foi Octavia? Qual a relação entre as duas? Quando estreia a sétima e última temporada? Tudo perguntas que só serão respondidas em 2020, porque este season finale foi demasiado apressado para responder a tudo isso. Até lá, fiquem bem.

Podem ler o Frame by Frame anterior de The 100 aqui.

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