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Pennyworth – 1×02/03 – The Landlord’s Daughter/Martha Kane

Pennyworth 1x02/03

PODE CONTER SPOILERS DE PENNYWORTH!!!

Depois de um episódio de Pennyworth que havia chegado mais cedo que o previsto, esperava-se que, a partir desta semana, a série começasse a lançar os episódios normais semana após semana. No entanto, a Epix deixou um presente inesperado para os curiosos da série: mais dois episódios extra! E esta é a nossa crítica aos episódios.

Em The Landlord’s Daughter, Alfred (Jack Bannon) recusa uma oferta feita por Thomas Wayne (Ben Aldridge) em prol de um favor que o coloca numa rota de colisão de um dos homens mais perigosos de East End. Já em Martha Kent, Alfred aceita um trabalho como motorista de Martha Kent (Emma Paetz), uma misteriosa fotojornalista com um claro interesse em Ian Thurso (Sam Hoare), um jovem matemático em risco de vida.

Pennyworth 1x02/03

Ambos os episódios não podiam ser tão diferentes entre si, especialmente no que toca às histórias que pretende contar. No entanto, ambos partilham das semelhanças que foram transmitidas pelo episódio de estreia da série. Em termos de estética, é impossível não nos deliciarmos logo de imediato com elementos como o guarda-roupa, os espaços cénicos ou mesmo a banda-sonora clássica.

No entanto, Pennyworth toma uma rota diferente ao estabelecido, especialmente no que toca à narrativa principal. Ficámos com a ideia de que a série iria explorar a posição do jovem Alfred no meio de uma conspiração em Terras de Sua Majestade. No entanto, The Landlord’s Daughter diverge um bocado dessa vertente ao apostar num conflito mais local, deixando bem claro que o perigo espreita a cada esquina, mesmo nos locais mais conhecidos e familiares. Esse mesmo episódio também deixou patente que Alfred, apesar das suas virtudes, não tem receio de enveredar por caminhos mais negros de forma a conseguir alcançar as suas ambições pessoais.

Pennyworth 1x02/03

Já Martha Kane enveredou numa rota diferente. Não só tivemos o prazer de reencontrar uma das personagens mais definitivas da mitologia de Batman (basta que estejam a par da história sórdida entre os Waynes e os Kanes e perceberão as ligações), mas também tivemos direito a alguns comentários com uma clara conotação socio-cultural, especificamente no que toca ao sofrimento que a comunidade homossexual sofreu pelas mãos das autoridades e sociedade em geral.

Esse episódio, ao contrário dos anteriores, também permitiu uma melhor exploração de alguns dos personagens presentes. E um desses casos é o de Daveboy (Ryan Fletcher). Inicialmente, ficámos com a ideia de que estaríamos perante uma típica caricatura dos irlandeses, mas Daveboy mostrou um outro lado neste episódio em específico, especialmente no que toca aos seus demónios interiores devido às suas vivências na guerra. De certa forma, compreendemos melhor o porquê das atitudes auto-destrutivas do amigo de Alfred, e isso já serve de muito.

Estes dois episódios não serviram de muito para avançar com a narrativa principal de Pennyworth, mas pelo menos permitiu-nos conhecer um pouco melhor este mundo que Bruno Heller e Danny Cannon estão a criar para a Epix. E mesmo nos episódios menos continua a ser bem melhor que Gotham!

Podem ler o Frame By Frame anterior de Pennyworth aqui.

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