Frame by Frame The Handmaid's Tale TV

The Handmaid’s Tale – 3×10/11 – Bear Witness/ Liars

The Handmaid's Tale 3x10-11

CONTÉM SPOILERS DE THE HANDMAID’S TALE!

Praise be! Estamos de volta a Gilead e, apesar de termos de juntar estes dois episódios num único texto (as férias fazem disto às pessoas), ambos trazem The Handmaid’s Tale finalmente ao patamar requerido. Enquanto que em Bear Witness vemos June a elaborar um plano para retirar crianças de Gilead para as levar para o Canadá, um plano do Comandante Waterford coloca em perigo as suas ambições, em Liars, toda a revolução começa a dar os primeiros passos.

The Handmaid's Tale 3x10-11
The Handmaid’s Tale — “Bear Witness” – Episode 310 — Ready to strike back at her oppressors, June starts making arrangements for an ambitious plan, but a devious ploy on the part of Commander Waterford threatens to derail her. In Canada, hope turns to tragedy for Moira, Luke, and Emily. , shown. Beth (Kristen Gutoskie), Sienna (Sugenja Sri), Aunt Lydia (Ann Dowd), Joseph (Bradley Whitford), Fred (Joseph Fiennes), June (Elisabeth Moss), Winslow (Christopher Meloni), Eleanor (Julie Dretzin), Serena (Yvonne Strahovski), shown. (Photo by: Sophie Giraud/Hulu)

Em Bear Witness torna-se essencial a dinâmica entre Elisabeth Moss e Bradley Whitford. A sua relação é chave para os desenvolvimentos dramáticos mais intensos de ambos os episódios. Há também um destaque forte para Joseph Fiennes e Yvonne Strahovski que parecem cada vez mais fortalecer os seus laços, até que, no final de Liars, uma surpresa parecia aguardá-los, assim que decidem recuperar Nichole através de um método pouco cuidadoso. Resta saber se foi planeado ou não.

A verdade é que The Handmaid’s Tale, apesar de ter passado um pouco pelas ruas da amargura por estar constantemente a enlouquecer a sua protagonista, quebrando a fórmula estratégica que tinha forjado até agora, volta a recuperar alguma da sua essência, ainda que não esteja no seu total esplendor. Há demasiado deus ex machina a interferir na narrativa e os eventos estão a ficar descontrolados em termos de realismo. Claro que vermos June a esfaquear o violador nojento de Winslow nos arranca um certo prazer, é pena que não tenham explorado isto da melhor forma, preferindo a opção mais fácil de dar a June a tarefa de assassina.

The Handmaid's Tale 3x10-11

Sente-se que, mesmo com todo o seu carisma e charme, The Handmaid’s Tale está a ser vítima da falta de criatividade dos argumentistas. Estão a tomar as opções mais fáceis para apressar a história que, até há bem pouco tempo, se regia pela capacidade estratégica da protagonista em tentar derrubar o sistema sem “descer ao nível” dos seus opressores. Claro que “sujar as mãos” está sempre na equação, mas June sempre foi melhor (e bem mais inteligente) que todos eles juntos.

Portanto, apesar dos episódios proporcionarem emoções fortes (algo que também já característico da série), The Handmaid’s Tale está a perder alguma da sua capacidade criativa em termos de história e está a querer aproximar-se mais de um registo mais “pipoca” que nunca pertenceu à sua essência. Ainda assim, o desenrolar dos eventos mais fortes e dramaticamente carregados são apresentados no ecrã de forma competente, criando a atmosfera necessária para terem o impacto que merecem.

Pena que a personagem asquerosa que Christopher Meloni interpreta ter durado tão pouco tempo. Afinal de contas, sentia-se que o rumo dela ainda iria ter uma relevância bem interessante no desenvolvimento da história, mas, lá está, a opção de a aniquilarem da forma mais cliché faz com que a série queira mostrar que: “no more bullshit”. Isto até era aceitável se houvesse uma construção ainda mais vívida das situações.

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Portanto, mesmo que os episódios tenham sofrido um aumento de qualidade, ainda estão muito aquém do potencial que The Handmaid’s Tale, durante as suas duas primeiras temporadas, nos deu a conhecer.

Leiam o nosso Frame by Frame anterior de The Handmaid’s Tale aqui.

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