Frame by Frame The 100 TV

The 100 – 6×10 – Matryoshka

Contém spoilers!

Eu prometo que mais tarde ou mais cedo vou parar de dizer isto, mas o último episódio de The 100 excedeu as minhas expectativas.

Já mencionei várias vezes que esta temporada está a dividir os fãs, mas a verdade é que The 100 precisava de uma mudança ao mesmo tempo que precisava de voltar às origens. Todos nós precisamos de saber quem somos para perceber para onde vamos.

Raven, Abby e Simone estão de volta ao Sanctum. Russel ordena que Abby e Raven sejam presas com os outros, para surpresa dos recém-chegados, e Simone, após contar ao marido que não tem o sangue para criar novos hospedeiros, decide confessar a Abby que Clarke está morta. O objectivo desde momento? Vingança? Peso na consciência? Não consegui perceber. Teria sido muito mais interessante ver a reação de Abby, e até mesmo Raven, quando alguém do grupo lhes confrontasse com a verdade.

Enquanto isso, Echo e Gaia estão escondidas com Ryker, que resolve juntar um grupo de nulls (membros do Sanctum que não servem como hospedeiros), e contar a verdade sobre os primes. O choque é bastante e Echo está à espera de uma revolução, mas Russell decide executar um dos membros do grupo nessa noite e as duas tem de passar à acção.

Nos bosques, Clarke tenta escapar aos guardas e, com a ajuda de Josephine, esconde-se num antigo bunker de observação. Exausta, Clarke colapsa e as duas voltam a entrar-se no espaço da mente, que se fundiu num só. Numa tentativa desesperada de sobreviver, Clarke convence Josephine a livrar-se de algumas memórias.

Tenho a dizer que gostei bastante da forma como a relação entre as duas se desenvolveu. Clarke, ao navegar pelas memórias de Josephine, percebe que não são assim tão diferentes. Ambas foram moldadas por um novo planeta e transformaram-se em algo que não pensavam ser. A nossa delinquente favorita consegue ver o quão profundamente Josephine ama Gabriel e como os últimos 200 anos foram repletos, não só de amor e alegria, mas dor e luta. Era uma dupla que eu gostava de ver a lutar lado a lado no futuro, mas que, infelizmente, não será possível.

De regresso ao Sanctum, Abby descobre a traição de Murphy e dá-lhe um estalo, muito merecido, e informa-o que, se Echo não os conseguir salvar, será ele o escolhido para ser executado. Apesar de Murphy ser uma das minhas personagens favoritas, o caminho que seguiu esta temporada deixou-me bastante desiludida, até porque senti que todo o progresso feito foi deitado ao lixo. Mas Raven foi a pessoa que ofereceu a Murphy aquilo que ele precisava de ouvir: “Look, I know you’re scared to die. Everyone is. But if you want to avoid hell, the answer’s not immortality — it’s morality.” A jovem mecânica pode não ser a minha favorita neste momento, mas acertou em cheio naquilo que disse.

Madi atingiu o auge da loucura – Cheers to Lola Flanery! – com a sede de vingança, e mesmo acorrentada, não coíbe as ameaças. O que é uma sorte para os outros membros do grupo. Sheidheda continua a sussurar-lhe no ouvido, mas podemos ter a certeza que Raven já tem um plano para resolver a situação. Até porque Jackson afirmou, e com toda a razão, que Madi poderá ser extremamente perigosa e letal com todo o exército que ainda está na nave.

Mas, vamos fazer aqui um fastforward.

Simone é assassinada por Ty, um null a quem Ryker contou a verdade sobre os primes e que tinha perdido a mulher e o filho por acreditar que estes eram deuses. Russel, consumido pela dor, quase executa o grupo, mas Murphy lembra-se de que Abby usou medula óssea para alterar o sangue de Clarke e o líder do Sanctum decide dar-lhes 24 horas para arranjarem uma solução. E ainda bem, porque a esperança deles, Echo, é agredida por Ryker e fica incapacitada. Mas este rapaz pode decidir de que lado está? Já Raven consegue acesso a um computador para encontrar uma maneira de eliminar Sheidheda do chip de Madi.

Na floresta, Gabriel e Octavia encontram Clarke|Josephine inconsciente no bunker e, para surpresa de todos, é Josephine que está no controle e, ao ouvir os guardas do Sanctum, grita por ajuda. As suas ordens são claras: Octavia tem de morrer e Gabriel é feito prisioneiro. No entanto, um dos guardas revela-se ser Bellamy, que mata todos, excepto Jade, por quem envia um recado a Russel: se ele toca em alguém do grupo dele, Josephine morre.

Ah, temos aqui a reunião dos irmãos Blake. Três segundos de um abraço muito estranho, repleto de emoção por parte de Octavia e de frieza pelo lado de Bellamy. A sério, os escritores de The 100 parecem decididos a estragar as nossas relações favoritas.

Gabriel, Octavia e Bellamy levam Clarke|Josephine para o esconderijo de Gabriel. O tempo está a acabar e a única opção deles é parar o coração de Clarke para retirar o chip. Josephine ainda tenta implorar a Gabriel para que ele a salve e fiquem juntos, mas para o prime está muito claro: eles amaram-se durante 200 anos, o tempo deles acabou.

O chip é retirado, o trio tenta trazer Clarke de volta, mas esta não acorda. Josephine, tal como Clarke fez, sobreviveu escondendo-se na massa cerebral. O último confronto está à porta e Josephine parece ser a óbvia vencedora.

Desesperado, Bellamy tenta acordar Clarke. Ele faz massagem cardíaca, ele faz respiração boca a boca – é possível ouvir os gritos dos fãs de Bellarke – e a mensagem chega a Clarke. The Head and the Heart. Quanto o cérebro dá sinal, o coração pára de bater. Neste momento, Bellamy é a cabeça a dizer ao seu coração – Clarke – que não pode parar. Quando Clarke pensou que Bellamy tinha desistido dela, também ela desistiu. Mas, neste momento, Bellamy não está disposto a desistir e, por isso, Clarke também não. É o fim mais que previsível de Josephine. Alguém devia ter explicado aos Lighbourne que ninguém se mete entre Bellamy e Clarke.

Eu vou ser sincera, o meu tom em cima parece ser de brincadeira, mas esta foi uma das cenas mais tensas das 6 temporadas. Era óbvio que Clarke não ia morrer, mas o desespero de Bellamy era tão palpável, o nervosismo tão presente nos seus olhos e a dor na sua voz… Foi um momento impossível de ficar indiferente.

O abraço entre os dois, o olhar e sorriso de Octavia… Foi um flashback da segunda temporada e de uma amizade, amor platónico, almas gémeas – o que quer que lhe queiram chamar. Porque uma coisa temos todos de admitir, com defeitos ou sem defeitos, a ligação entre Bellamy e Clarke é uma das mais poderosas do mundo das série.

O Mr. e a Mrs. Morley estão a superar as expectativas esta temporada.

E agora só uma pergunta fica: podemos ver já o próximo episódio?

Podem ler o Frame by Frame anterior de The 100 aqui.

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