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Crítica: Breakfast at Tiffany’s (1961)

Breakfast at Tiffany's Critica de Cinema

Os anos 60 marcaram o cinema. Foi uma época rica em termos artísticos e há certos filmes que simplesmente são demasiado bons para serem ignorados. Um deles é Breakfast at Tiffany’s, a comédia romântica com Audrey Hepburn que conta a história de uma socialite nova-iorquina que cria uma ligação com o seu novo vizinho, até que o seu passado começa a interferir na sua relação. É um filme simples, adorável, capaz de nos transportar para a vida atarefada de Nova Iorque e a entender de que forma a sociedade da altura se comportava.

Breakfast at Tiffany's Critica de Cinema

Breakfast at Tiffany’s é a simbiose perfeita entre o real e o superficial. De como conseguimos forjar uma identidade para nos sentirmos confortáveis connosco próprios. Audrey Hepburn é fulcral e o pilar que alimenta esta característica. O veículo ideal que combina os valores mais fúteis que utilizamos frequentemente para nos esconder do mundo. Claro que o filme vai mais além e a realização de Blake Edwards é igualmente importante para tornar a cidade de Nova Iorque e todos os ambientes que vamos vendo ao longo da película, em personagens fulcrais para a compreensão generalista do filme.

Portanto, Breakfast at Tiffany’s utiliza as suas personagens como impulsionadores de uma história agridoce, onde a inocência e os perigos da vida boémia se confrontam violentamente. E, por mais incrível que pareça, há mesmo tempo para humor. Daquele que nos leva a sorrir, através de diálogos inteligentes e de uma doçura inigualável nas relações entre personagens. Há também uma questão muito divertida acerca de Breakfast at Tiffany’s: as personagens secundárias assentam na premissa de estereotipar aquelas figuras características dos condomínios fechados. Esta exploração das qualidades e defeitos das personagens tornam o filme rico e ainda mais envolvente.

Breakfast at Tiffany's Critica de Cinema

Embora nem tudo seja perfeito, Breakfast at Tiffany’s cumpre a sua missão com carisma, tratando a relação entre os protagonistas com naturalidade, deixando o espectador investido na sua narrativa. Ainda que o filme careça de uma ação mais movimentada, este clássico de Audrey Hepburn é uma ode ao romance e à mudança que precisamos de ter nas nossas vidas em busca da felicidade a longo prazo. Somos engolidos diariamente pelos aspetos mais árduos do quotidiano e esquecemo-nos de dar valor às coisas mais simples e mais maravilhosas que a vida tem para proporcionar.

Numa melodia terna e calorosa, ao som da viola de Hepburn, ouvimos o grande clássico Moon River, que absorve todas as vicissitudes que Breakfast at Tiffany’s tem para dar ao espectador. É um romance pouco convencional, que aposta na construção abrangente do seu universo simples e carinhoso. Acaba por se desprender daqueles míticos clichés dos filmes de romance e atribui camadas inesperadas aos protagonistas, sem nunca se perder ou cair em pretensiosismos.

Breakfast at Tiffany's Critica de Cinema

É através desta simplicidade que Breakfast at Tiffany’s se torna um clássico maravilhoso e digno. Poderia ir um pouco mais além nalguns aspetos, mas não deixa de nos conquistar pela sua doçura.

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Título: Boneca de Luxo

Título Original: Breakfast at Tiffany’s

Realização: Blake Edwards

Elenco: Audrey Hepburn, George Peppard, Patricia Neal, Buddy Ebsen, Martin Balsam, John McGiver.

Duração: 115 min.

Trailer | Breakfast at Tiffany’s

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