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Fear The Walking Dead – 5×06 – The Little Prince

the little prince

Se há uma série que consegue oscilar momentos de grande qualidade e arrebatamento com momentos que nos fazem questionar a própria continuidade do programa, essa série é Fear The Walking Dead. The Little Prince é uma espécie de balde de água fria numa temporada que, até agora, tinha sido entusiasmante qb. Sinto que todas as temporadas tenho escrito a mesma coisa. “Desta vez, Fear está no caminho certo”. “Esta fórmula está a resultar”. E de súbito, os shworunners sacam uma maçã envenenada para esfriar os ânimos.

Mas o que tem The Little Prince de mau? Talvez fosse mais fácil dizer o que tem de bom… Mas aí o artigo ficaria quase em branco. Vamos analisar o que se passou.

The Little Prince

Nota positiva para o desempenho de Bailey Gavulic como Annie e para a empatia que a sua interação com Alicia (Alycia Debnam-Carey) gerou… E acabaram os pontos positivos.

O problema com este episódio de Fear The Walking Dead é a imensidão de momentos em que o espectador fica a olhar para a cena e a pensar “O quê?! Impossível!”. Claro que estamos a ver uma série de ficção com zombies… Mas tudo tem limites! Ao fim de tantos anos na cronologia da série eu ainda posso “engolir” que ainda existam carros abandonados com gasolina nos depósitos; posso, com esforço, conceber que a Al consiga carregar baterias da máquina e encontrar K7 para a câmara ou até que toda a gente agora tem walkie talkies a funcionar… Mas quando me começam a tentar explicar que um grupo de malta, parte deles crianças, pegam num avião despenhado, o reconstroem e raparam… Eu começo a achar um bocadito forçado.

Alicia
Sabemos que Alycia Debnam-Carey tem o que é preciso para reanimar a série.

E ninguém se questiona sequer se será boa ideia voltar a levantar voo num aparelho que caiu e agora está a ser reparado por ZERO engenheiros mecânicos e aeronáuticos?!

Voltando aos pontos positivos da série, Annie conta a Alicia a verdadeira história da origem do grupo de crianças. História essa que daria um episódio bem melhor que este! Uma narrativa cativante, dramática e com um fim trágico. Mas é sobretudo uma narrativa que ganha força pela interpretação da própria Baileu Gavulic, que confere à personagem uma dualidade entre dureza e vulnerabilidade muito cativante. Fica a dica aos showrunners para fazer um webisode com a história… Nem precisam de me pagar pela ideia. Agradeçam mais tarde, só.

Bailey Gavulic
Bailey Gavulic

Agora que já esquecemos por alguns segundos que o episódio The Little Prince foi mau, vamos voltar a falar sobre isso: também o dueto de John Dorie (Garret Dillahunt) e Dwight (Austin Amelio) começar a deixar a desejar por culpa da escrita. Por um lado, há a coerência de continuar a retratar Dorie como um coração de manteiga e um romântico incurável. Por outro lado, já estão lançadas as sementes da discórdia. Demasiado cedo.

Acontece que Dorie e Dwight saem em busca de Sherry e, resumindo, Dorie encontra uma carta dela pedindo a Dwight que pare de a procurar e para seguir com a sua vida. Dorie, não tem coragem de mostrar a carta a Dwight e deixa-o a viver na ilusão de que está mais perto que nunca…

Não estaremos a arruinar uma parelha de grande química e sucesso entre os fãs só para alongar um pouco mais uma linha narrativa que já todos adivinhamos como vai acabar? Fica a questão.

Conclusão

The Little Prince é um marco negativo não só na temporada (de longe o pior episódio) como também em toda a série. Parece-me genuinamente que Fear The Walking Dead estava no caminho certo e voltou a descarrilar. Na minha opinião isso deve-se essencialmente ao número de episódios que a série tem de cumprir, obrigando quem escreve a ter que criar estes episódios cheios de tiros nos pés para cumprir calendário. E nem falei no balão de ar quente… Não me obriguem a falar no balão…

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