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The 100 – 6×07/08 – Nevermind/The Old Man and the Anomaly

CONTÉM SPOILERS DE THE 100!

Sanctum está a fervilhar, assim como a cabeça de Josephine. A prime pensou que podia meter-se com Clarke, mas estava muito errada. A nossa líder favorita é uma sobrevivente e nada, nem mesmo um chip implantado no seu cérebro, a pode parar.

No episódio 7 podemos assistir à verdadeira batalha de titãs: Josephine e Clarke. Não foi bonito, mas foi brilhante. Como já tínhamos mencionado, flashbacks é a palavra de ordem esta temporada e Nevermind não foi diferente: uma verdadeira caminhada pela galeria de memórias.

Alguns dos nossos favoritos regressaram, como Jake Griffin (Chris Browning), Maya (Eve Harlow) e *drum roll, please* Monty (Christopher Larkin). Apesar de saber que isto eram apenas manifestações do subconsciente de Clarke, foi ótimo ver algumas destas caras conhecida. Apesar de várias críticas por Finn, Lexa e Wells não voltarem, não posso deixar pensar que o trio que foi escolhido, foi o ideal. Cada um deles representa uma parte da vida de Clarke: Jake, a inocência da sua infância e vida na Arca; Maya, a escuridão e terror vivido na Terra e Monty, a luz e esperança para o futuro.

Também Allie fez uma aparição. Contudo não sei bem como a classificar, visto que esta não era apenas uma manifestação inconsciente de Clarke, mas sim, resídios da verdadeira Allie. Surpreendentemente, esta ajuda Clarke e insiste que esta mantenha segura a memória de com o grupo “fritou” o chip de Raven.

No entanto, Josephine ainda tem uma jogada na manga. Após perseguir Clarke e descobrir que a memória que Clarke escondeu está na parte do cérebro onde estão guardadas as memórias mais negras, Josephine mostra-lhe como Bellamy desistiu de a salvar para proteger o resto do grupo. Clarke finalmente cede e abre o cadeado da caixa onde tem as memórias guardadas. Afinal a palavra passe não é 100, é 102, porque Josephine “esqueceu-se do Bellamy e da Raven“. É uma bonita homenagem ao grupo inicial que nos conquistou e que tem vindo a ser esquecido temporada após temporada.

Pois bem, Clarke desistiu e Josephine voltou para o seu lado da mente, mas Monty aparece e convence Clarke que esta tem de lutar, por Madi. Os dois entram no espaço da mente de Josephine e descobrem a sua memória mais negra: antes de ir para o Sanctum, um dos seus pretendentes suicidou-se à sua frente. Josephine aparece e expulsa Clarke da sua mente, sem perceber que Monty se escondeu.

Et voilá! Monty|Clarke consegue fazer passar a mensagem a Bellamy: v-i-v-a. O seu co-líder repara que Josephine bate inconscientemente no braço em código morse e transmite de imediato essa mensagem a Miller: Clarke está viva e eles vão salvá-la.

E é então que nos voltamos para The Old Man and the Anomaly.

Não sei se já tinha mencionado, mas Xavier, Octavia e Diyoza estão facilmente a tornar-se no meu trio favorito. Enquanto caminham para a anomalia temporal para salvar Octavia, Diyoza descobre aquilo que todos já desconfiavamos: Xavier é Gabriel. O antigo prime confessa que após fugir e tentar derrotar os restantes primes que acolheu um bebé abandonado, Eduardo, para o preparar para retirar os chips. No entanto, quando chegou o momento da verdade, Eduardo decidiu trazer Gabriel de volta e este, num ataque de fúria, matou-o.

Pois bem, Gabriel decide esconder isto dos seus seguidores e assume a identidade de Xavier, para evitar que o seu grupo descubra que este traiu os próprios princípios. Diyoza acha-o um cobarde, Octavia apenas acha que este tem medo de liderar. Eu apenas acho que ele tinha de ser jovem e bonito para se tornar no novo interesse romântico de Octavia.

O trio chega finalmente à anomalia e as alucinações são muitas. Xavier|Gabriel diz que estas são os seus maiores medos ou os seus maiores desejos e, por vezes, ambos. Ele vê Josephine em tudo lado; Octavia alucina com Bellamy e dá uns gritos de cortar a respitação e Diyoza vê a sua filha, Hope, crescida. E como o amor de mãe é mais poderoso que o amor romântico ou faternal, Diyoza atravessa anomalia, rapidamente seguida de Octavia. Xavier|Gabriel observa, convicto que elas não irão voltar, até porque ninguém voltou. Mas, para sua surpresa, Octavia cai-lhe nos braços, com o sue braço curado e o cabelo arranjado. Quem diria?

No Sanctum, Josephine não concorda com a ideia do pai em retirar o chip da cabeça de Clarke para lhe devolver a vida e recruta Murphy, Emori e Ryker para a ajudar. Ah, e o motivo para Ryker ajudar é muito simples: foi ele que, há 70 anos atrás, ajudou Gabriel a escapar e Josephine tem provas disso.

Apesar de estar seduzida com a ideia de viver eternamente ao lado de Murphy, Emori é incapaz de mentir a Bellamy e confessa-lhe que Clarke está viva e que a vão apagar até ao fim do dia. Isto para mim provou-se um verdadeiro desenvolvimento de personagem. Emori, tal como Murphy, sempre foi adepta da sobrevivência, mas chegou a um ponto em que a amizade e a família são mais o mais importante.

É então que Bellamy, Echo, Jackson, Miller e Jordan põe o seu plano em marcha: vão raptar Josephine|Clarke e levá-la aos Filhos de Gabriel para que eles ajudem a retirar o chip. No entanto, Madi tem outro plano: matar os primes e ficar com o Sanctum para eles.

Já junto do escudo de radiação, Josephine ainda tenta manipular Bellamy e Echo ao ameaçar Mruphy  com um bisturi, mas eles não cedem. Murphy acaba ferido nos braços de Emori, Bellamy consegue escapar com Josephine e Echo regressa para salvar os amigos.

Enquanto isso, Jordan impede que Madi mate Prya|Delilah, mas acaba esfaqueado pela Heda.  O que não me deixa totalmente triste. Jordan entrou de forma tão boa e pura, com um potencial ilimitado, com Kook a conquistar-nos desde o primeiro episódio, que fiquei desiludida por esta personagem não fazer justiça ao legado dos seus pais.

Por fim, Russell, traído e preocupado com a filha, ordena que os habitantes da Terra sejam detidos e que Josephine seja salva, custe o que custar. No entanto, os primes já sabem da sua

No espaço, Raven discute com Abby sobre a decisão desta em salvar Kane e ajudar os primes, mas acaba por a ajudar, finalmente admitindo que vê em Abby uma figura maternal e afirmando que pode não ter conseguido salvar a mãe, mas pode salvá-la a ela.

Apesar da mãe de Clarke afimar que os seus motivos para salvar Kane são apenas reconhecimento pelo valor do mesmo como pessoa – aliás, o seu mantra é “ele é boa pessoa, merece viver” -, todos conseguimos ver o egoísmo atrás das suas acções. As suas atitudes já começam a cansar e, após ter revelado o segredo do sérum de Becca, não vejo grande utilidade para a personagem que é apenas cansativa e irritante.

Lamento imenso já não ter a oportunidade de ver Henry Ian Cusick no ecrã novamente. O trabalho que ele fez com Kane e a evolução da personagem, tornaram-no numa das personagens mais queridas de todas. Mas, fiquem felizes, temos um Kane 2.0 e é agradável à vista. Só podemos esperar que Greyston Holt faça justiça ao trabalho de Cusick.

Podem ler o Frame by Frame anterior de The 100 aqui.

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