Frame by Frame The Handmaid's Tale TV

The Handmaid’s Tale – 3×05 – Unknown Caller

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PODE CONTER SPOILERS!

Quando a narrativa de The Handmaid’s Tale parecia estar a seguir um rumo esperançoso e voltado para o lado dos “bonzinhos”, levamos um murro no estômago no final deste episódio. Depois de vermos Luke (O-T Fagbenle) mostrar Nichole para o mundo, num vídeo na semana passada, soubemos à partida que aquilo iria ter consequências. O que eu não esperava era que fosse desta forma.

A história caminha num sentido positivo ao longo dos minutos. Serena (Yvonne Strahovski) tem um pedido especial: quer despedir-se da filha, uma última vez e, por isso, pede a ajuda de June (Elisabeth Moss) para conseguirem convencer o marido desta a encontrar-se com a menina Waterford. A cena é extremamente tensa e, ao mesmo tempo, bonita. A serva e o apaixonado dizem tudo sem dizer nada, no meio de choro e medo.

No final, a mulher de Fred (Joseph Fiennes) lá consegue o que quer e parte rumo ao Canadá para se encontrar com a “filha” e o seu novo pai. Que mais dizer da interpretação de Yvonne? Supera-se a cada capítulo. É impossível não nos emocionarmos ao ver o amor genuíno que ela sente por aquela criança. O olhar, a vontade de a abraçar… quase que chegamos a desejar que a deixem ficar com a bebé.

No entanto, a reviravolta final acaba por ser chocante e ambígua. Se por um lado parece uma traição óbvia de Serena depois de tudo que OfJoseph fez por ela, por outro quero pensar que aquilo faz parte de um esquema qualquer para destruir Gilead. Não posso e não quero acreditar que depois de tudo, a mulher voltou atrás naquilo que pensa e quer trazer a pequena para o meio daquele país podre.

Acaba por ser tudo anticlimático. Se a série parecia estar a caminhar num sentido diferente do que até agora, depois disto parece que voltamos à estaca zero e os vilões voltam a ganhar. Ok, é só o 5º episódio e ainda há muito por acontecer, mas custa-me pensar que pode voltar tudo a retroceder e toda esta onde de mudança não tenha passado de uma ilusão.

The Handmaid’s Tale continua irrepreensível a nível técnico, assim como a nível de atuações. É tudo grandioso, é tudo arrepiante. Só espero que toda essa perfeição seja acompanhada a nível narrativo e que não voltemos a cair nas mesmas saídas de anteriormente. Há tanto por onde explorar, tantas personagens que têm e merecem espaço de antena, que fico triste se a revolução não chegar a acontecer e mais uma vez, June sair perdedora nesta luta.

Há dois caminhos a seguir. Um pode manter a série com a qualidade que nos trouxe até agora, outro pode perfeitamente acabar com tudo e, se assim for, mais vale terminar já, antes que destruam por completo aquilo que foi feito. É só um desabafo, porque tenho esperanças que sabem o que estão a fazer e que tomarão as decisões certas. Aliás, não estamos a falar de uma série qualquer. Mal posso esperar pelos próximos capítulos!

Leiam o nosso Frame by Frame anterior aqui. 

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