DC Universe's Swamp Thing Frame by Frame TV

Swamp Thing – 1×04 – Darkness on the Edge of Town

PODE CONTER SPOILERS DE SWAMP THING!!!

Semana após semana, Swamp Thing continua a provar que é uma das poucas séries que ainda continua surpreender com o seu nível de terror e desenvolvimento dos seus personagens e respetivas dinâmicas semana após semana. E este episódio não é exceção à regra.

Enquanto (Crystal Reed) tenta solucionar o mistério à volta de Swamp Thing (Derek Mears), a pequena cidade de Marais é assolada pelos piores medos e pesadelos dos seus habitantes.

Swamp Thing 1x04Há que apreciar aquelas forças antagonistas que simplesmente não podem ser derrotadas à pancada. Essa é uma vertente que, ao fim de 3 episódios, Swamp Thing deixou bem patente, com ameaças sobrenaturais que não são derrotadas através dos métodos convencionais das bandas desenhadas. Darkness on the Edge of Town representa um desses melhores exemplos através de um vírus parasítico que se alimenta dos medos, traumas e pesadelos das suas vítimas. Pensando que não, este método é uma forma pouco convencional de desenvolver a população que habita a série e que traz os seus resultados positivos. Se a primeira vítima consegue ser uma fonte de body horror tão chocante que é impossível não olhar, as restantes exploram o lado mais psicológico, seja o trauma que Delroy (Al Mitchell) passou durante a sua juventude, o pesadelo da Xerife Cable (Jennifer Beals) ou mesmo o passado familiar de Abby, são pequenos momentos que ajudam a contextualizar os seus respetivos passados e presentes.

O episódio também é bem sucedido ao explorar a nova dinâmica entre Abby e Alec (este último transformado numa criatura coberta de vegetação). Vemos aqui que Abby possui aquela determinação contagiante de chegar ao cerne da questão e Alec a tentar compreender no que se tornou e as implicações que daí advêm. É uma dinâmica interessante que ainda tem muito material por explorar.

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O episódio também encontra o seu sucesso através da figura cada vez mais vilanesca de Avery Sunderland (Will Patton) e da sua relação disfuncional com Maria (Virginia Madsen). Não só tivemos um breve olhar ao seu passado nas mãos de um parente claramente abusivo, e de como este viria a moldá-lo no homem que é no curso da série, mas também o vemos a cometer atos doentios durante o episódio, seja a livrar-se de um corpo ou manipular a mulher através de uma adoção só para obter novos fundos financeiros. Tudo isto com Patton a transmitir aquele charme magnético a que nos está a habituar ao poucos.

No entanto, Darkness on the Edge of Town começa a exibir algumas das fragilidades da série. Um desses casos é o do avanço da narrativa, que continua a mostrar-se de uma forma relativamente lenta. Este método pode ter funcionado às mil maravilhas com Doom Patrol – muito por nos ter dado amplas oportunidades de passar uma grande porção de tempo com os misfits – mas não traz o mesmo efeito para Swamp Thing. Já vamos na segunda quinta parte da série e ainda não estamos a par do que a série nos pretende oferecer além dos seus personagens e da atmosfera aterrorizante.

E apesar de uma boa porção de personagens sair a ganhar com este episódio, nem todos se revelam como verdadeiros vencedores. Esse caso pertence a Madame Xanadu (Jeryl Prescott) e Daniel Cassidy (Ian Ziering) que, apesar de serem umas dicas inteligentes ao material de origem (inclusive com alguns detalhes sobre o passado de Daniel), simplesmente ainda não mostram a sua relevância no seu todo.

Podem ler o Frame By Frame anterior de Swamp Thing aqui.

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Swamp Thing continua a triunfar com a sua veia de terror e dinâmicas interessantes, mas este episódio começa a expor algumas das suas falhas mais graves.

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