DC Universe's Swamp Thing Frame by Frame TV

Swamp Thing – 1×03 – He Speaks

Swamp Thing 1x03

PODE CONTER SPOILERS DE SWAMP THING!!!

Já vamos no terceiro episódio e cada vez mais Swamp Thing continua a provar que o seu cancelamento precoce acabou por se revelar um grande erro para a DC Universe ou mesmo para a Warner Bros. em geral. Pelo menos, a julgar pela intensidade e twists deste terceiro episódio.

Com o estado cada vez mais avançado dos pacientes, Abby (Crystal Reed) continua em busca de respostas através das anotações de Alec Holland (Andy Bean), colocando-a numa rota de colisão com Swamp Thing (Derek Mears). Pelo meio, Jason Woodrue (Kevin Durand) assume as rédeas da investigação bizarra; e alguns dos podres de Avery Sunderland (Will Patton) começam a chegar ao de cima.

Swamp Thing 1x03

Ninguém pode negar que Swamp Thing encontra-se bem assente na sua vertente de terror, e este episódio mantém essa mesma ideia. E vemos isso no seu pleno quando temos algumas visões esporádicas do lado mais sobrenatural da série. Sabemos que está lá, mas o seu uso limitado causa um maior impacto aquando do seu aparecimento. Isto aplica-se tanto às amostras de Swamp Thing como de Munson (Micah Fitzgerald), com este último aparentemente ligado a um elemento clássico.

Mas no meio deste horror fest, as personagens tornam-se no centro das atenções. Crystal Reed tem provado, vezes e vezes sem conta, que se encontra confortável no papel de Abby Arcane, uma investigadora da CDC segura de si mesma e das suas convicções, apesar de contar com alguns momentos de dúvidas humanísticas. Estes elementos acabam por solidificar a sua personagem, algo que continua bem presente, mesmo ao terceiro episódio.

Infelizmente, o episódio – e a série em si – acaba por deitar tudo a perder quando tenta vender a ideia de um triângulo amoroso entre Abby, Alec (que aqui regressa brevemente numa forma que lembra bastante o Parlamento das Árvores) e Matt (Henderson Wade). Já sabíamos de antemão do clima romântico entre Abby e Alec através do seu primeiro (curto) contacto e de alguns pequenos gestos aqui e acolá; infelizmente, o mesmo não se pode dizer de Matt, que se assume mais como uma cara bonita e corpo musculado do que propriamente uma personagem a ter em conta. Se o conseguirem desenvolver de forma eficaz no curso da série, talvez este elemento possa ser resgatado; mas para já, não deixa de ser irritante.

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Felizmente, o episódio acaba por encontrar um refúgio nos seus antagonistas (sim, plural, mas já vos explico). Começando com Jason Woodrue. A sua presença inicial aqui é também ela limitada e o nosso primeiro contacto (através de Abby) não deixa de dar aquela ideia de este se tratar de um cientista maluco com um fascínio por plantas. No entanto, a um determinado momento, somos presenteados com um momento que ajuda a humanizar Jason Woodrue, resultando num sentimento bittersweet que não nos passa despercebido.

E depois temos Avery. Will Patton tem impressionado com o seu charme magnético, mas já se suspeitava que esta boa educação dele escondia alguns pequenos grandes detalhes. Se o episódio anterior cimentou a ideia de que este, juntamente com Woodrue, estavam envolvidos na situação presente na série, também temos direito a outros detalhes e eventos que clarificam que, por detrás deste charme, estamos perante um homem sem escrúpulos, capaz de cometer todo o tipo de ações para atingir os seus fins.

O mesmo se aplica a Madame Xanadu (Jeryl Prescott) e Daniel Cassidy (Ian Ziering), com o episódio a dar dicas de uma maior importância destes dois personagens claramente ligados com o lado do oculto da série.

Podem ler o Frame By Frame anterior de Swamp Thing aqui.

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Swamp Thing continua a impressionar com as suas personagens fulcrais e com uma aposta generosa na vertente do horror. Embora a vertente romântica necessite de ser melhor trabalhada.

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