Frame by Frame The Handmaid's Tale TV

The Handmaid’s Tale – 3×02/03 – Mary and Martha/Useful

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PODE CONTER SPOILERS!

Com o segundo e o terceiro episódio de The Handmaid’s Tale, chega uma certeza: a nova temporada não veio para brincadeiras e somos confrontados com mais avanços na narrativa, principalmente no que diz respeito à Resistência.

Em Mary and Martha, vemos finalmente mais daquilo que está a acontecer realmente dentro do sistema: desde as servas, às Marthas, todas querem destruir aquele antro cruel. Para isso é preciso discrição, vontade e confiança, algo que é difícil conseguir por ali. June (Elisabeth Moss) apercebe-se de imediato do que está a acontecer e como é obvio, quer estar nos lugares da frente para ajudar alguém a fugir.

Aqui, vemos mais uma vez, a personagem dúbia que é o Comandante Lawrence (Bradley Whitford). Parece ter umas mudanças de humor tão opostas que o podem tornar perigoso. Nunca sabemos ao certo de que lado está, mesmo depois de todas as coisas boas que fez. Também a sua mulher parece estar do lado certo, mas ainda nos foi mostrado pouco dela. Estou ansioso para ver e saber mais daquela senhora!

No Canadá, Emily (Alexis Bledel) consegue finalmente entrar em contacto com a sua esposa e é um momento tão forte como bonito. Mal posso esperar para ver o reencontro delas! Ainda assim, esta parte do enredo é aquela que suscita menos interesse e nem Luke e Moira conseguem salvar isso. Espero que consigam melhorar este aspeto!

Já no 3o capítulo, o Comandante Whitfort continua no centro da ação, com a sua serva a seu lado para o que for preciso, sendo que ela já percebeu que tem de jogar de forma cruel para conseguir um bem maior. É maravilhoso apreciar estes dois atores a representarem: os tempos, as pausas, os olhares que não precisam dizer nada… ainda que cada vez haja mais receio sobre a verdadeira pelo de Joseph, confesso que me está a dar um gozo enorme vê-lo em força na temporada.

Contudo, foi impossível não ficar perturbado com a cena da reunião. Todos os comandantes, a humilhação da nossa protagonista e o jogo psicológico que o homem faz. Genial mas angustiante! Ainda que tudo parece viver numa vibe mais esperançosa, o certo é que a tensão que a realização consegue criar é uma loucura: há sempre um medo gigante do que possa vir a acontecer, de que algo fuja dos planos.

Um dos pontos fortes para mim de tudo é a aliança que parece estar a surgir entre June e Serena (Yvonne Strahovski). É tão bom ver que elas parecem cada vez mais estar do mesmo lado, a puxarem pelo remo do mesmo lado e a apoiarem-se uma à outra para ultrapassar tudo. E se a vida da menina Joy parece estar do avesso, ainda fica pior com o aparecimento da sua mãe, que é mais a madrasta da Branca de Neve e não consegue de todo perceber o sofrimento que a filha está a passar. MATEM-NA JÁ!

The Handmaid’s Tale continua a fazer um caminho extremamente satisfatório neste novo ano e mal posso esperar para ver tudo o que virá aí. Há vários dados lançados e todos eles parecem poder vir a dar uma pontuação bem alta, espero realmente que assim seja!

Podem ler o Frame By Frame de The Handmaid’s Tale aqui. 

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