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Crítica: Men in Black: International (2019)

Men in Black International

Em Men in Black: International os agentes do MIB vão enfrentar um dos seus maiores desafios. Uma ameaça interna que pode ter como consequência a destruição de toda a agência.

Tessa Thompson é a grande e melhor surpresa do filme. Não que já não tenha demonstrado o seu talento antes (principalmente como Bianca em Creed), em Men in Black ela conseguiu cimentar ainda mais o que a cada dia tínhamos mais certezas, é uma atriz que veio para ficar e fazer grandes coisas.

Lembro-me que algo muito parecido tinha acontecido antes com esta saga. A chegada de Will Smith não era de todo o que se pensava ao início (sendo até primeiramente sondados outros atores para o papel) mas a verdade é que foi precisamente ele que deu outra dimensão a todo este universo de MIB. Tessa conseguiu algo muito parecido dar um toque muito único à sua agente M.

Men in Black International

A parceria repetida com Hemsworth (Thor: Ragnarok) funciona na perfeição. E antes que os céticos comecem a dizer que um filme com esta dupla é demais, eu discordo profundamente. Eles têm uma verdadeira parceria, que funciona à base da amizade e companheirismo e é isso que passa. A acrescentar a isto tudo o facto de neste filme Hemsworth deixar que o protagonismo todo fique para a sua parceira Tessa é de louvar.

Ambos tiveram os seus momentos, mas como já disse anteriormente a verdadeira MVP é Tessa Thompson. Existe uma ingenuidade que nos atrai a Molly, e acho sinceramente que essa foi a visão de F. Gary Gray. Molly tem um único objetivo, focada nele consegue encontrar o que acredita sempre ter existido. E depois de o conseguir ela luta para o merecer. O humor, estilo, força e charme da personagem são só adições ao que de bom já existe.

São de realçar, também, duas outras personagens. O espirituoso Pawny e a agente O. Só a voz de Kumail Nanjiani já demonstra toda a comédia e leveza que o pequeno Pawny traz consigo. Os diálogos dos agentes com Pawny são sempre de cair na gargalhada. Já Emma Thompson é difícil de descrever a genialidade desta atriz. Em tão poucos minutos ela consegue demonstrar ao que vêm, a grandiosidade do que faz e ainda ser uma quase mentora de Molly. Elas têm um dos diálogos mais interessantes do todo o filme com a resposta ao ser “Men in Black” quando são mulheres.

Men in Black International

No entanto, não é tudo perfeito em Men in Black: International, a história é previsível. Não é algo desconhecido para os fãs da saga que convenhamos nunca foi perfeita. Mas a meio do filme já tinha noção do que iria acontecer a seguir. Não que tenha perdido a vontade de o ver, nem que não tenha ficado satisfeita, estamos é sempre à espera de algo mais à frente, algo diferente.

Resumindo, não acho mesmo que Men in Black: International mereça as exageradas críticas que já tem. É um filme que entretém acima de tudo, vale muito a pena nem que seja só pela Molly de Tessa Thompson.

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Título: Homens de Negro: Força Internacional

Título Original: Men in Black: International

Realização:  F. Gary Gray

Elenco: Tessa Thompson, Chris Hemsworth, Rebecca Ferguson, Emma Thompson, Liam Neeson, Kumail Nanjiani

Duração: 115 minutos

Trailer | Men in Black: International

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