Mini-Reviews TV TV

Good Omens – Series Finale – 1ª Temporada

Good Omens Series Finale

PODE CONTER SPOILERS DE GOOD OMENS!!!

Neil Gaiman. Este é um nome do universo literário que certamente muita gente deverá conhecer, uma vez que algumas das suas obras mais influentes tiveram adaptações para os pequenos e grandes ecrãs bizarros, mas não menos adoráveis. Gaiman esteve à frente de filmes como Stardust, Beowulf ou Coraline e de séries como Lucifer ou American Gods. E recentemente, o celebrado autor viu mais uma das suas obras a ter direito a uma adaptação para o pequeno ecrã; desta feita, é o livro Good Omens, elaborado por ele e pelo falecido Terry Pratchettque foi transformado numa mini-série da Amazon, e que conta com o próprio Gaiman como showrunner e Douglas Mackinnon como o realizador dos seis episódios.

A série gira à volta com o Fim do Mundo numa questão de dias, e tudo o que está à sua frente são Aziraphale (Michael Sheen) e Crowley (David Tennant), dois amigos que também um anjo e um demónio, respetivamente.

Good Omens Series Finale

O MELHOR:

Sheen Tennant são a alma e coração de Good Omens.

Os dois personagens não podiam ser tão diferentes entre eles: Aziraphale é um anjo verdadeiramente bondoso e que se habituou a adorar colecionar primeiras edições de algumas obras de escritores icónicos e de se deliciar nas iguarias que os humanos fazem; já Crowley tem aquele charme demoníaco, mas não troca nada pelo seu Rolls Royce vintage e a sua banda sonora de eleição: os Queen. Não podiam ser tão diferentes um do outro, mas tanto Sheen como Tennant mostram um grande à-vontade nos seus respetivos papéis. Mas melhor que as suas cenas isoladas, é quando os encontramos lado-a-lado que a série conseguem mostrar o seu maravilhoso encanto, com o terceiro episódio da temporada, Hard Times, a mostrar a origem da sua relação ao longo das várias épocas históricas ao longo de um cold open bastante alargado.

A eles juntam-se também alguns dos nomes mais famosos da indústria atual, que incluem (mas não se limitam a): Frances McDormand, Jon Hamm, Michael McKean, Adria Arjona, Miranda Richardson, Jack Whitehall, Brian Cox, Mireille Enos, Nick Offerman, Benedict Cumberbatch… É um elenco invejável que se encontra no topo na sua forma, ainda que alguns deles tenham um curto espaço de tempo quando comparados com Michael SheenDavid Tennant.

Num aspeto mais técnico, Good Omens também desilude, oferecendo-nos alguns dos espaços mais belos e criativos que podemos encontrar na televisão atualmente, seja pela fotografia em grande escala ou pelos próprios cenários (com as versões do Céu e do Inferno a serem um destaque). A banda-sonora, a cargo de David Arnold), embora simples, não deixa de transparecer a sua magia em cada episódio.

Good Omens Series Finale

O PIOR:

Infelizmente, nem mesmo os esforços do duo protagonista conseguem esconder alguns problemas que Good Omens enfrenta.

A narrativa desta tem o seu potencial – um anjo e um demónio juntam forças para encontrar o Anti-Cristo e impedir o Fim do Mundo – mas condensar uma história deste tipo em 6 episódios não chega. Consegue ser demasiada informação de uma só vez, o que poderá deixar alguns fãs bastante confusos.

Sheen Tennant podem ser os scene-stealers da série, mas isso implica que outras personagens não tenham o mesmo tipo de tratamento. É o caso do próprio Anti-Cristo, Adam Young (Sam Taylor Buck) e do seu grupo de amigos infantis ou mesmo da narrativa paralela relacionada com a bruxaria. Fica mais do que claro que seria preciso mais um punhado de episódios para serem melhor desenvolvidos.

Ainda assim, Good Omens é um serão bem passado do princípio ao fim. Possui o seu charme contagiante e irreverente que é habilmente carregado nas costas de um Michael Sheen adorável e um David Tennant a aproveitar o melhor momento da sua vida (pelo menos para já).

No entanto, não contem com uma segunda temporada, não só pela conclusão da sua história, como também da apreensão do próprio Gaiman a regressar a este mundo.

Podem ler outras Mini-Reviews aqui.

0 80 100 1
80%
Average Rating

Apesar de alguns defeitos em termos de personagens ou de uma narrativa condensada, Good Omens encontra o seu paraíso no seu charme magnético e numa dinâmica irreverente entre Michael Sheen e David Tennant.

  • 80%

Comments