DC Universe's Doom Patrol Frame by Frame TV

Doom Patrol – 1×15 – Ezekiel Patrol

Doom Patrol 1x15

PODE CONTER SPOILERS DE DOOM PATROL!!!

Doom Patrol. A DC pode ter-nos apresentado algumas séries que conseguem ser uma verdadeira amostra do mundo bizarro das bandas desenhadas. No entanto, a terceira série original do serviço de streaming DC Universe (a contar com o revival de Young Justice) acabou por ser a série mais bizarra até agora da marca das bandas desenhadas. Por vezes hilariante, por vezes comovente, mas sempre estranha, esta foi uma série que tinha tudo para dar errado, mas acaba por ser uma verdadeira surpresa. E agora, as aventuras de Cliff, Larry, Rita, Jane e Cyborg chegou finalmente ao fim com este Ezekiel Patrol, que encerra as portas de forma satisfatória, mas não menos bizarra que o resto da temporada (que, fiquem desde já a saber, já se encontra totalmente disponibilizada em Portugal através da HBO Portugal).

Neste episódio, a equipa está a lidar com a revelação chocante do papel de Niles Caulder (Timothy Dalton) nos eventos que os tornaram em “aberrações”. No entanto, um novo plano de Mr. Nobody (Alan Tudyk) obriga-os a travar uma aliança improvável com o seu antigo líder.

Doom Patrol 1x15

A primeira porção do episódio esteve dividido em duas partes: os eventos que ligam Niles Caulder aos eventos que mudaram as vidas dos nossos protagonistas e seis meses depois dos eventos decorridos no episódio anterior. A primeira parte ajuda-nos a entender o lado mais perverso de Niles, que viu nas suas “aberrações de estimação” uma maneira de poder extender a sua própria vida. No entanto, mesmo sabendo dos seus atos, é impossível não sentirmos uma espécie de empatia para com o residente da Doom Manor, e isso deve-se a Timothy Dalton, que mostra tanto o seu lado mais ambicioso como o seu lado mais vulnerável.

Já os “seis meses depois” mostra os nossos “heróis” nos seus respetivos rock bottoms: Rita (April Bowlby) a tomar o posto de professora de drama; Larry (Matt Bomer) a treinar para estar mais independente do Espírito Negativo; Jane (Diane Guerrero) a recorrer a drogas para calar as suas personalidades, sem saber que, à distância, Cliff (Brendan Fraser) anda a tomar conta dela; e Victor (Joivan Wade) a lidar com stress pós-traumático, concentrando-se em ciber-crimes e a relegar-se para os seus aposentos. É uma vista um tanto ou quanto pessimista para este grupo de misfits que aprendemos a adorar durante semanas.

Doom Patrol 1x15

Apesar deste lado mais pessimista e emocional, a segunda parte do episódio atiram o grupo para uma junção entre eles e Niles para salvarem Danny The Street (feito refém por Mr. Nobody) e uma outra personagem surpreendente. E é aqui que Doom Patrol atira-nos para aquele lado mais bizarro que se tornou sinónimo da série. Afinal, quantos season finales colocam um grupo de indivíduos a confrontarem uma barata e uma ratazana em tamanho gigante? Só mesmo esta.

Ainda assim, esta sequência de eventos ajudam a ilustrar como o grupo conseguiu, em tão pouco tempo, trabalhar como uma equipa. Ajuda que este episódio tenha também uma boa dose de Alan Tudyk como Mr. Nobody, que volta a oferecer um nível de meta-humor já característico (inclusive a ler uma crítica negativa ao episódio), além de oferecer um team-up que, apesar de um pouco fora do lugar, coloca a maior pedra no sapato da Doom Patrol numa posição de aliado. Isso e os seus poderes narrativos também oferecem uma das sequências mais bizarras que a temporada nos ofereceu até à data (e numa série que incluiu um “jogo do sério” entre dois olhos omnipotentes ou a fuga de rabos com dentes ou um burro com um portal para uma dimensão paralela, já diz muita coisa.

Uma das queixas que tenho de apontar ao episódio é que, no fim e ao cabo, fica uma boa questão: “e agora?”. Compreende-se que se tenha observado um final semi-definitivo (muito porque não se sabe, para já, se a série terá direito a uma renovação para uma segunda temporada). No entanto, teria sido atencioso por parte de Jeremy Carver e companhia limitada nos dar um cheirinho do que nos reserva uma hipotética segunda temporada.

E assim, chegamos ao fim da primeira temporada de Doom Patrol, uma série que ficou marcada pelo seu humor negro e dramas pessoais complexos, acoplados com performances dos seus atores principais que se mostraram ora no topo das suas maiores formas, ora se revelaram para uma nova indústria. Como já tinha mencionado, os fãs portugueses poderão acompanhar a série na sua totalidade na HBO Portugal. Por isso, não se esqueçam de conferir a nossa crítica ao episódio anterior aqui. Enquanto isso, nós por cá estaremos a preparar-nos mentalmente para a próxima série da DC Universe, Swamp Thing!

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Average Rating

Doom Patrol encerra uma primeira temporada surpreendente com um final de temporada também ele surpreendente e que encerra as maiores questões deixadas em aberto de forma um tanto ou quanto satisfatória.

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