American Gods Frame by Frame TV

American Gods – 2×04 – The Greatest Story Ever Told

PODE CONTER SPOILERS!

Depois de uns episódios algo mornos e sem grandes estímulos, a minha esperança para com American Gods começava a perder-se. No meio de todos os problemas que a série enfrentou nos bastidores, sempre tive fé que iriam conseguir passar por cima disso e entregar-nos capítulos dignos do brilhantismo da primeira temporada.

Esta semana, em The Greatest Story Ever Told, tivemos uma ligeira melhoria em relação aos acontecimentos anteriores, mas nem assim foi possível ficarmos colados ao ecrã do princípio ao fim. Toda a narrativa relacionada com o Tech Boy (Bruce Langley) foi extremamente interessante, assim como o acompanhar do início de tudo isto, em três espaços temporais.

Ainda que sejam mostrados os anos 70 e 80, há toda uma atualidade na mensagem que querem passar. O talento do rapaz para a programação e toda a tecnologia, contrastam com o olhar clássico do pai, que valoriza tudo aquilo que envolve trabalha mais “manual”. O choque entre as duas realidades, assim como a criação do programa de computador de composição de música, são dos pontos fortes de todo este enredo e que permite o nascer do Novo Deus.

american gods 2x04

A interpretação dos atores é extremamente boa, mesmo com o pouco tempo de antena que lhes é dado. E falando em novos deuses, que saudades tenho da velha Media. Esta não passa de uma pessoa realmente irritante, o que provavelmente é uma ótima sátira à comunicação de hoje em dia. Ainda assim, confesso que fiquei triste e um bocado confuso com o final que deram ao Tech Boy…

O que acabou por não ter tanto impacto foi, mais uma vez, a dupla Shadow (Ricky Whittle) e Odin (Ian McShane). Já cansa que ambos circulem pela série sem se ver um propósito específico, como se tivessem apenas a pairar, à espera de algo que nunca acontece. Foi relevante terem introduzido o Deus Money, visto que tanto é um Antigo como um Novo Deus e está (e estará) presente durante toda a existência da humanidade, sendo que, contudo, não teve o efeito pretendido e foi um momento pouco cativante.

american gods 2x04

Também Mr. Ibis (Demore Barnes), Mr. Nancy (Orlando Jones) e Bilquis (Yetide Badaki) acabaram por ter o seu destaque esta semana, trazendo à tona um tema tão fraturante e que continua a ser tão atual como o racismo. Os discursos são incrivelmente bons, com Nancy a relembrar tudo aquilo que a raça negra passou nos EUA até então e fazendo todos questionarem de que lado ficarão na guerra que se avizinha.

Mesmo que o guião esteja no ponto e as interpretações de todos soberbas, tudo que acontece acaba por não passar de apenas um bom momento, não trazendo nada de novo à história e ao que realmente queremos ver.

American Gods parece ir acertando em certas coisas aos poucos, mas faltando apenas 4 episódios para o final da temporada, não sei se conseguirá sequer no último, chegar aos calcanhares do ano passado. Seja na execução artística, como no desenvolvimento dos enredos. Ainda assim, mantenho a esperança. Têm tudo na mão para entregar-nos um série com qualidade, basta se focarem no que realmente é importante.

P.S: Onde andam Salim e Jinn? Personagens interessantes e que pouco ou nada fizeram ainda este ano…

Podem ler o nosso Frame By Frame anterior aqui. 

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American Gods parece ir acertando em certas coisas aos poucos, mas faltando apenas 4 episódios para o final da temporada, não sei se conseguirá sequer no último, chegar aos calcanhares do ano passado.

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