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Crítica: Triple Frontier (2019)

Triple Frontier Crítica de Cinema

Um grupo de amigos com ligações militares reúne-se para roubar um traficante milionário sul-americano. No entanto, este assalto traz consigo consequências que colocam a teste as lealdades de cada um.

J.C. Chandor é um realizador versátil, ainda que se mantenha em low profile na sua carreira. Trouxe-nos o audacioso A Most Violent Year, o intenso All is Lost e o surpreendente Margin Call. Triple Frontier é a sua quarta longa-metragem e, como já é habitual, um elenco de luxo traz à vida uma nova história de ação. Triple Frontier conta com Ben Affleck, Oscar Isaac, Charlie Hunnam, Pedro Pascal e Garrett Hedlund nos principais papéis e, embora os seus nomes sonantes tragam algum carisma ao filme, não são suficientes para o ilibarem da mediocridade.

Triple Frontier Crítica de Cinema

Triple Frontier é aquela dose de testosterona que Hollywood habituou-se a entregar anualmente, numa espécie de homenagem aos filmes de ação de Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger, com selvas exóticas, traficantes carniceiros e perseguições frenéticas, e alia-os a uma breve referência de uma “golpada” à lá Ocean’s Eleven. Os elementos do entretenimento estão ali, mas algo não correu bem. A verdade é que Triple Frontier é oco, pouco criativo e não tem garra nenhuma. É um filme banal, como qualquer outro que já vimos. Combina os elementos mas não traz nada de novo ao espectador.

Embora a realização de Chandor seja empolgante a certo ponto e as sequências de ação sejam tecnicamente fogosas, o argumento é demasiado simples e demasiado focado na missão que se esquece de desenvolver as personagens e de lhes conferir dimensão dramática. Pode-se dizer, inclusive, que Triple Frontier utiliza os rostos do seu elenco como veículo de marketing para captar a atenção do público, mas falha redondamente em lhes dar margem de manobra para trabalharem convenientemente as suas personagens.

Triple Frontier Crítica de Cinema

A fotografia e a montagem são bastante competentes, num registo aproximado aos filmes militares mais recentes como Black Hawk Down, Tears of the Sun ou até mesmo Platoon, mas facilmente nos esquecemos destas características positivas pela fraca exposição da história. Mesmo não sendo uma atrocidade e de reunir alguns aspetos técnicos interessantes, Triple Frontier é um capítulo ameno e pouco envolvente de uma temática saturada e já sem muita criatividade.

Ainda assim, um twist aqui e acolá ajudam a manter-nos cativados durante as duas horas de filme, ainda que o fator entretenimento não seja suficiente para o salvar da sua triste sina. Para quem precisar de desligar um pouco o cérebro da arte, Triple Frontier pode ser o escape perfeito, mas não vai trazer nada de novo e não há nada mais aborrecido que vermos algo repetido mas com “carinhas larocas” diferentes.

Triple Frontier Crítica de Cinema

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Título: Triple Frontier

Título Original: Triple Frontier

Realização: J.C. Chandor

Elenco: Ben Affleck, Oscar Isaac, Charlie Hunnam, Pedro Pascal, Garrett Hedlund, Adria Arjona.

Duração: 125 min.

Trailer | Triple Frontier

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