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Crítica: Indiana Jones and the Temple of Doom (1984)

Indiana Jones and the Temple of Doom

Indiana Jones and the Temple of Doom é o segundo filme do destemido herói Indiana Jones. Este segundo filme passa-se em 1935. Dr. Jones encontra-se perdido na selva da Índia onde acarta a missão de encontrar uma pedra mística que pode salvar uma aldeia e os seus moradores.

Como seria de esperar depois de um fenómeno como Raiders of The Lost Ark, pegar em algo que foi completamente inovador e inesperado e fazer-lhe justiça com um seguimento, não era tarefa fácil. Foi isso precisamente que George Lucas e Spielberg sentiram, desde da criação do enredo aos pormenores finais nada parecia bater certo.

À primeira vista temos logo a perceção que o filme tem uma aura mais sombria, e não é algo totalmente surpreendente porque nessa mesma época Lucas e Spielberg encontravam-se numa fase mais escura nas suas vidas pessoais. E para complicar ainda mais as coisas parecia não existir entendimento entre todas as partes para a criação de um novo filme. A única certeza que Lucas tinha é que não queria nazis como vilões novamente, e consequentemente decidiu criar uma prequela.

Indiana Jones and the Temple of Doom

Temple of Doom não é de todo um filme tão mau como muitos críticos na altura o apelidaram. Sem dúvida que tem defeitos, mas se formos honestos até Raiders of the Lost Ark os tinha. A sensação que fica é que o enredo não é de todo tão coeso como no primeiro filme. Existe uma história que procura ser bem mais forte e até chocante, mas que peca por tentar demais ser diferente.

Nunca é fácil pegar em temas complicados e criar ficção com eles, a escravatura infantil, a imagem da India ou do Hinduísmo podiam ter sido retratados com mais honestidade. Ao querer talvez entrar por estes temas mais sérios perdeu a força que tinha de ser um filme de aventura, ação e até alguma comédia e com isso totalmente inovador para o género.

Ford, no entanto, está ainda mais dentro do papel da personagem, se é que é possível. Parece que ele nasceu para ser o Dr. Indiana Jones. O arqueólogo que acima de tudo acredita na história como algo que pode melhorar o ser humano. Ama a aventura e o desconhecido como ninguém. A adição de um sidekick, uma criança que idolatra Indiana, foi muito positiva. A dinâmica criada pelo pequeno Ke Quan e Ford era a de um respeito e amizade entre as personagens que saltava logo à vista a cumplicidade dos dois.

Indiana Jones and the Temple of Doom

Apesar da presença de Willie parecer mais só para cumprir o propósito de preencher a vida amorosa de Indiana, Kate Capshaw deu uma nova cor e vida a esta personagem. Alguns dos melhores momentos do filme foram proporcionados precisamente por WIllie com a extravagância e algumas tiradas geniais que tinha com Indie.

E como seria de esperar, tal como no primeiro, a música de John Williams acompanha toda esta aventura ficando no ouvido e na memória.

Este segundo filme da saga de Indiana Jones não é de todo dos melhores filmes dentro da saga nem do género, mas cumpre com competência o papel de entreter quem o vê.

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Título: Indiana Jones e o Templo Perdido

Título Original: Indiana Jones and the Temple of Doom

Realização: Steven Spielberg

Elenco: Harrison Ford, Kate Capshaw, Jonathan Ke Quan, Amrish Puri, Philip Stone

Duração: 118 minutos

Trailer | Indiana Jones and the Temple of Doom

 

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