Cinema Críticas

Crítica: Dirty Dancing (1987)

”Nobody puts Baby in the corner”, a frase proferida pela personagem de Patrick Swayze neste clássico de 1987 e que continua a ser das mais famosas da história do cinema. Passaram-se 32 anos desde o lançamento de Dirty Dancing e o filme tem vindo a sobreviver ao teste do tempo, transformando-se num verdadeiro clássico.

A história é um pouco cliché mas é daquelas fórmulas que, com os fãs do género, funciona sempre: Baby, uma jovem de 17 anos, e Johnny, um bad boy que é também o instrutor de dança do resort onde ela vai passar as férias de Verão com a família, apaixonam-se um pelo outro.

Patrick Swayze uma vez disse que Dirty Dancing teve sucesso não por causa da sensualidade do filme mas sim porque a história tem muito coração e na verdade o actor está correcto, Dirty Dancing não é feito só de dança (embora a dança seja talvez o aspecto do qual a maior parte das pessoas se recorda melhor), a sua história pode até ser cliché mas isso não impede que seja mais do que aquilo que parece à primeira vista: de facto é um romance de Verão parecido com tantos outros, mas no fundo trata-se também de um filme que é acerca de ”um jovem instrutor de dança que sente que não é nada mais que um produto e uma rapariga que está a tentar descobrir quem ela é numa sociedade de restrições”, como diz o actor.

Mas, verdade seja dita, a dança é uma grande, enorme parte deste filme e um autêntico deleite de se ver. As coreografias são todas fantásticas e executadas com tanta destreza que quase acreditamos que todos os dançarinos são feitos de plasticina tal é a facilidade com que se dobram. Na cena em que Baby entra numa festa do staff logo no início do filme, a fluidez com que todos os dançarinos se movem é inacreditável. E além disso, cada coreografia encaixa perfeitamente na música que a acompanha (especial destaque para Cry To Me, de Solomon Burke. Aquela música parece que foi feita de propósito para a cena em que toca!). A banda sonora é irrepreensível e uma das músicas, (I’ve Had) The Time Of My Life, interpretada por Bill Medley e Jennifer Warnes, chegou mesmo a ganhar o Globo de Ouro e o Óscar de Melhor Canção Original.

A relação entre Swayze e Grey não era a melhor mas quando vemos a maneira como Johnny e Baby olham e sorriem um para o outro isso não se nota nem um pouco, apesar de não se darem bem, os dois actores conseguiram com que houvesse uma cumplicidade e química muito bonitas entre as suas personagens e, na minha opinião, isso demonstra muito profissionalismo da parte de ambos, portanto estão de parabéns.

Há um momento de Dirty Dancing que é particularmente icónico e toda a gente que já viu o filme sabe bastante bem qual é: o salto do final. Jennifer Grey disse em 2015 que nunca tinha ensaiado o salto antes da cena ser filmada. ”Só o fiz no dia em que foi filmado. Nunca o ensaiei e nunca mais voltei a fazê-lo”, diz a actriz e isso é, no mínimo, impressionante, pois como é um movimento que parece exigir uma técnica e equilíbrio exímios, é normal que pensemos que teve de ser ensaiado inúmeras vezes, mas não foi e ainda assim o resultado é fantástico, um momento que facilmente se grava nas nossas memórias.

Dirty Dancing tem um charme que não diminuiu nem um pouco ao longo destes 32 anos. Carregado de momentos, frases e músicas icónicas, continua a ser um dos clássicos mais adorados.

Título Original: Dirty Dancing
Título:
Dança Comigo
Realizador: Emile Ardolino
Elenco: Jennifer Grey, Patrick Swayze, Jerry Orbach, Cynthia Rhodes, Jack Weston, Jane Brucker, Kelly Bishop, Lonny Price, Max Cantor, Neal Jones, Wayne Knight
Duração:
100 minutos

Trailer | Dirty Dancing

Comments