Frame by Frame Vikings

Vikings – 5×18 – Baldur

Vikings - 5x18 - Baldur
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Contém Spoilers.

Resumindo: Lagertha regressa. Bjorn casa-se com Gunnhild, Freydis trás ao mundo um novo membro da família Lothbrok e Hvitserk está cada vez mais perto de derrubar o seu irmão mais novo do trono de Kattegat.

“Baldur”. Um episódio do foro mais íntimo de Vikings, veio acalmar de todo o reboliço de batalhas que têm acontecido no universo nórdico. De caráter pessoal, o novo episódio de Vikings transporta-nos para as diversas “crises” que se aproximam das narrativas atuais.

Comecemos do início.

A história de Floky continua a ser uma ponta solta no argumento de Hirst. A jornada de Floky, uma das personagens mais acarinhadas pelos fãs de Vikings, depois do massacre sangrento pela mão de Flatnose (Adam Copeland), continua sem desenvolver… Floky (Gustaf Skarsgard) perdeu-se no meio de outras personagens, pensávamos nós serem um pouco mais “atraentes”, mas que pecam pelo pouco entusiasmo e vida que dão a uma história como esta. Floky continua sem um sinal dos Deuses, que outrora lhe prometeram uma terra de paz, e por isso, inicia a sua viagem até “The Mouth of Hell” onde confrontar os Deuses, e procurar resposta.

Vou-vos poupar trabalho: nada de novo acontece na Islândia, portanto não vou desenvolver muito mais.

Na ausência do pai, os filhos de Ragnar Lothbrok continuam a fornecer histórias convincentes que entram e saem das suas vidas individuais. Depois de uma cerimónia típica do povo nórdico, Bjorn (Alexander Ludwig) é agora marido de Gunnhild e prepara um exército com King Harald (Peter Franzén) para derrubar Kattegat, e retomar o seu trono por direito.

Gunnhild não faz segredo do seu desejo em se tornar rainha da Noruega, mas temos de nos perguntar se Harald pode superar a inveja que sente ao ver a mulher que ama, casada com um dos homens mais poderosos e “famosos do mundo”.

Bjorn não é o único filho de Lothbrok com um olho em Kattegat. Hvitserk (Marco Ilso) continua a procurar orientação na sua vida, e ficou claro que ele lamenta sua decisão de se alinhar com Ivar (Alex Hogh Andersen). Para consolidar a aliança entre Ivar e o rei Olaf, Hvitserk entra num jogo perigoso, e o fascínio pela religião oriental está bem presente. No mistério de uma sauna no meio da neve, a vida de Hvitserk está em jogo.

Ainda assim, Hvitserk deixa Thora para trás por insistência de Ivar durante a sua viagem para ver Olaf. Em Kattegat, Ivar ao encontrar a sua imagem esculpida ao meio e a cabeça de um porco afixada no topo leva Ivar para um tumulto que coincide com a recusa de Olaf de se juntar a Hvitserk para derrubar seu irmão.

Por um momento parece que Ivar poderia poupar Thora e a sua família enquanto o tirano cada vez mais louco diz que só quer descartá-la. Assistimos a uma cena perturbadora e de um terrível massacre à família de Thora e aos oponentes de Ivar, queimados vivos pelas mãos de um Rei Louco (parece surgir aqui uma pequena referência a Guerra dos Tronos, maybe?).

Ainda que, Hvitserk e Bjorn permaneçam inconscientes do seu destino a Kattegat, é apenas uma questão de tempo até que eles unam forças que tornará mais fácil ou confuso o momento de Bjorn assumir o trono.

Ivar enfrenta talvez o maior desafio do seu reinado. É impossível ignorar o efeito que as palavras de Freydis (Alicia Agneson) tiveram sobre ele, mas agora, como ela dá à luz uma criança que sabemos que não é de Ivar, a sua proclamação de que a deformidade é um presente dos deuses assume um novo significado. Voltamos atrás no tempo. A resposta de Ivar a esse momento doloroso leva-nos de volta a Ragnar e à decisão que ele toma após o nascimento de seu filho mais novo. A deformidade de Baldur pode vir a por em causa a divindade de Ivar. Será que o bebé Baldur terá o mesmo destino do seu pai? Serão os Deuses a salvaram esse bebé indefeso ou será a sua mãe que virá em seu socorro, da mesma maneira que Aslaug salvou Ivar da morte certa?

Ubbe, possui na integra a visão do seu pai: um futuro própero entre saxoes e escandinavos. A sua habilidade em ganhar a confiança do rei Alfredo faz com que agora Ubbe (Jordan Patrick Smith) se encontre no comando de um exército saxão, e quando a negociação de paz com os três reis falha, Ubbe toma o destino do reino de Alfredo diretamente sobre seus ombros.

A ousadia de Torvi (Georgia Hirst) continua a surpreender tanto no campo de batalha como em negociações importantes, quase que entra em paralelo com o papel de Judith, conselheira de Alfred (Ferdia Walsh-Peelo).

Aprendemos que Judith (Jennie Jacques) está agora a lidar com o seu próprio problema de saúde depois de ter descoberto um nódulo no seio, mas a cena é assustadora no momento em que Lagertha (Katheryn Winnick) retorna e começa a recuperar sua sanidade, oferecendo ao público um episódio mais dramático, construído por:  momentos. A visão estimulante  de Ragnar (Travis Fimmel) preso na jaula pendurada acima do poço de cobras transforma- se na jaula metafórica em que ela se encontra de momento.

No entanto, é a conversa entre estas duas mães que oferece algum significado emotivo, enquanto ambas se aproximam do fim.  O tempo chegou ao fim e (com muita pena minha!) talvez seja altura de nos começarmos a despedir de Lagertha.

Mas…se assim for, que Lagertha tenha um fim digno de si! “Baldur” coloca os irmãos Lothbrok em primeiro plano, de um lado de continuar o sonho de Ragnar e de manter vivos os seus ensinamentos e tradições em Kattegat.

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