Cinema Críticas

Crítica: Gone in Sixty Seconds (2000)

No mundo do cinema, existem filmes bons e filmes maus. No entanto, existe também um terceiro grupo: os guilty pleasures. Este é um grupo único de filmes que podemos encontrar no mercado: sabemos que são filmes maus, mas não resistimos em ver e gostar. Muito porque, apesar das suas fraquezas, esses filmes cumprem com uma simples linha de pensamento: entretenimento acima de tudo. Este Gone in Sixty Seconds – que é um remake do filme do mesmo nome lançado em 1974 – é um desses casos.

Randall “Memphis” Raines (Nicolas Cage) aparenta ser um homem normal como todos os outros. No entanto, ele é também um famoso ladrão de automóveis que se tinha reformado anos antes. No entanto, o irmão dele, Kip (Giovanni Ribisi), também ele um ladrão de automóveis, coloca-se em sérios problemas, e cabe a Randall de o safar. A sua missão: roubar 50 carros exóticos!

Gone in Sixty Seconds Crítica de CinemaUm filme focado em roubos de automóveis não é exatamente um género que seja novo. Temos o original acima mencionado dos anos 70, a saga Fast & Furious e tantas outras cópias que daí nasceram. E atenção, que nem todos esses filmes são um verdadeiro triunfo, quer em termos da crítica, ou das receitas da bilheteira. Gone in Sixty Seconds é um desses casos.

A ideia de um ex-criminoso regressar da sua reforma para um último golpe em nome de uma hora familiar não será propriamente uma grande novidade. Algumas das performances aqui demonstradas roçam no “bastante básico”, algumas das motivações e ações aparecem do nada. Este filme também não parece ter envelhecido. Por outras palavras, existe muita coisa no filme que, pura e simplesmente, não funciona como deve ser.

Gone in Sixty Seconds Crítica de Cinema

Ainda assim, como pode um filme com tantos defeitos funcionar com o público? Bem, a resposta é bastante simples: consegue entreter, nem que seja de forma momentânea! Os aficionados pela indústria automóvel decerto que irá deliciar-se com a quantidade de automóveis que irão encontrar durante o curso do filme (e considerando que estamos agora no século XXI, grande parte destes automóveis são verdadeiros clássicos). E mesmo as próprias sequências de ação aqui presentes com certeza irão fazer as delícias pelos amantes de adrenalina.

E isto sem mencionar o que ajuda a elevar o filme para o estatuto de culto: Nicolas Cage. Aqui, estamos perante um ator que se tenta manter o mais sério possível, mas também aproveita alguns momentos para mostrar a sua loucura já característica. E acreditem, existem bastantes para vos deliciar. Para adicionar o sentimento de nostalgia, o filme presenteia-nos com algumas presenças de caras já conhecidas da indústria da atualidade.

E aproveito a deixa para reiterar o que filme, acima de tudo, faz o seu melhor para nos entreter. Claro que isto não implica que todos os atores tenham oportunidades para deixar a sua marca (o estranho caso do temo limitado de Angelina Jolie é um desses casos), e o ritmo acelerado do filme não dá tempo qualquer para desenvolvimentos significativos, quer na narrativa, quer nos seus personagens (e considerando que, num vasto elenco, podemos encontrar a lenda viva que é Robert Duvall que não é bem aproveitado, já diz muita coisa!).

Mas no fim e ao cabo, Gone in Sixty Seconds cumpre exatamente com aquilo que se voluntaria a fazer, que é entreter as massas o melhor que pode. E considerando que o filme vem da produtora de Jerry Bruckheimer, não é exatamente surpreendente nesta altura do campeonato. Por isso, se procuram por um filme para ver num serão familiar num domingo à tarde bastante parado, este filme é para vocês. Só não esperem uma grande obra de arte.

Nome: 60 Segundos
Título Original: Gone in Sixty Seconds
Realização: Dominic Sena
Elenco: Nicolas CageGiovanni RibisiAngelina JolieT.J. CrossWilliam Lee ScottScott CaanJames DuvalWill PattonDelroy LindoTimothy OlyphantChi McBrideRobert DuvallChristopher EcclestonVinnie Jones
Duração:
118 minutos

Trailer | Gone in Sixty Seconds

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