Frame by Frame Vikings

Vikings – 5×17 – The Most Terrible Thing

Vikings - 5x17 - The Most Terrible Moment
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Contém Spoilers.

“The Most Terrible Thing” acho que foi apropriado este título.

As desavenças na Islândia continuam a aumentar e evoluem para um cenário assustador. Uma incrível matança.

Várias são as temáticas que se desenrolam no decorrer do episódio, ligando quatro espaços diferentes: Kattegat, York, Wessex e Islândia.

Ainda não existe paradeiro do destino de Lagertha (Katheryn Winnick) se era isso que estavam à espera de saber, mas acho que é uma estratégia aceitável por parte de Hirst ao manter a narrativa fresca e num certo nível de interesse, visto ser o único ponto que provavelmente consegue manter os fãs ainda agarrados.

A morte de Aethelred (Darren Cahill) trás um novo contorno à personalidade da santíssima Judith. Não esperávamos que tivesse coragem para confessar o seu ato a Alfred (Ferdia Walsh-Peelo), depois do funeral do seu filho, mas isso só lhe atribui um certo nível de garra que, sou sincera, não estava à espera. Não importa o que achar deste ato de Judith perante um dos seus filhos, ela não está errada em alertar Alfred sobre as realidades que o cercam: “O rei não se pode comportar como uma pessoa comum”,  ao lembra-lhe que um rei deve estar preparado para fazer o que for preciso para sobreviver, mostra aqui um dura realidade que joga bem na abordagem de Ivar (Alex Hogh Andersen) para governar Kattegat.

Ivar continua a sua performance para lembrar às pessoas que foi Ragnar (Travis Fimmel) que lhe confiou o trono para governar na sua ausência. Conseguimos perceber que está prestes a mudar as regras e retirar parte do poder que os cidadãos desfrutaram até este ponto. Ele continua a empregar a força da personalidade para conquistar o povo e agora adiciona um toque teatral criativo à sua performance. Embora Freydis (Alicia Agneson) lembre Ivar que “um deus misericordioso será sempre mais popular que um deus vingativo”, não me parece que Ivar esteja interessado em pegar por essa abordagem, ao contrário do seu pai.

Embora Kattegat sempre tenha sido sua casa, não está claro por que Hvitserk (Marco Ilso) escolhe ficar. As desavenças irmãos Lothbrok parecem ligar-se com o ambiente de Alfred e Aethelred. A sugestão de Ivar de que Hvitserk embarcar em uma missão diplomática vem com uma advertência angustiante relativa a Thora, que se assemelha à presença da noiva de Aethelred em Inglaterra, ao observar a rainha-mãe a fazer-lhe as malas sem qualquer tipo de advertência.

A reação de Alfred à nova realidade tem que esperar, porque chega a notícia de que uma frota viking foi avistada em direção a Wessex numa questão de dias. Hirst acelerou a linha do tempo, Bjorn (Alexander Ludwig) e Harald (Peter Franzén) voltarão mais cedo do que o esperado. O controlo da Noruega está nas suas mãos logo agora que Gunnhild entra em jogo e manipula os dois homens que competem pelo seu coração. Não sabemos ao certo quais as suas verdadeiras intenções, e o que Gunnhild mostrará a seguir… será totalmente um caminho inesperado, tal como aconteceu na Islândia.

A situação agora enfrentada pelos colonos de Floki (Gustaf Skarsgard), é um pouco mais complicada e assustadora depois que as verdadeiras intenções de Kjetill (Adam Copeland) vêm ao de cima. Assistimos ao massacre de uma família inteira pela mão de Flatnose, que acha que a chegada de Helgi (Jack McEvoy) marca não apenas a sua sobrevivência, mas uma reconciliação para um grupo cuja existência está à beira do abismo.

Por um breve momento, parece que Helgi pode sobreviver a Kjetill mas uma vez que a câmara passa por uma linha de cabeças em pontas afiadas, sabemos que Flatnose terminou este capítulo de uma vez por todas. Enquanto o assassinato da família de Eyvind pode empurrar Floki para a borda do abismo, a filha de Flatnose, Aud (Leah McNamara), encerra o episódio e talvez a saga islandesa, atirando-se de um penhasco sobre as águas.

Tendo terminado a jornada na Islândia, estará na hora de Floky regressar a casa?

Talvez a reviravolta mais fascinante, envolva o relacionamento… talvez arrisco até dizer: amizade … entre Ubbe e o rei Alfred. Com o sucesso pela perspicácia militar de Ubbe na batalha com Harald, Alfred enfrenta agora outra decisão. Com notícias da aproximação da frota Viking, Ubbe (Jordan Patrick Smith) coloca outro desafio aos pés do jovem rei, sugerindo que ele seja colocado no comando do exército de Alfred. Mas não é assim tão simples, a poeira da conspiração aprece já ter assentado, mas uma decisão de tamanha magnitude não irá cair da melhor forma aos olhos da corte de Alfred.

Não se trata de um episódio ligeiramente fraco, Hirst conseguiu estabelecer uma linha de conexão da própria narrativa, com quatros lugares diferentes. Acho isso interessante. Mas depois da intensidade que foram os dois últimos episódios, talvez Vikings tenha voltado a cair no abismo do aborrecimento.

É preciso mais e melhor para continuar a manter uma narrativa viva de ação e de personalidade em cada episódio… Just Saying.

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