Cinema Críticas

Crítica: Identity (2003)

Identity Crítica de Cinema

Em 2003, o cinema estava numa época de abundância criativa. Os blockbusters e os clássicos que se formaram nesse ano trouxeram piratas divertidos, dois “perdidos na tradução”, uma rapariga com brinco de pérola, a conclusão das aventuras de Frodo Baggins e companhia, entre muitos outros. E há sempre um underdog que passa despercebido às massas, em 2003, considero que Identity ficou pouco nas bocas do mundo quando, de facto, merecia uma receção mais calorosa.

Dez estranhos vêem-se forçados a ficar num motel no meio de uma forte tempestade. Uma série de acasos mostra que há mais sobre estes indivíduos do que inicialmente sabemos. Um assassino está no meio deles, já que, um a um, os corpos começam a emergir. Quem será o assassino? Que segredos escondem?

Identity Crítica de Cinema

Num toque hitchcockiano, Michael Cooney esboça uma história violenta, bebendo de inspirações claras das obras literárias de Stephen King. A atmosfera sombria e o formato mosaico em que as personagens são explicadas isoladamente da narrativa principal, tornam Identity um thriller empolgante e repleto de twists divertidos que nos mantêm cativados do início ao fim. Ainda recentemente tive a oportunidade de ver Bad Times at the El Royale, um filme que recupera esta fórmula e que a transforma num conto à lá Tarantino.

Mesmo com algumas falhas de fluxo e orçamento, Identity não é um filme em que o espectador se importe com os pormenores, já que fica investido gradualmente em querer resolver o mistério por si mesmo. No elenco, rostos conhecidos trazem esta história macabra à vida, incluindo John Cusack, Ray Liotta, Amanda Peet, etc. Alguns deles, no início da carreira, outros já com um vasto histórico de trabalho. É importante salientar que Identity é um filme que se esforça para recuperar o típico clássico de thriller misterioso que força o público a “trabalhar o cérebro” enquanto o visualiza.

Identity Crítica de Cinema

A narrativa é adornada por uma realização competente por parte de James Mangold (este realizador, entretanto, floresceu mais do que algum dia se poderia esperar, contando no seu currículo com filmes como Walk the Line (2005), 3:10 to Yuma (2007) e Logan (2017)), ainda que não tenha sido o seu melhor trabalho no ramo. Mas Identity não é uma película que se esmere pela sua tecnicidade, mas sim na forma como conjuga os elementos essenciais do seu género e os transforma em algo aliciante através de um argumento ritmado e vai deixando o espectador a especular sobre o que acontecerá.

É especialmente por esta história-mosaico que Identity vai gradualmente lançando pistas para se descobrir o que se vai passando com os seus intervenientes e na forma como eles estão interligados. Por mais incrível que pareça, nunca ficamos cansados dos twists, já que eles vão apimentando as sequências com suspense uma boa dose de mistério característico de clássicos como Psycho. Portanto, se em 2003 não se sentiram com vontade de se embrenharem numa história que vos deixa à procura por respostas, ainda vão de investirem o vosso tempo.

Identity Crítica de Cinema

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Título: Identidade Misteriosa

Título Original: Identity

Realização: James Mangold

Elenco: John Cusack, Ray Liotta, Amanda Peet, Jake Busey, John C. McGinley, John Hawkes, Alfred Molina, Clea DuVall, Rebecca De Mornay.

Duração: 90 min.

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Trailer | Identity

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