Frame by Frame TV Vikings

Vikings – 5×15/16 – Hell/The Buddha

Vikings - 5x15 - The Hell

PODE CONTER SPOILERS DE VIKINGS!

Para começar em grande o ano de 2019 trago não um, mas dois Frame By Frame fresquinhos de Vikings.

Para tudo aquilo que parece ser um episódio de final de temporada, Vikings arriscou (e bem) num “Inferno” à moda dos nossos amigos nortenhos. Comecemos pelo início.

Em Kattegat, nada muda, mas as desconfianças de Hvitserk (Marco Ilso) sobre a morte do Vidente aumentam, enquanto Ivar (Alex Hogh Andersen) continua a exibir o seu poderio enquanto Deus. A desavença entre os irmãos Lothbrok parece não ter fim e só aumenta ainda mais a esperança que algo irá acontecer ou a um ou a outro. Para além disso, o povo de Kattegat parece assumir de facto que é governado por um Deus, mas isso é fruto da submissão ou da crença? Uma questão que fica para depois.

Depois de tantas voltas e mais voltas às histórias de novela, Vikings parece ter acordado (ênfase no “parece”). A parte emocionante de “Hell” desenvolve-se em torno da aspiração do King Harald (Peter Franzén) em tomar Wessex, e da persistência de Alfred (Ferdia Walsh-Peelo) em manter o que é seu por direito, com a ajuda dos exilados Ubbe (Jordan Patrick Smith), Lagertha (Katheryn Winnick), Bjorn (Alexander Ludwig) e Torvi (Georgia Hirst).

Finalmente, chegamos perto aquilo que outrora fora Vikings. Sangue, espadas e muita ação desenrola-se numa batalha sangrenta entre estes dois mundos.

A transformação de Alfred ao longo desta temporada é visível, a sua “mão direita”: Ubbe, atribui um certo carisma e determinação à personagem que nos relembra os tempos de Ragnar e a sua relação com Ecbert.

Ao longo do episódio, Vikings mostra as relações de vários peões em jogo. A história de amor entre Lagertha e Heahmund (Jonathan Rhys Meyers) volta a “surpreender” quando este mete em causa o seu amor e termina o relacionamento por medo do purgatório. Então, vamos lá ver, num momento ele confessa que enfrentaria o Inferno por ela, e agora, renuncia as suas palavras? Não entendi a jogada de Hisrt. Uma tentativa falhada de dar mais emoção a esta relação, mas que acabou por não acrescentar nada.

Mas calma, porque o Bishop Heahmund ainda vai dar que falar. (Ou dava)

Confesso que foi impressionante a forma como foi narrado o momento da carnifica pela voz de Alfred, mostrando alguns flashbacks do que foi uma batalha digna da saga nórdica.

 (Já tinha saudades!)

A falta de foco de Heahmund buscando por sinais de vida de Lagertha pode ter sido a causa da sua morte numa cena toda ela poderosa. De facto, deu toda uma reviravolta à história destes dois e que era necessária para dar um certo brilho a Vikings.

Mas, sejamos sinceros, uma coisa é perder o Bishop Heahmund, outra é perder Lagertha.

Com a queda de Heahmund o paradeiro de Lagertha fica desconhecido e restam umas imagens de Bjorn à procura da sua mãe num campo de batalha monstruoso. Portanto, e como já não sabemos o que contar com as ideias de Hirst, veremos o que sairá deste “desaparecimento”.

Do outro lado, em Wessex, Judith revela-se (e de que maneira!). Ao descobrir quem são os traidores da coroa de Alfred, não só os nomes dos conspiradores, mas também o nome do seu líder, Judith encontra-se num conflito não tão agradável. Sendo uma mãe extremamente protetora, Judith revela a Alfred que Aethelred (Darren Cahil) esteve desde início ligado a um dos ataques ao rei. Cabe a ele, tomar uma decisão difícil que divide dois destinos: família, ou reino.

“Hell” parece vir a formar novas ondas de liderança. O povo nórdico começa a recuar nas suas invasões e as forças cristãs afirmam-se. O ponto de viragem está para breve e parece que a influência Viking fora do seu país natural se traduz numa forma pacifica, que poderá ser lucrativa para os saxões.

Calma! Não saiam já que não ficamos só por aqui.

Depois da força de emoções que foi “Hell” o cenário parece vir a acalmar com “The Budhha”. sim, é isso mesmo…. Buddha.

E como ainda não tínhamos tocado no assunto… na Islândia o líder Floky (Gustaf Skarsgard) coloca a decisão de dar à família de Eyvind (Kris Holden-Ried) uma segunda chance, e viver pacificamente dentro da comunidade. Depois da jornada de Helgi (Jack McEvoy) pelo gelo, que lhe valeu a perda de um dedo, Floky vê agora a vida de outros nas suas mãos, bem como a ambição de uma “terra prometida” pacifica.

Resumindo, não esperem grandes avanços neste ponto da história porque é sempre mais do mesmo.

Embora tenha fracassado na sua tentativa de conquistar Wessex, King Harald continua a ser uma ameaça. Contudo, tem de reconquistar a confiança e o apoio do povo de York, que está desapontado com seu retorno. Muito parecida à personalidade de Ivar em Kattegat, Harald inicia a sua “campanha” prometendo novos níveis de grandeza para a cidade através do nome e da reputação de Ragnar Lothbrok, mas agora com Magnus (Dean Ridge), filho recentemente descoberto. Uma vez que Bjorn aparece em York, as sementes de um plano para derrubar Ivar começam a germinar e parece claro que a segunda janela de oportunidade de Harald chegou.

Tudo parece mais calmo em Kattegat, agora que o autoproclamado Deus Ivar removeu outra ameaça ao seu governo. Foi o encontro casual de Hvitserk com um artesão local que faz com que outro filho de Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel) duvide das suas crenças religiosas, assim como o seu pai. Hvitserk é fascinado pela explicação do homem sobre a figura do Buda e a sua oferta de um caminho para a iluminação. Grande parte da temporada mostra a tentativa de descoberta de um caminho por Hvitserk, talvez seja pelo mundo espiritual que este encontre realização, o que pode vir a ser um foco para um destino mais pacifico entre Ivar “The God” e Hvitserk.

Em Wessex, a decisão de Judith (Jennie Jacques) em remover o seu próprio filho da equação fala de uma escuridão dentro dela que deve aterrorizar todos em seu redor. É claro que tudo o que Aethelred fez, tenha sido parte de uma estratégia cuidadosamente calculada para tirar o seu irmão do trono e reivindicar a coroa, assim, é necessário que desperate measures sejam tomadas e Judith está certa disso mesmo.

Agora que a esposa de Alfred está grávida de uma criança que pode vir a ser de Bjorn, a esposa de Aethelred não tem qualquer ligação sólida com a família real. Judith decide apimentar o jantar de Aethelred como uma boa dose de veneno.

Talvez o desenvolvimento mais importante a emergir de todo este caos seja ver a verdadeira alegria e satisfação de Ubbe ao examinar as terras dos anglo-saxões concedidas por Alfred. “Olhe para este tesouro”, ele observa enquanto passa as mãos pelo solo fértil que Ubbe sabe que proporcionará ao seu povo uma nova oportunidade de vida.

Mas a decisão de Bjorn de regressar a Kattegat e derrubar Ivar vem ao de cima e isto poderá impor ao filho mais novo de Ragnar o seu maior desafio, como também colocar Hvitserk numa posição de repensar a sua escolha original de qual irmão apoiar.

Não se trata de um episódio meramente de ação, ao contrário da efusividade de “Hell”. Trata-se de um episódio para ambientar a calma depois do caos que foi a batalha entre ambos os povos. Continuamos sem saber o paradeiro de Lagertha, mas novos cenários se levantam com a despedida de Bjorn Ironside, a permanência finalizada de Ubbe e Torvi por terras Inglesas e o novo virar na corte real com a morte de Aethelred. Também Harald parece tomar um novo rumo junto a Bjorn Ironside, que se unem para derrubar Ivar do seu trono.

Podemos dizer que Vikings volta a ter um cheirinho interessante ao que outrora foi uma das melhores séries históricas de sempre, mas ainda assim, não vamos cair no erro de criar muitas expetativas como já aconteceu.

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