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Supergirl – 4×09 – Elseworlds, Part 3

Supergirl 4x09

PODE CONTER SPOILERS DE SUPERGIRL!!!

Todas as coisas boas acabam por chegar ao fim, eventualmente. Crossovers não são exceção. O que queremos dizer com isto é que Elseworlds, o crossover deste ano da Arrowverse, chegou ao fim com este novo episódio de Supergirl.

No cliffhanger do episódio de Arrow, John Deegan (Jeremy Davies) ganha novamente posse do livro Mar Novu (LaMonica Garrett) e volta a reescrever a realidade. No entanto, as diferenças são mais notáveis. Nesta nova realidade, Oliver (Stephen Amell) e Barry (Grant Gustin) tornam-se em criminosos comuns; Kara (Melissa Benoist) encontra-se aprisionada na S.T.A.R. Labs; os vários aliados tornam-se em versões diferentes deles mesmos; e Deegan tornou-se numa versão mais negra de Superman (Tyler Hoechlin), além de estabelecer um regime totalitário semelhante aos videojogos de Injustice.

Supergirl 4x09

Já ficou provado em crossovers anteriores que o último episódio costuma ser o mais fraco de todos. Felizmente, Supergirl mostra uma consistência de qualidade que os seus antecessores exibiram durante a exibição de Elseworlds

Desta vez, o humor foi superado pelo drama neste episódio, com os heróis numa autêntica corrida contra o tempo para restaurar a realidade para o que era. E a partir, o episódio nunca exibe sinais de parar para recuperar o fôlego, fazendo uma transição de cenas de uma forma bastante natural. 

Supergirl 4x09

Com uma nova realidade estabelecida, seria de esperar que visitássemos algumas versões alternativas de algumas personagens adoradas. E acreditem, ainda houveram algumas, como Cisco (Carlos Valdes) em modo gangster, Alex (Chyler Leigh) mais dura que o habitual ou James Olsen (Mehcad Brooks) reduzido a mão-de-obra de Cisco. E ainda que tenha sido uma experiência curiosa vermos versões alternativas de personagens adoradas por nós, o elenco secundário teimou em ser o elo mais fraco do episódio, com quase todos os membros presentes desprovidos de qualquer espécie de personalidade. 

Dito isto, foi uma brisa de ar fresco vermos Hoechlin a tomar uma postura mais vilanesca. Como Superman normal, o ator consegue surpreender ou mostrar mais emoções que a versão da DCEU. Mas como vilão, o ator usa e abusa de alguns falas tão cheesy que conseguem servir de contraste direto destas duas versões. 

Numa vista geral, o facto de Elseworlds ter sido reduzido para as três grandes séries da Arrowverse pode ter sido uma escolha arrojada (muito por ter deixado as Legends of Tomorrow de parte, tirando um certo cameo no início do episódio), mas ajudou a centrar o evento numa narrativa única, além de providenciar um character study para a trindade. Dos três, é Oliver que leva com o maior benefício, com a sua postura mais violenta a ser colocada em questão em quase todas as oportunidades, além de ilustrar a vontade do personagem evoluir para a sua melhor versão. 

Como já seria de esperar, temos aqui um típico final feliz (muito porque as três séries têm de continuar com as suas estrelas principais), mas sem esquecer alguns momentos. E pelo menos um par deles é centrado em Clark e Lois (Elizabeth Tulloch) que, das duas uma: ou ditam uma partida prolongada deste novo casal, ou temos os ingredientes para uma nova série, à lá Lois & Clark: The New Adventures of Superman.

Mas também já não deverão esperar muito tempo para o próximo crossover, uma vez que já temos data oficial. Então o título… quanto menos se disser, melhor. Mas esperem duras ramificações. 

E assim finda Elseworlds. Podem ler o nosso Frame By Frame anterior de Supergirl aqui. Também podem ler o que achámos das outras partes de Elseworlds aqui e aqui.

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O final de Elseworlds pode ter sido do mais simples, mas não deixa de dar algumas dicas excitantes sobre o que está reservado para o Arrowverse durante o próximo.

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